O limite da resiliência: o desgaste psicológico e emocional dos pequenos produtores de leite

Em cada amanhecer no campo, pequenos produtores de leite enfrentam uma rotina árdua e constante, marcada por desafios físicos, econômicos e emocionais.

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Em cada amanhecer no campo, pequenos produtores de leite enfrentam uma rotina árdua e constante, marcada por desafios físicos, econômicos e emocionais. Embora muitos estejam acostumados com o trabalho duro, o que se discute pouco é o peso crescente do desgaste psicológico e emocional que essa atividade acarreta. Para muitos, não é apenas a volatilidade dos preços do leite ou a pressão por produtividade que afeta suas decisões, mas também o impacto cumulativo sobre sua saúde mental. O esgotamento emocional, embora raramente mencionado, é um fator silencioso que contribui para a crescente saída de pequenos produtores da atividade.

Nos últimos anos, o abandono da atividade vem se intensificando, como mostram os dados sobre a redução no número de pequenos produtores em alguns países (Figura 1). O abandono da produção de leite, muitas vezes, não é apenas uma questão econômica, mas uma decisão difícil, tomada também para preservar a próxima geração. Muitos produtores, diante da exaustão física e emocional, não querem que seus filhos enfrentem o mesmo fardo. Incentivando os mesmos a buscarem outras oportunidades, investindo em sua educação e encorajando-os a encontrar formas alternativas de sustento, longe das dificuldades do campo. 

Figura 1. Taxa de diminuição no número de propriedades produtoras de leite em diferentes países (período entre 2002 e 2018) (*).

Taxa de diminuição número de propriedades produtoras de leite em diferentes países (período entre 2002 e 2018) (*)

Fonte: World Dairy Situation FIL IDF citado pelo OCLA e Censo Agropecuário IBGE (2017), elaborado por MilkPoint Mercado. (*) para o Brasil, média composta anual para o período entre 2006 e 2017.

Embora o Brasil tenha registrado a saída de muitos produtores da atividade leiteira, essa taxa é relativamente menor se comparada a países onde a produção de leite já é altamente consolidada e produtiva (Galan e Bezzon, 2019). No gráfico acima, observa-se que, em regiões como a União Europeia e os Estados Unidos, a taxa de abandono de propriedades leiteiras atinge níveis em torno de 4,2% ao ano (Figura 1). Curiosamente, esses países, que apresentam uma eficiência e produtividade muito superiores às do Brasil, enfrentam uma diminuição ainda mais acelerada no número de produtores.

Países como Alemanha, França, Dinamarca e Polônia, todos com uma tradição sólida na produção leiteira, mostram taxas de queda que superam as do Brasil, alcançando até 7,3% na União Europeia (Galan e Bezzon, 2019). Esses dados complementam que o abandono da atividade não está exclusivamente ligado a questões econômicas, como o custo de produção ou a competitividade, mas que fatores emocionais e de saúde mental desempenham um papel significativo.

Efeito do comportamento social no abandono da atividade

O desgaste emocional e o isolamento social enfrentados pelos pequenos produtores de leite são fatores que, muitas vezes, levam à exaustão. Esse esgotamento pode ser intensificado pelas dinâmicas sociais nas comunidades rurais. Quando um produtor decide abandonar a atividade, essa decisão raramente é isolada. No contexto social em que muitos produtores estão inseridos, as decisões individuais podem gerar um efeito dominó, influenciando o comportamento dos demais.

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O Modelo de Comportamento Planejado (CPB), ajuda a entender esse fenômeno ao destacar como as percepções e ações de outros podem afetar as decisões pessoais. A CPB sugere que o comportamento é moldado por três fatores principais:

  • Atitudes pessoais - o que a pessoa acredita sobre os resultados da sua decisão)
  • normas sociais - o que outras pessoas importantes acreditam e como elas se comportam),
  • Percepção de controle comportamental - o quanto a pessoa acredita que pode controlar o resultado da decisão.

