El Niño tem 93% de chance de atingir força extrema nos próximos meses e deve durar até 2027

A instituição estima em 93% a probabilidade de o fenômeno El Niño atingir força extrema entre setembro e novembro, índice que salta para 95% no último trimestre do ano, entre outubro e dezembro.

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As projeções da NOAA indicam que o Oceano Pacífico enfrentará um aquecimento severo, com 93% de probabilidade de um El Niño extremo entre setembro e novembro, subindo para 95% no último trimestre de 2026. Esse fenômeno pode superar os picos das últimas sete décadas e se estender até 2027. A combinação de altas temperaturas e mudanças nos regimes de chuva impactará negativamente a pecuária leiteira, exigindo adaptações dos produtores para mitigar perdas.
Segundo as projeções atualizadas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o Oceano Pacífico caminha para um período de aquecimento severo e prolongado. A instituição estima em 93% a probabilidade de o fenômeno El Niño atingir força extrema entre setembro e novembro, índice que salta para 95% no último trimestre do ano, entre outubro e dezembro. Além da intensidade expressiva, os cientistas preveem que esse padrão de aquecimento se estenderá pelos primeiros meses de 2027.

El Niño tem 93% de chance de atingir força extrema nos próximos meses e deve durar até 2027

Gráfico: NOAA

A dimensão do evento ganha destaque ao ser comparada ao histórico de medições contínuas mantido pelo órgão desde 1950. Para o encerramento do ano, as estimativas indicam uma chance de 69% de que a atual ocorrência supere os picos de intensidade registrados ao longo das últimas sete décadas. O dado posiciona o fenômeno entre os mais expressivos da história do monitoramento climático global.

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O principal diferencial do cenário atual está no contexto ambiental em que ele se desenvolve. Em comparação com os episódios marcantes das décadas de 1980 e 1990, este super El Niño atua sobre um planeta significativamente mais quente, reflexo da elevação contínua na temperatura média global intensificada a partir de 2013. Trata-se, portanto, de um aquecimento oceânico natural sobreposto a uma base planetária já superaquecida.

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Os desdobramentos dessa combinação geram impactos diretos em setores fundamentais na pecuária leiteira. A junção de altas temperaturas com alterações drásticas nos regimes de chuva acelera a degradação do solo e compromete a qualidade das pastagens, cenário que eleva a vulnerabilidade no campo e exige dos produtores a adoção imediata de estratégias locais de adaptação para conter perdas de safra e de produtividade.

As informações são do NOAA, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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Material escrito por:

Maria Alice Trevizam

Maria Alice Trevizam

Editora de Conteúdo Jr. no MilkPoint e Jornalista pela PUC Campinas

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