Pelo que foi acertado, a Alvoar terá direito de ocupar 80% da capacidade de processamento do laticínio por 20 anos. Focada na produção de leite em pó, a unidade pode receber até 200 mil litros de leite por dia. Os detalhes financeiros do acordo não foram revelados. “A gente está recuperando, automatizando, melhorando todos os processos para que possa ter a garantia de qualidade necessária na produção ”, afirma o diretor-presidente da Alvoar, Bruno Girão.
Segundo ele, Alagoas representa 10% da produção de leite do Nordeste, mas a empresa ainda não possuía infraestrutura local. “A gente já tinha fábricas em quatro outros Estados da região, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Bahia e faltava um parque industrial nosso em Alagoas”, acrescenta. A Alvoar não está sozinha no movimento. Outros laticínios também começaram a operar em Alagoas este ano, entre eles, a Piracanjuba. Em maio, a empresa com sede em Goiás anunciou a aquisição do laticínio Sertão, em Monteirópolis, para crescer no Nordeste.
De acordo com Girão, o interesse da indústria pela produção de leite do Nordeste tem relação com a expansão da fronteira agrícola entre Sergipe, Alagoas e Bahia, região conhecida como Sealba. “É uma microrregião onde, através de adaptação de sementes, foi possível produzir milho, tornando possível a revolução técnica das fazendas com o confinamento do rebanho leiteiro”, conta.
Segundo o IBGE, o Nordeste é a região com maior crescimento percentual da captação formal de leite nos últimos anos, com aumento de 14,6% no volume processado em 2025, comparado a uma taxa de expansão de 8,5% no Brasil como um todo.
A Alvoar vai iniciaras operações em Alagoas este mês com a captação e produção de leite no Estado, disse o diretor-presidente. Detentora das marcas Betânia e Camponesa, a Alvoar é resultado da fusão entre os laticínios Betânia, do Ceará, e Embaré, de Minas Gerais, e tem faturamento de R$ 5,2 bilhões.
As informações são do Globo Rural.
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