Fonte: Reprodução/Canal Rural
Durante os exames sanitários exigidos pelos programas oficiais de controle, o primeiro lote já trouxe uma notícia inesperada: 27 animais foram condenados. Após novos testes, restaram apenas dez das 82 cabeças do rebanho, levando a família a optar pelo encerramento completo do plantel e pelo vazio sanitário. “A gente ficou muitas noites sem dormir. Não é uma coisa de hoje para amanhã, é algo que faz parte de toda a vida da gente. Foi uma coisa muito sofrida, mas, graças a Deus, hoje a gente está superando”, relata Michels.
O recomeço foi possível com o apoio do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa), mecanismo que garante compensação financeira aos produtores que precisam realizar o abate sanitário. Em Santa Catarina, cerca de R$ 20 milhões foram pagos a produtores em 2025.
Após o período de vazio sanitário, Daniel precisou investir novamente na propriedade, reformar a estrutura e adquirir novos animais. Hoje, ele e a esposa voltaram à atividade e produzem cerca de 450 litros de leite por dia. “Se não tivesse esse auxílio, hoje a minha propriedade, com certeza, estava virada em mato. Dinheiro para investir eu não tinha. Com esse apoio que tive pelos animais que perdi deu para recomeçar”, afirma.
O caso mostra o impacto que uma doença sanitária pode ter sobre a atividade leiteira, mas também como os mecanismos de indenização podem ser decisivos para permitir que produtores reconstruam seus rebanhos e retomem a produção.
Confira o vídeo sobre a história de Daniel abaixo:
As informações são do Canal Rural, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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