O desempenho fez de julho o melhor mês de 2026 tanto em faturamento quanto em volume exportado. O resultado também se destaca na série histórica: o valor registrado no mês foi o quinto maior desde 2007, início da série disponibilizada pelo Inale com base nos dados da aduana uruguaia. As exportações de lácteos do Uruguai alcançaram US$ 98,3 milhões em julho de 2026, resultado cerca de 32% superior aos US$ 74,3 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda maior: os embarques passaram de 18,97 mil para 26,19 mil toneladas, avanço de aproximadamente 38% em um ano.
No acumulado de janeiro a julho, as exportações de lácteos somaram US$ 539 milhões, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025. O leite em pó integral foi o principal produto, com US$ 67 milhões faturados no mês e US$ 366 milhões no acumulado, 11% acima do mesmo período de 2025. Em volume, o crescimento foi ainda mais expressivo: 99.709 toneladas acumuladas, 21% a mais do que até julho do ano passado.
No último mês, foram embarcadas mais de 25 mil toneladas de produtos lácteos, o maior volume registrado no ano. O leite em pó desnatado acumulou US$ 33 milhões, com alta de 4% em valor, apesar de uma leve queda de 1% em volume. Os queijos recuaram 1% no acumulado, para US$ 50 milhões, com queda de 3% em toneladas, enquanto a manteiga avançou 1% em valor, para US$ 42 milhões, com um salto de 17% em volume.
Em relação aos preços, o leite em pó integral registrou média de US$ 3.797 por tonelada em julho, com alta de 26% em relação a dezembro de 2025, embora o acumulado do ano ainda apresente queda de 8% em relação a 2025. O leite em pó desnatado teve preço médio de US$ 3.478 por tonelada, com queda mensal de 10%, mas avanço de 5% no acumulado. Os queijos ficaram em US$ 5.149 por tonelada, praticamente estáveis, enquanto a manteiga, cotada a US$ 5.386 por tonelada, recuou 21% em relação a dezembro e acumula queda de 13% no ano.
Brasil liderou com folga entre os destinos
O Brasil foi o principal destino das exportações uruguaias de lácteos em julho, respondendo por 31,5% do total, seguido pela Argélia, com 18,2%. Juntos, os dois países concentraram metade das vendas externas do mês.
Segundo dados da aduana, o Brasil comprou quase 8 mil toneladas de produtos lácteos, contra 4,6 mil toneladas adquiridas pela Argélia. A Nigéria apareceu na terceira posição, com 7,6%, seguida por Venezuela (6,7%) e México (5,9%). Completaram os dez principais destinos Mauritânia e Panamá, com 3% cada, Egito, com 2,8%, Emirados Árabes Unidos, com 2,6%, e Argentina, com 2,5%.
As informações são do Tardáguila Agromercados, com dados do Inale, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.
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