Biosseguridade: o primeiro passo para um rebanho saudável

Biosseguridade é o alicerce da produção leiteira sustentável. Práticas simples, baixo custo e alto impacto garantem saúde animal, qualidade do leite e rentabilidade.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Sem tempo? Leia o resumo gerado pela MilkIA
O momento técnico da Castrolanda discutiu a biosseguridade na pecuária leiteira, com a participação da técnica Maria Eduarda. Ela definiu biosseguridade como práticas para prevenir doenças no rebanho, enfatizando a importância da saúde animal e da qualidade do leite. Destacou riscos como doenças infectocontagiosas e a necessidade de um programa estruturado com diagnósticos, quarentena e controle de acesso. Maria Eduarda ressaltou que ações de biosseguridade são viáveis e podem ser implementadas gradualmente, visando a sustentabilidade da atividade leiteira.

No momento técnico Castrolanda, que abordou a biosseguridade na pecuária leiteira, um tema estratégico para a eficiência e sustentabilidade da atividade. A entrevista contou com a participação da técnica da saúde animal, Maria Eduarda.

Continua depois da publicidade

Maria Eduarda iniciou a conversa definindo a biosseguridade como um conjunto de práticas e protocolos voltados para a prevenção da entrada, disseminação e permanência de agentes patogênicos no rebanho. Ela destacou que a biosseguridade abrange aspectos sanitários, estruturais, de manejo e gestão, tendo como meta principal proteger a saúde animal, garantir a qualidade do leite e manter a viabilidade econômica das atividades.

 

Riscos Sanitários e Pilares do Programa

Os principais riscos sanitários enfrentados nas fazendas leiteiras incluem a introdução de animais portadores de doenças infectocontagiosas, como a brucelose, tuberculose, IBR e BVD. Outros fatores de risco são o trânsito descontrolado de pessoas e veículos, o uso de equipamento contaminado (especialmente no manejo reprodutivo e na ordenha), a contaminação de água e alimentos, e a ausência de protocolos para o isolamento de animais doentes.

No geral, esses fatores favorecem doenças crônicas que geram um alto impacto zootécnico e econômico.

Para estruturar um programa eficiente, Maria Eduarda sugeriu seguir alguns pilares:

1. Realizar um diagnóstico sanitário do rebanho na compra, incluindo testes periódicos e sorologia.

2. Implantar uma quarentena efetiva (pelo menos 30 dias) para animais adquiridos de fora.

3. Fazer o controle rigoroso da entrada de pessoas, veículos e equipamentos, registrando quem entra e sai da propriedade e fazendo a desinfecção necessária.

4. Adotar Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs), principalmente na ordenha, no manejo de bezerras e no descarte de resíduos biológicos.

5. Promover a capacitação contínua da equipe e monitorar os indicadores zootécnicos e sanitários da fazenda.

 

Doenças Críticas e Qualidade do Leite

Dentro da atividade leiteira, certas doenças demandam maior atenção. A brucelose e a tuberculose são consideradas críticas por serem zoonoses de notificação obrigatória e terem um significativo impacto comercial. A mastite foi citada como uma das principais causas de descarte de animais e prejuízo econômico na produção.

Continua depois da publicidade

No caso das bezerras, a diarreia e a pneumonia comprometem o futuro produtivo dos animais, enquanto doenças virais como a IBR e a BVD afetam a reprodução e o sistema imunológico do rebanho.

A técnica confirmou que a biosseguridade impacta diretamente na qualidade do leite. Um rebanho livre de doenças produz leite com menor contagem bacteriana e menor contagem celular, o que melhora os índices de CCS e CPP. Além disso, reduz o descarte de leite contaminado, por exemplo, por resíduo antibiótico. Contribuir para as normas de qualidade do leite também ajuda a propriedade a atender à certificação das Boas Práticas Agropecuárias (BPA).

 

Viabilidade Econômica e Implementação

Maria Eduarda enfatizou que é fundamental desmistificar a ideia de que a biosseguridade é cara. Muitas ações são de baixo custo e alto impacto, como controlar o acesso, realizar a limpeza adequada dos utensílios, isolar animais doentes e treinar a mão de obra.

Ela argumentou que o impacto de não controlar uma doença, que resulta em perda reprodutiva, descarte precoce e redução na produção, é muito maior do que o investimento necessário para implantar essas práticas.

Para iniciar a implementação, mesmo que de forma gradual, o produtor deve, primeiramente, elaborar, com a assistência técnica Castrolanda, um plano de biosseguridade individualizado para a propriedade. Este plano deve considerar os riscos específicos, os fluxos de animais e pessoas, e a estrutura já disponível.

O produtor pode começar com ações pontuais, como a quarentena, o isolamento e a higienização de equipamentos, e avançar à medida que os retornos produtivos e sanitários começarem a aparecer.

A entrevista foi concluída reforçando a importância de integrar a biosseguridade como rotina nas fazendas leiteiras, pois o futuro da pecuária é sustentável, seguro e tecnificado, e tudo isso começa com a prevenção.

As informações são do Antena Sul FM 102.7.

 

QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?