Quando produtores vizinhos ou conhecidos começam a deixar a atividade, isso afeta a norma social, ou seja, o que eles acreditam ser o comportamento esperado ou comum em sua comunidade. Se muitos ao redor estão saindo, a ideia de que continuar na produção de leite é uma luta perdida ganha força. Produtores já em situações de incerteza ou dificuldade podem sentir que, se seus vizinhos não conseguiram manter a atividade, provavelmente também não conseguirão. Esse pensamento reduz a sensação de controle sobre o próprio futuro, o que é crucial para a tomada de decisões. Essa percepção de fracasso iminente gera uma desmotivação coletiva, muitas vezes silenciosa, mas que afeta fortemente a determinação de continuar na atividade.

Além disso, existe o conceito de contágio emocional, onde as emoções de uma pessoa afetam as de outras ao redor. Em pequenas comunidades rurais, onde as interações são intensas e frequentes, o desânimo de um produtor pode rapidamente se espalhar entre os demais, criando um ambiente de pessimismo e desesperança. Quando um produtor decide sair da atividade por esgotamento, esse desgaste emocional pode desencadear uma desmotivação coletiva. Produtores que já estão com dificuldades começam a questionar se vale a pena continuar, especialmente quando o desânimo de um vizinho reforça suas próprias preocupações.

Esse abandono coletivo não se limita apenas aos aspectos emocionais. A saída de produtores também impacta diretamente a infraestrutura e a economia local. Por exemplo, se um número suficiente de produtores deixa a atividade, cooperativas, distribuidores de insumos e transportadoras podem começar a reduzir seus serviços ou aumentar os custos, já que a demanda local diminui. Isso cria um ciclo de abandono, com menos suporte e custos mais altos, os produtores restantes enfrentam ainda mais dificuldades para manter suas operações. Esse ciclo gera um ambiente cada vez mais insustentável, tornando a saída da atividade uma decisão cada vez mais lógica ou até forçada.

Agricultura familiar e os pilares da sustentabilidade

Conforme destacam Brito, Ferreira e Pereira (2020), os agricultores familiares são essenciais para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que diz respeito ao progresso do desenvolvimento rural e à promoção da segurança alimentar e nutricional. Essa visão é reforçada por Sacco e Becker (2014) e Schneider (2016), que identificam a agricultura familiar como uma alternativa eficaz para promover um desenvolvimento rural sustentável. Além de seu papel fundamental na produção de alimentos e matérias-primas, a agricultura familiar é responsável por mais de 80% dos empregos no setor rural e adota práticas produtivas que favorecem o equilíbrio ecológico, como a diversificação de cultivos, a redução do uso de insumos industriais e a conservação do patrimônio genético (Leite, Chacon e Cunha, 2021).

Para além do presuposto, manter os pequenos produtores de leite no campo é fundamental pelo valor cultural e histórico que representam. Para muitos, a atividade leiteira é mais do que uma simples fonte de renda; é uma expressão da identidade e da história de suas famílias. A produção de leite no contexto familiar muitas vezes está entrelaçada com a tradição e a cultura local, representando uma forma de vida que é passada de geração para geração. É a história de homens e mulheres que construíram suas vidas no campo, enfrentando desafios e celebrando conquistas ao longo do tempo. O vínculo emocional e histórico que esses produtores têm com a terra e com sua atividade é inestimável e irreplicável.

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Embora diversas soluções tenham sido sugeridas para enfrentar o abandono dos pequenos produtores de leite, é fundamental refletir sobre a real eficácia dessas abordagens. O problema vai além das questões financeiras e deficiências técnicas, envolvendo aspectos emocionais e culturais profundos. Há uma necessidade de repensar as estratégias adotadas nos últimos anos, reconhecendo que entender as dificuldades dos produtores rurais é um processo pessoal e histórico.

Muitas vezes, um padrão fixo de conceitos e técnicas não aborda adequadamente essa questão, funcionando apenas como uma solução temporária. O que será necessário para reverter essa situação? Será que a preocupação com o problema é genuína ou apenas aparente? É preciso questionar se estamos apenas adiando a resolução do problema ou se realmente nos empenharemos em compreender o contexto de vida dos produtores para buscar soluções verdadeiramente eficazes e sustentáveis.

