Por sua vez, as Forças Armadas e a Guarda Revolucionária do Irã declararam que não vão permitir a interferência na gestão do estreito, classificando as incursões como atos de agressão promovidos por um "exército de bandidos". O governo iraniano alertou que qualquer cooperação com as forças americanas será considerada uma declaração de guerra e prometeu levar os Estados Unidos a uma "humilhação ainda maior".
Como reflexo imediato do acirramento das tensões, os mercados financeiros globais demonstraram instabilidade, com as bolsas de valores de Nova York operando em queda. No mercado de commodities, o preço do barril de petróleo disparou mais de 4%, sendo cotado a cerca de US$ 79 (R$ 406). O bloqueio de trânsito internacional em estreitos estratégicos é ilegal segundo as diretrizes da Organização Marítima Internacional da ONU, mas o governo dos EUA mantém a posição de pressionar economicamente as exportações petrolíferas de Teerã, rompendo em definitivo o acordo provisório que havia reaberto a via navegável.
O impacto da crise no Oriente Médio já afeta a economia brasileira, em especial o setor de fertilizantes. Com o tráfego interrompido em Ormuz, o Brasil enfrenta o desabastecimento de fertilizantes nitrogenados e de enxofre, insumo básico para a produção de fosfatados, cujas matérias-primas dependem majoritariamente daquela região. Com os preços desses produtos registrando altas e a paralisação de fábricas misturadoras locais devido à escassez de matéria-prima, analistas alertam para uma queda na produtividade da próxima safra e um consequente repasse de custos que deve encarecer os alimentos para o consumidor final.
Fontes consultadas: BBC e CNN.
Vale a pena ler também:
Muçarela e spot seguem fortalecidos por demanda, GDT segue pressionado na 1ª quinzena de julho
Impacto da guerra no Irã na agropecuária será maior no segundo trimestre, apontam especialistas