Lácteos registram aumento nas importações e nas exportações em julho

As importações somaram 230 milhões de litros em equivalente-leite, sendo o segundo maior volume registrado para o mês de julho em toda a série histórica.

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Em julho, as importações de lácteos no Brasil atingiram 230 milhões de litros em equivalente-leite, o segundo maior volume para o mês, com um déficit na balança comercial de 224,9 milhões de litros. As importações cresceram 9% em relação a junho e 33,9% em relação a julho do ano passado. As exportações foram de 5,1 milhões de litros, com um aumento mensal de 17,2%, mas 5,2% abaixo do ano anterior. O cenário indica uma maior competitividade de produtos externos e continuidade de volumes elevados no mercado.
O mês de julho foi marcado por avanço no volume total das importações e das exportações de lácteos. As importações somaram 230 milhões de litros em equivalente-leite, sendo o segundo maior volume registrado para o mês de julho em toda a série histórica, atrás apenas do resultado observado em 2024. Já as exportações atingiram 5,1 milhões de litros em equivalente-leite.

Com o aumento das importações, o saldo da balança comercial de lácteos voltou a diminuir e apresentou piora em relação ao mês anterior, registrando um déficit de 224,9 milhões de litros em equivalente-leite.

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Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos – equivalente leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT.

As importações registraram aumento de 9,0% em relação ao mês anterior e de 33,9% na comparação com julho do ano passado. O resultado reforça que os volumes importados seguem em patamares elevados, sustentados pela maior competitividade dos produtos externos frente aos nacionais. A disponibilidade de leite no Mercosul segue como fator importante nessa dinâmica, favorecendo a entrada de lácteos no mercado brasileiro.

Gráfico 2. Importações em equivalente-leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado, a partir dos dados da COMEXSTAT. 

Os principais movimentos observados nas importações foram:

  • Leite em pó integral (LPI): registrou aumento de 5% no volume importado em relação ao mês anterior;

  • Leite em pó desnatado (LPD): apresentou avanço de 13% nas importações frente a junho;

  • Queijos: registraram alta de 13% no volume importado, reforçando a relevância da categoria na pauta de importações de lácteos. Dentro da cesta de queijos, a muçarela foi a de maior destaque, apresentando avanço mensal de 23,9%.

Já em relação às exportações, julho apresentou aumento de 17,2% frente ao mês anterior. Apesar da recuperação mensal, o volume exportado ainda ficou 5,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Esse movimento mostra uma melhora pontual nos embarques, mas ainda dentro de um cenário de menor competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Gráfico 3. Exportações em equivalente-leite. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado a partir dos dados da COMEXSTAT.

Nas exportações de julho, foram observados os seguintes movimentos entre os principais produtos: 

  • Manteiga: apresentou aumento de 70% no volume exportado em relação ao mês anterior;

  • Cremes de leite: registraram avanço de 87% nos embarques frente a junho;

  • Leites condensados: apresentaram crescimento de 58% nas exportações.

  • Soro de leite: apresentou aumento de  17% no volume exportado, representando 36% dos embarques lácteos no mês, mantendo seu protagonismo mais um mês de principal produto da pauta exportadora.

As tabelas 1 e 2 mostram as principais movimentações do comércio internacional de lácteos nos meses de julho de 2026 e junho de 2026.

Tabela 1. Balança comercial de lácteos em julho de 2026. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

Tabela 2. Balança comercial de lácteos em junho de 2026. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT. 

O que podemos esperar para os próximos meses?

Em julho, as importações voltaram a avançar e atingiram o maior nível desde março, reforçando a permanência de volumes elevados ao longo de 2026. O movimento segue associado à maior disponibilidade de leite no Mercosul, à competitividade dos produtos externos e às condições cambiais que continuam influenciando a atratividade dos lácteos importados no mercado brasileiro.

No curto prazo, caso os importados sigam competitivos, as importações tendem a permanecer em patamares relevantes. Ainda assim, os preços de alguns derivados, como a muçarela, seguem elevados, indicando uma demanda interna ainda persistente. 

Apesar do aumento mensal das exportações, os embarques brasileiros ainda permaneceram abaixo do observado no mesmo mês do ano anterior. Dessa forma, os próximos meses exigem atenção à evolução do câmbio, dos preços internacionais, da disponibilidade de leite no Mercosul e do ritmo de importações, fatores que seguirão relevantes para a formação de preços no mercado interno.

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Material escrito por:

Lucas Eduardo de Paula Rodrigues

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