 

Autora: Leandra Florentino

 

Referências

Brito, B. A. V., Ferreira, J. C. S., & Pereira, R. S. (2020). Política pública para o desenvolvimento regional sustentável fortalecido pela agricultura familiar no município de Rio Branco. In Anais do 44º Encontro da Anpad (pp. 1-16). Florianópolis, SC.

Galan,  V. e Bezzon, L. C. Quantos produtores de leite queremos ter no Brasil? Panorama de Mercado. Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/noticias-e-mercado/panorama-mercado/quantos-produtores-de-leite-queremos-ter-no-brasil-216949/ Acesso em 13 de setembro de 2024.

Leite, M. L. S., Chacon, S. S., & Cunha, E, V. (2021). Esquadrinhando conceitos essenciais: políticas públicas, desenvolvimento sustentável, agricultura familiar e segurança alimentar. In: Leite, M. L. S. (Org.) Políticas públicas, agricultura familiar e sustentabilidade (pp. 11- 28). Foz do Iguaçu: CLAREC e-Books.

Sacco dos Anjos F., & Becker, C. (2014). Agricultura familiar e mercados institucionais: o desenvolvimento como liberdade. Revista Econômica do Nordeste, 45, 67-78.

Schneider, S. (2016). A presença e as potencialidades da agricultura familiar na América Latina e no Caribe. Revista do Desenvolvimento Regional – Redes, 21(3), 11-33. https://doi.org/10.17058/redes.v21i3.8390

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Glauco Romualdo
GLAUCO ROMUALDO

CABECEIRAS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/01/2025

Muito valioso ao produtor,milk point
MANOEL ANTÔNIO CARLOS BELARMINO
MANOEL ANTÔNIO CARLOS BELARMINO

FORTALEZA - CEARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2024

O pequeno produtor de leite, é acima de tudo um herói,pois vem conseguindo sobreviver acima de tudo que pode existir de ruim! Até quando???
Rodrigo Luis Sechi
RODRIGO LUIS SECHI

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/10/2024

Parabens pelo texto. Infelizmente uma triste realidade, muitos produtores abandonando a producao de leite, principalmente os mais pequenos. Acredito que leite = volume, que volume =gestao e planificacao, nao vejo outra.
Tadeu Salles
TADEU SALLES

RIO PRETO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/10/2024

Tem gente q não entendeu nada.
osmar amaral
OSMAR AMARAL

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 24/10/2024

Eu sigo o yotuber Ricardo de SC produtor de leite que tem umas 20 vacas Jersey e parece que pra ele as coisas nāo estāo tāo ruins, será que é uma questāo de gestāo ?
Kleber Tomaz
KLEBER TOMAZ

SÃO FRANCISCO DO OESTE - RIO GRANDE DO NORTE - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 22/10/2024

Sou um pequeno produtor e já venho observando isso faz algum tempo
Murilo Shibata
MURILO SHIBATA

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 21/10/2024

Parabéns pela abordagem. Atuo na extensão rural e é perceptível o impacto que a saída que alguns produtores exercem em seus círculos.
Leandro Ebert
LEANDRO EBERT

JÚLIO DE CASTILHOS - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 21/10/2024

Leandra! Parabéns pela abordagem! Tenho algumas contribuições do ponto de vista de quem trabalha com ATER na área:

Tenho sido um defensor da empatia e da escuta ativa na assistência técnica e extensão rural (ATER). Quando praticamos isso no trabalho de campo, passamos a ver as dificuldades sentidas ou experienciadas pelos produtores de outra forma, além das questões técnicas e econômicas e, isso vai ao encontro desse teu texto.

Além porque, fazem parte do problema, mas não são o todo e, por vezes, nem o principal. Perceba que, a exaustão, a fadiga, o desgaste, estão principalmente relacionados à rotina de trabalho puxada. Em entrevistas profundas realizadas com famílias de produtores aqui no RS, percebemos que a principal dificuldade enfrentada por eles é essa: muito trabalho para o dinheiro que recebem.

