Uruguaia Conaprole amplia produção, mas enfrenta dificuldade para vender leite

A cooperativa uruguaia Conaprole atravessa um ano de produção histórica, com o volume de leite recebido crescendo mês após mês em relação ao mesmo período do ano passado, que já havia sido recorde.

Publicado por: MilkPoint

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A cooperativa uruguaia Conaprole registra um ano de produção histórica, com previsão de 1,72 bilhão de litros de leite, 200 milhões a mais que no ano anterior. O valor adicional para os produtores é de aproximadamente US$ 80 milhões. Entretanto, a comercialização enfrenta dificuldades, com demanda fraca e preços em queda. Laborde expressa menos confiança em pagamentos adicionais aos produtores, priorizando a estabilidade do preço do leite durante a primavera.
A cooperativa uruguaia Conaprole atravessa um ano de produção histórica, com o volume de leite recebido crescendo mês após mês em relação ao mesmo período do ano passado, que já havia sido recorde. Daniel Laborde, diretor da cooperativa, informou que o exercício atual deverá encerrar com o recebimento de aproximadamente 1,72 bilhão de litros de leite, cerca de 200 milhões de litros a mais que os 1,517 bilhão de litros registrados no exercício anterior.

No bolso dos produtores, isso representa aproximadamente US$ 80 milhões adicionais. O nível de endividamento dos cooperados junto à Conaprole também reflete esse bom momento. "O exercício passado foi bom e este também será muito bom para os produtores", afirmou Laborde.

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O preço pago ao produtor permanece entre 16 e 17 pesos uruguaios por litro (cerca de US$ 0,40 a US$ 0,43 por litro), patamar semelhante ao observado há três ou quatro anos em moeda local. A diferença é que, com o aumento da produção, o faturamento total dos produtores é significativamente maior. A relação entre custos de produção e preço recebido pelo leite, que foi excelente no exercício anterior, já não apresenta o mesmo desempenho neste ciclo, embora continue bastante favorável. O pico de produção da primavera está projetado para ficar entre 6,4 milhões e 6,5 milhões de litros por dia.

Produção da primavera ainda sem comprador

O principal problema está do lado comercial. Ao contrário dos anos anteriores, quando nesta época uma parcela importante da produção prevista para a primavera já havia sido negociada, neste ano esse volume ainda não encontrou compradores. A demanda mundial por leite em pó integral, leite em pó desnatado e queijos permanece fraca, e atualmente a Conaprole vende apenas metade do volume mensal comercializado no mesmo período do ano passado.

Além disso, os preços registrados nos leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), da Fonterra, vêm caindo de forma consistente. Somente no último mês, o preço do leite em pó integral recuou 7%, queda considerada muito expressiva por Laborde.

Pagamento adicional gera menos confiança

Até abril, Laborde demonstrava otimismo quanto à possibilidade de realizar uma reliquidação — pagamento adicional aos produtores ao final do exercício, baseada nas perspectivas favoráveis dos mercados futuros. Hoje, porém, esse cenário mudou. "Existe segurança de que haverá reliquidação? Eu diria que essa segurança é menor do que há três meses", afirmou, reconhecendo que havia transmitido esse otimismo aos produtores.

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Segundo ele, a estratégia atual da cooperativa não é comprometer a remuneração dos produtores tentando preservar uma reliquidação futura, mas garantir que, durante a primavera, o preço pago pelo leite permaneça em um nível semelhante ao atual. "Associado a uma produção elevada, acredito que isso continuará sendo um bom negócio para o produtor", concluiu Laborde.

As informações são do Blasina y Asociados, adaptados pela equipe MilkPoint.

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