Cooperativa de laticínios uruguaia Coleme encerra atividades após período de declínio

A empresa enfrentava problemas há vários anos, informações preliminares apontam a falta de fornecedores como uma das dificuldades que acentuaram a situação econômica complexa da Coleme.

Publicado por: MilkPoint

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A Cooperativa de Laticínios Coleme, a mais antiga do Uruguai, encerrará suas atividades em 5 de junho de 2026, após 94 anos. A decisão, comunicada pelo presidente Boris Revello, ocorre devido à contínua redução de sua viabilidade, com apenas 12 produtores ativos e prejuízos acumulados. A cooperativa, que já foi um pilar econômico regional, enfrentava dificuldades financeiras e tentativas frustradas de venda. Aproximadamente 30 funcionários ainda estão empregados até o fechamento.
Ao final desta primeira semana de junho de 2026, a Cooperativa de Laticínios Coleme, localizada no estado de Cerro Largo, Uruguai, fechará definitivamente suas portas. Fundada em 1932, era a empresa mais antiga de sua categoria.

De acordo com veículos de notícia locais, os trabalhadores foram notificados da decisão pelo presidente da diretoria Boris Revello. Até o momento, as autoridades da cooperativa não fizeram declarações públicas sobre as causas do fechamento nem sobre as medidas previstas para enfrentar o processo.

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Apesar da decisão tomada, os funcionários continuarão trabalhando até 5 de junho para processar o leite que ainda permanece na planta antes do encerramento definitivo das operações. O fechamento gera preocupação e impacto no setor leiteiro local devido ao peso histórico que a Coleme teve na economia regional. Durante décadas, a cooperativa foi um suporte para inúmeras famílias ligadas à produção de leite e chegou a reunir mais de 70 produtores fornecedores.

No entanto, o passar dos anos foi marcado por uma redução contínua da atividade. A perda de produtores, a diminuição do volume de leite entregue e as dificuldades econômicas foram enfraquecendo a viabilidade da empresa. No momento em que a decisão foi tomada, apenas 12 produtores continuavam entregando leite à planta. Após várias instâncias de análise e discussão entre os sócios, concluiu-se que já não existiam condições para garantir a continuidade operacional.

A empresa enfrentava dificuldades há anos. Em novembro de 2024, Revello havia dito em declarações que a empresa estava operando com prejuízo e que seria necessário realizar uma reestruturação. Naquele momento, ele destacou que o mais importante era corrigir a situação deficitária devido ao nível de leite que chegava à planta. “Caso contrário, é preciso fechar, não há outra opção”, disse.

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No ano passado, houve negociações para vender a empresa a um investidor argentino, mas o negócio não foi concretizado. Atualmente, a empresa emprega aproximadamente 30 pessoas.

As informações são do Portal Montevideo, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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