Nesse sentido, questões técnicas fazem parte também do problema e podem fazer parte da solução, haja vista que podemos buscar e aplicar técnicas que venham a diminuir a penosidade do trabalho, facilitar processos e diminuir a sobrecarga de trabalho e a rotina puxada das famílias, diminuindo essa sobrecarga, mesmo que possam custar um pouco alguma diminuição em renda, desde que melhore as condições de vida. É algo que precisa estar bem alinhado entre técnico e produtor.

Muitas das soluções trazidas atualmente vão na contramão disso e, oferecem oportunidade de melhoria da eficiência às custas de ais trabalho ou mas carga emocional (fazer mais piquetes, adubação nitrogenada mais parcelada, controle leiteiro e ração individual, usar apps ou sistemas de controle zootécnico e econômico - o que gera ao menos mais carga de responsabilidades, etc.). Algumas estratégias que adotamos envolvem simplificação do manejo de pastagens diminuindo a dependencia de piquetes om Pastoreio Rotatínuo, Adubação de Sistemas, siplificação das dietas, alteração de horários de ordenha, produção de leite sazonal com estação de monta, etc.

Ao mesmo tempo, além da sobrecarga mental e de trabalho, você levantou pontos importantes em relação ao ambiente. Nesse sentido, em um artigo que escrevi aqui (ttps://www.milkpoint.com.br/artigos/producao-de-leite/leite-a-base-pasto-com-suplementacao-ou-base-cocho-com-vacas-soltas-233484/), ilustrei uma figura demonstrando que o produtor se sente pressionado a, ou investir, ou desistir. Raralmente lhes são oportunizadas ferramentgas para viabilizar a atividade com os recursos que possuem.

Nesse sentido, trabalhos voltados a diminuir o êxodo da atividade e fomentar a sucessão rural, precisam trabalhar o ambiente. Assim como são criados ambientes negativos, de pessimismo e desesperança, podemos oportunizar ambientes de interação com cases de sucesso, com pessoas motivadas e engajadas com a atividade, em ambientes físicos e virtuais, criando ambientes de influencia positiva, de otimismo e esperança, aproveitando do contágio emocional, citado no artigo.

Respondendo a sua provocação deixada ao final do texto, defendo que há necessidade sim de uma mudança no olhar para a atividade, de todos os atores envolvidos nela. Precisamos ter essa empatia e oferecer oportunidades para as famílias permanecerem na atividade, viabilizando-a com os recursos que já possuem, simplificando a mão de obra, diminuindo a sobrecarga de trabalho e mental, criando novos ambientes de otimismo ao focar nesses principais pontos, resgatando a esperança com a produção leiteira!
Leandra Florentino
LEANDRA FLORENTINO

CACOAL - RONDÔNIA - ESTUDANTE

EM 21/10/2024

Você destacou muito bem um ponto importante. Muitas das soluções apresentadas hoje parecem mais acumular responsabilidades do que realmente aliviar a carga dos produtores. Isso acaba colocando-os em um beco sem saída, como se a única forma de manter a sustentabilidade na atividade fosse adotar essas soluções, que muitas vezes estão distantes da realidade de muitos produtores, e eles não se sentem preparados ou capazes de implementá-las.
osmar amaral
OSMAR AMARAL

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/10/2024

Eu ainda nāo sei o que pensar dessa atividade, o declinio e adesāo a desistência nāo esta relacionado a importaçāo do leite em pó da Argentina e Uruguai ? Eu acho que o peso maior esra ai. Subsidio é a palavra, enquanto la tem aqui nāo tem, na pandemia o litro de leite subiu pra casa dos 5 reais e msm com o termino faz tempo da pandemia o litro continua alto nos supermercados e o litro pago ao produtor é minguado, ai rsta a ganāncia dos laticinios tb, sempre querendo lucrar mais, isso é Brasil.
Leandro Ebert
EM RESPOSTA A LEANDRA FLORENTINO LEANDRO EBERT

JÚLIO DE CASTILHOS - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 23/10/2024

