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Bem-estar animal e saúde do rúmen

A cada dia que passa o bem-estar animal (BEA) ganha mais importância na cadeia produtiva do leite. Entenda a relação com a saúde do rumem e sua relevância.

Publicado por: Alexandre M. PedrosoeMaria Antonia Malheiros

Publicado em: 20/03/2023 - Atualizado em: 10/03/2023 - 7 minutos de leitura

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A cada dia que passa o bem-estar animal (BEA) ganha mais importância na cadeia produtiva do leite. Já está bem claro para técnicos e produtores que não se trata mais de um assunto que até relativamente pouco tempo era restrito a discussões “filosóficas”, BEA é fundamental para que os rebanhos leiteiros sejam produtivos e eficientes e para que as fazendas sejam lucrativas e sustentáveis.

No entanto, ainda é preciso evoluir no entendimento da dimensão do conceito de BEA. É muito mais do que conforto, nutrição e sanidade têm tudo a ver com o tema!

Um dos períodos de mais desafio à saúde e bem-estar das vacas leiteiras é o chamado período de transição que compreende as 3 semanas antes do parto e 3-4 semanas imediatamente depois do parto. O stress fisiológico a que esses animais são submetidos no final da gestação e no início da lactação é muito grande. Diversas são as mudanças hormonais que ocorrem para preparar as vacas para uma nova parição.

Dessa forma, se não estiverem em ótimas condições para suportar esse desafio, podem sofrer grandes problemas, que irão resultar em saúde comprometida e quebra na produção de leite, gerando prejuízos significativos aos produtores. Nas últimas décadas a produtividade dos rebanhos leiteiros cresceu exponencialmente, o que significa que as vacas são mais desafiadas e precisam das melhores condições de bem-estar para terem saúde e serem eficientes.

Ao iniciar uma nova lactação a vaca leiteira passa a experimentar um cenário bem diferente do que ela viveu nos 60 dias anteriores em que estava seca e gestante. Mudam a rotina, a dieta, o grupo, etc. É um péssimo momento para desafios adicionais.

E pensando na saúde de animais ruminantes, a manutenção de um ambiente ruminal adequado é fundamental, especialmente nesse período tão delicado da vida das vacas.

A acidose ruminal é considerada por muitos especialistas a doença nutricional mais importante que afeta vacas leiteiras, com impactos significativos à saúde e bem-estar e, obviamente, ao resultado econômico das fazendas.

Muitas fazendas subestimam o impacto da acidose ruminal por quê na maioria dos casos o problema se manifesta de forma sub-clínica ou sub-aguda, com sintomas não tão evidentes. A ocorrência de acidose está normalmente associada ao consumo de dietas com quantidade limitada de fibra e ricas em carboidratos rapidamente fermentáveis no rúmen, especialmente amido, que geram a produção de grande quantidade de ácidos no rúmen e consequente redução significativa no pH do meio.

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Como consequências diretas e de curtíssimo prazo há redução na quantidade ingerida de alimentos e alteração no padrão de alimentação, com as vacas alterando picos de consumo com longos períodos sem ingerir nada. Se a condição persistir haverá queda no teor de gordura do leite e muito possivelmente aumento na incidência de problemas de casco.

Por si só, a queda no consumo de alimentos já impacta bastante o bem-estar dos animais, pois sem ingerir a quantidade adequada de alimentos as vacas não terão os seus requerimentos nutricionais atendidos, o que terá impacto direto na imunidade dos animais, especialmente no pós-parto imediato, como já mencionado.

Vacas com deficiências nutricionais não produzem tudo o que o seu potencial genético permite e não poderão apresentar boa eficiência reprodutiva, ou seja, além de produzirem menos leite, certamente demorarão mais para emprenhar novamente.

A queda no teor de gordura do leite também pode representar uma perda econômica por uma possível penalização imposta pelo laticínio, ou menor rendimento industrial para quem processa o próprio leite. Se o problema evoluir a ponto de aumentar significativamente a incidência de problemas de casco, o prejuízo será maior ainda, com perda adicional de leite e risco aumentado de descarte de animais.

Em rebanhos com acidose crônica a condição de bem-estar dos animais é muito prejudicada. A mudança no padrão de alimentação é acompanhada por alterações na dinâmica de movimentação das vacas, que passam ir menos vezes ao cocho, ainda mais se estiverem com problemas de casco. Isso é muito mais crítico em sistemas com ordenha voluntária, nos quais as vacas precisam se movimentar sozinhas, e se estiverem com a saúde e os cascos comprometidos, irão visitar menos vezes os robôs de ordenha, o que levará a uma redução drástica na eficiência dos sistemas.
 

O que deve ser feito para prevenir a ocorrência de acidose ruminal em rebanhos leiteiros?

O básico é oferecer dietas que proporcionem condições adequadas para que os animais ruminem bastante, pois a atividade de mastigação estimula a produção de saliva que contém vários compostos importantes para neutralizar o efeito negativo do acúmulo de ácidos no rúmen, ao mesmo tempo que contenham níveis adequados de energia na forma de carboidratos fermentescíveis para sustentar a fermentação microbiana no rúmen.

