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Argentina: perspectiva de aumento nas exportações de leite

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 18/11/2020

3 MIN DE LEITURA

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Um relatório recente do Rabobank indica que a demanda por produtos lácteos no Sudeste Asiático nos próximos anos continuará crescendo de forma constante. Só na China, estima-se para 2030 um consumo equivalente a 15 bilhões de litros em importações de laticínios.

Outros países asiáticos (Indonésia, Malásia, Singapura, Filipinas, Vietnã e Tailândia) demandarão, segundo as mesmas estimativas, o equivalente a 19 bilhões de litros, o que constitui um grande mercado para os próximos anos e, portanto, uma importante oportunidade para países produtores.

Enquanto isso, a produção de leite da Argentina está estagnada há 20 anos, mas a Fundación Producir Conservando afirma que o país tem condições de sair dessa letargia, crescer em litros e aumentar as exportações com a captura de mercados.

“Em 1999 a Argentina alcançava 10,3 bilhões de litros de leite por ano de produção e dessa data até hoje permanece entre 9,8 e 10,8 bilhões de litros. Dessa forma, a Argentina representava apenas 1,5 % dos laticínios do mundo em 2018, potencialmente ocupando um lugar de maior destaque”, afirma Francisco Oliverio, assessor da Fundação.

E acrescenta: “Tomando os últimos 10 anos de informações, vemos, por exemplo, que a produção nos EUA cresceu entre 2010 e 2018 de 85,5 bilhões de litros por ano para 98,6 bilhões (15,3%) e na Nova Zelândia no mesmo período, passou de 17,3 bilhões para 21,2 bilhões de litros (22,5%). No caso do Brasil, o crescimento da produção de leite foi constante nos últimos 20 anos, atingindo 33,5 bilhões de litros por ano em 2017. Isso representa um crescimento de 67% considerando 20 bilhões de produção do ano 2000”.

As exportações de produtos lácteos na Argentina cresceram significativamente entre 2000 e 2013, atingindo um valor de exportação de US$ 1,780 bilhão. Daquele ano em diante, caíram continuamente, segundo dados da OCLA, chegando a US$ 726 milhões em 2017. Os lácteos exportados em 2019 chegaram a 300 mil toneladas (10% a menos que em 2018) e a US$ 920 milhões (9% menos que em 2018). Os dados de janeiro a agosto de 2020, apesar da pandemia da Covid 19, mostram um crescimento de 31-35% em volume e em valor em comparação com o ano anterior.

 

Quais as razões pelas quais o setor leiteiro argentino não inicia e participa mais ativamente do complexo agroindustrial exportador?

Oliverio primeiro destaca questões macroeconômicas e políticas que prejudicam a previsibilidade de longo prazo. “A alta carga tributária sobre as atividades produtivas do país, os aspectos trabalhistas e a baixa eficiência e produtividade da mão de obra da indústria em geral, a intermediação excessiva e cara entre o ponto de venda e o consumidor, e a concorrência desleal gerados pela evasão fiscal e sanitária em uma indústria altamente atomizada, são uma combinação difícil de resolver”, enumera o conselheiro.

Dentre os aspectos puramente produtivos, Oliverio cita a perda de lucratividade gerada pela mudança na dieta das vacas ao longo do ano, algo que geralmente ocorre devido às oscilações nos preços dos grãos. “As vacas preferem uma dieta de 7 pontos todos os dias a uma dieta de 9 pontos um dia, outro 5, outro 6 e outro 8. Consistência é a chave. Uma boa nutrição implica boa saúde ruminal e, portanto, bom desempenho e produção", explica ele.

Em termos de saúde, segundo a Fundación Producir Conservando, também há muito por fazer. “A Argentina é um país que ainda não conseguiu controlar ou eliminar doenças como tuberculose e brucelose da maioria dos rebanhos leiteiros. A isso se somam as questões de saúde relacionadas às perdas embrionárias e abortos que reduzem o total de nascimentos em fazendas e problemas sanitários dos bezerros e da cria que limitam a substituição das vacas ao sistema produtivo”, destaca, acrescentando a questão do conforto animal como suporte produtivo.

“Meias sombras ou sombras naturais no verão, currais sombreados, ventilação e aspersão de água são alguns dos investimentos relacionados ao conforto animal que têm maior impacto na produção e reprodução no verão”.

“Sem dúvida, os lácteos argentinos têm um potencial de crescimento muito importante e em função dos níveis crescentes de demanda externa, o potencial de geração de divisas a partir das exportações deve atingir valores bem acima dos US$ 1,8 bilhão alcançados em 2013. Não são muitos os países que conseguem apresentar taxas de crescimento da produção de leite como as que deveríamos ter no nosso país, pelo que o desafio para os próximos anos será criar o quadro político e econômico que permita um período de crescimento da atividade realmente importante”, conclui Oliverio.

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As informações são do Clarín Rural, traduzidas pela equipe MilkPoint.

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