A Indonésia destaca-se como um dos mercados mais estratégicos da região devido ao forte descompasso entre a produção local e o consumo interno. Com uma população superior a 280 milhões de habitantes, o país produz apenas 20% do leite que consome, o que exige a importação anual de mais de 600 mil toneladas de lácteos. A necessidade de abastecimento externo deve aumentar ainda mais nos próximos anos, impulsionada por políticas públicas locais, como o plano governamental de distribuição diária de leite para 82 milhões de beneficiários até 2029. Diante desse cenário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta um crescimento de 43% nas compras indonésias de leite em pó desnatado para 2025.
Para viabilizar as trocas comerciais com a Indonésia, a adequação aos padrões religiosos foi um pré-requisito fundamental. As exportações sul-americanas para o país asiático foram autorizadas no início deste ano, após o órgão governamental indonésio responsável pelas garantias Halal credenciar a certificação do setor, com validade emitida até 2028. Os primeiros embarques de leite em pó integral e desnatado partindo do Uruguai para o porto indonésio foram registrados no meio do ano pela cooperativa Conaprole.
Paralelamente, o Vietnã surge como outro destino em expansão na Ásia, apresentando altas de dois dígitos nos gastos com importação de lácteos nos primeiros meses de 2026. Embora o comércio bilateral entre os dois países ainda seja incipiente e restrito a remessas pontuais de manteiga e soro de leite, as reuniões bilaterais visam consolidar parcerias com importadores privados e ampliar as habilitações de produtos na região.
As informações são do La Mañana, adaptadas pela equipe MilkPoint.
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