O uso de aditivos nutricionais que ajudem no controle do pH ruminal também é muito importante, especialmente para vacas de alto desempenho, sujeitas a condições de desafio metabólico elevado. Apesar da formulação das dietas ser fundamental, com o uso correto das ferramentas nutricionais disponíveis, essa não é a única forma para prevenir e/ou minimizar os efeitos negativos desse distúrbio.

É imprescindível manter práticas de manejo que ajudem nesse processo, como o adequado manejo de cocho diário para monitorar sobras, ajustar a oferta e observar desvios de consumo que podem indicar alterações no comportamento alimentar dos animais. A qualidade da mistura das dietas completas (TMR) também é muito importante para que não haja seleção de alimentos no cocho.

Em sistemas de produção baseados em pastagens o manejo do pasto e do pastejo são fundamentais para manter boa oferta de forragem de forma que os animais tenham acesso a volumoso de alta qualidade e em quantidade adequada.

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A disponibilidade de alimentos 24h por dia também é fundamental para manter padrão adequado de consumo a fim de evitar que as vacas façam refeições muito grandes que podem gerar grande acúmulo de ácidos no rúmen, aumentando o risco de acidose. Para isso é preciso manter uma boa rotina e frequência de tratos, e nas fazendas que trabalham com pista de alimentação sem cocho é imprescindível empurrar a comida para próximo das vacas várias vezes ao dia.

A literatura especializada mostra que quanto mais vezes ao dia a comida for empurrada para perto das vacas, melhor. A equipe de pesquisa liderada pelo Prof. Trevor DeVries na Universidade de Guelph no Canadá tem excelentes trabalhos de pesquisa mostrando os efeitos de diferentes práticas de manejo da alimentação sobre a saúde e bem-estar dos bovinos leiteiros. As questões de qualidade das misturas e disponibilidade de alimentos se destacam em suas publicações.

Outro ponto para o qual muitas vezes não se dá a devida atenção é o correto agrupamento das vacas. Superlotação nos lotes, principalmente nos de vacas recém-paridas quando primíparas e multíparas são mantidas juntas, pode gerar muita competição por espaço no cocho, o que será muito prejudicial para vacas dominadas, e nessa situação essas mudam a sua rotina de alimentação passando a se alimentar em períodos mais curtos, ingerindo grande quantidade de alimentos a cada refeição, o que aumenta muito o risco de acidose nesses animais.

Para minimizar esse tipo de problema é fundamental garantir espaço adequado no cocho para que os animais possam se alimentar juntos com o mínimo de competição. Acima de 70-75 cm lineares por vaca nos lotes de produção e acima de 85 cm nos lotes de vacas recém-paridas é um bom parâmetro. Atenção redobrada a essa condição deve ser adotada no caso de primíparas recém-paridas ficarem juntas com vacas adultas.

Um aspecto fundamental para manter a saúde dos rebanhos, e que também tem grande impacto sobre o ambiente ruminal, é o stress por calor, de forma que o resfriamento das vacas é mais uma prática que precisa ser adotada para que as fazendas possam ser de fato eficientes.

Vacas com stress por calor tendem a comer menos, especialmente a porção fibrosa das dietas. Como a fermentação dos alimentos volumosos gera muito calor no rúmen, os animais sob stress térmico naturalmente tendem a evitar a porção fibrosa da dieta e aumentam a proporção de concentrado ingerida, o que é um cenário que favorece muito o estabelecimento da acidose ruminal. Controlar o stress por calor é imprescindível, os prejuízos associados a essa questão são enormes!

Mais recentemente algumas novas ferramentas e tecnologias têm surgido para ajudar a minimizar os efeitos da acidose ruminal nos rebanhos leiteiros. Uma dessas é o fornecimento direto de bactérias consumidoras de ácido lático, o principal responsável pelo abaixamento do pH ruminal em bovinos. Ao introduzir uma “dose” elevada dessas bactérias no rúmen das vacas logo após o parto há um aumento significativo da população de microrganismos que consomem ácido lático, o que pode ajudar bastante na prevenção da ocorrência de acidose no período de maior desafio à imunidade e bem-estar dos animais. É uma nova ferramenta muito interessante para ajudar a melhorar a saúde e desempenho geral das vacas leiteiras.

Sem dúvidas a acidose ruminal é um distúrbio que causa muitos prejuízos para os rebanhos leiteiros. Evitá-la ou no pelo menos minimizar seus efeitos é fundamental para melhorar o bem-estar e a saúde dos animais, o que é o principal pilar da eficiência produtiva e econômica das fazendas. Trata-se de problema comum e conhecido, mas infelizmente ainda vejo muitas fazendas perdendo muito dinheiro com essa questão.

 

 
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Material escrito por:

Alexandre M. Pedroso

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Doutor em Ciência Animal e Pastagens, CowSignals Expert, especialista em nutrição, manejo e bem-estar de bovinos leiteiros.

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