Escalada no estreito de Ormuz: Trump anuncia controle da rota, Irã promete reação

Sob a justificativa de violação de acordo pelo Irã, governo americano impõe taxa de 20% sobre cargas na região, gerando forte alta no preço do petróleo e ameaça ao agronegócio global.

Publicado por: MilkPoint

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O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as forças americanas assumem o controle do Estreito de Ormuz, bloqueando navios iranianos e impondo uma taxa de 20% sobre cargas. Essa decisão segue ataques aéreos dos EUA ao Irã. O Irã prometeu resistir e considerou as ações como agressão. O aumento das tensões impactou os mercados, com alta no preço do petróleo e instabilidade nas bolsas. O Brasil enfrenta desabastecimento de fertilizantes devido à crise, afetando a produção agrícola e os preços dos alimentos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças americanas estão assumindo o controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas por onde passa cerca de um quinto do consumo global de petróleo. A medida inclui o bloqueio total ao acesso de navios e clientes iranianos, além da criação de uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada pelo canal, sob a justificativa de financiar os custos operacionais de segurança na região. A decisão ocorre após uma série de ataques aéreos conduzidos pelo Comando Central dos EUA contra instalações militares no Irã, o que, segundo Trump, destruiu a maior parte dos sistemas antiaéreos e equipamentos de Teerã.

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Por sua vez, as Forças Armadas e a Guarda Revolucionária do Irã declararam que não vão permitir a interferência na gestão do estreito, classificando as incursões como atos de agressão promovidos por um "exército de bandidos". O governo iraniano alertou que qualquer cooperação com as forças americanas será considerada uma declaração de guerra e prometeu levar os Estados Unidos a uma "humilhação ainda maior".

Como reflexo imediato do acirramento das tensões, os mercados financeiros globais demonstraram instabilidade, com as bolsas de valores de Nova York operando em queda. No mercado de commodities, o preço do barril de petróleo disparou mais de 4%, sendo cotado a cerca de US$ 79 (R$ 406). O bloqueio de trânsito internacional em estreitos estratégicos é ilegal segundo as diretrizes da Organização Marítima Internacional da ONU, mas o governo dos EUA mantém a posição de pressionar economicamente as exportações petrolíferas de Teerã, rompendo em definitivo o acordo provisório que havia reaberto a via navegável.

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O impacto da crise no Oriente Médio já afeta a economia brasileira, em especial o setor de fertilizantes. Com o tráfego interrompido em Ormuz, o Brasil enfrenta o desabastecimento de fertilizantes nitrogenados e de enxofre, insumo básico para a produção de fosfatados, cujas matérias-primas dependem majoritariamente daquela região. Com os preços desses produtos registrando altas e a paralisação de fábricas misturadoras locais devido à escassez de matéria-prima, analistas alertam para uma queda na produtividade da próxima safra e um consequente repasse de custos que deve encarecer os alimentos para o consumidor final.

Fontes consultadas: BBC e CNN.

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