Isso Leandra! Tenho defendido isso no campo: precisamos trazer soluções apropriadas à realidade das famílias. Pra isso, precisamos primeiro, ouvi-las, praticar escuta ativa e compassiva. E, soluções existem! Mas, poucas vezes são as tradicionalmente fomentadas.
Marlucio pires
MARLUCIO PIRES

EDEALINA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/10/2024

Parabéns pelo artigo Leandra. A anos leio artigos justificando o abandono da atividade por pequenos produtores sempre ligada a ineficiência, falta de competência ou uso de tecnologias. Mas você foi a primeira mostrar o real motivo da saída de pequenos produtores de leite.
Certo dia acordei com um sentimento de que meu corpo não aguentaria a rotina diária por mais 18 anos ininterruptos, sem folga ou férias. A rotina me venceu. Não falta de competência, visto que meu negócio sempre foi bem ajustado, e nem falta de acesso a tecnológias, visto que usava de inseminação artificial, piquetes rotativos, silagem de milho na seca, anotava partos e cios das vacas.
Finalizando, novamente meus parabéns Leandra, por chegar ao cerne do problema
Tadeu Salles
TADEU SALLES

RIO PRETO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/10/2024

É exatamente isso.
Exaustão, esgotamento, fim de ciclo.
Parabens pela reportagem.
Parece q a Leandra conhece de perto a dura realidade.
Keler Socoloski
KELER SOCOLOSKI

PALMITAL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/10/2024

E prazeroso trabalhar com vacas de leite ,mas ao mesmo tempo é desgastante sim por ser um serviço diário sem folga ,pois a mão de obra está escassa e acaba sobrecarregando a gente até o ponto de pensar em desistir.
Claudio H. de Bem
CLAUDIO H. DE BEM

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 17/10/2024

Leandra, Parabéns pelo artigo! Assunto relevante que precisa ser encarado de forma séria, na busca de soluções sustentáveis.
Daniel Cardoso
DANIEL CARDOSO

ARAÇATUBA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 17/10/2024

Faltam políticas públicas? Parabéns pela abordagem!
Leandra Florentino
LEANDRA FLORENTINO

CACOAL - RONDÔNIA - ESTUDANTE

EM 18/10/2024

As políticas públicas são essenciais, mas acredito que o desafio vai além disso. Envolve também como o produtor se sente em relação à atividade, e se acredita que tem o controle e o suporte necessário para implementar mudanças. Muitos acabam desistindo antes mesmo de tentar uma nova abordagem.
Rosana de Oliveira Pithan e Silva
EM RESPOSTA A LEANDRA FLORENTINO ROSANA DE OLIVEIRA PITHAN E SILVA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 23/10/2024

Excelente abordagem. Creio que é mais um fator que interfere negativamente na produção dos pequenos. Creio que o debate precisa crescer para que as políticas públicas possam ser expandidads. Muitas delas não atendem às reais necessidades do produtores de leite. Vc colocou que produtores procuram afastar os filhos da atividade, mas também está difícil quem queira suceder o pai na atividade. O brilho da cidade contamina os jovens. Sem nem internet no campo, fica difícil mantê-los lá. Por isso acredito que a conectividade poderá ajudar. Nesse sentido a Embrapa que tem parceria com a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, tem o projeto Semear que foca na transformação digital do pequeno e médio produtor ao campo. No entanto, como mostrou o colega da ATER, é necessário um foco na realidade do pequeno produtor e trabalhar com técnicas mais adrentes à sua realidade. Além de incentivos reais em relação à qualidade, como a valorização pela indústria desse item, pagando mais pelo produto. São muitas considerações que merecem ser feitas, principalmente porque se esse produtor de leite abandonar a atividade, o que ele irá fazer? Como poderá garantir um dinheiro que cai todo mês?
Paulo xavier
PAULO XAVIER

TOMAZINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/10/2024

Matéria muito boa...
Luana Marques dos Santos
LUANA MARQUES DOS SANTOS

GARANHUNS - PERNAMBUCO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 17/10/2024

Texto excelente!
Qual a sua dúvida hoje?