Logo do site MilkPoint
Entrar
  • NOTÍCIAS & MERCADO
    GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
  • PREÇOS & PRODUÇÃO
  • COLUNAS
  • MILKPLAY
  • ARTIGOS
    PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
  • EVENTOS
    MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
  • TOP 100
  • EMPRESAS
    CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
  • MILKIA
  • CONTATO
    NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
Acesse sua conta Ou cadastre-se
INÍCIO
NOTÍCIAS & MERCADO
GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
PREÇOS & PRODUÇÃO
COLUNAS
MILKPLAY
ARTIGOS
PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
EVENTOS
MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
TOP 100
EMPRESAS
CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
MILKIA
CONTATO
NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
  • Acesse o MilkPoint Ventures MilkPoint Ventures
  • Acesse o CaféPointCaféPoint
  • Acesse o MilkPoint Mercado MilkPoint Mercado
  • Acesse o Milk Pro Master Milk Pro Master
  • Acesse o Milk Monitor Milk Monitor
  • Acesse o MapLeite MapLeite
Ourofino
  1. Início >
  2. Produção de leite

A pecuária de leite no Brasil e o aquecimento global

A produção de leite respondeu por pouco mais de 3% das emissões de GEE do Brasil em 2020. Confira dados e a relação entre os fatos, aqui.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: 01/07/2022 - Atualizado em: 25/06/2022 - 7 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 5

O aquecimento global e suas possíveis consequências sobre a vida na terra tem ganhado cada vez mais espaço e importância no seio da sociedade, transformando a mitigação das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no foco principal dos debates e políticas ambientais, tanto ao nível da gestão pública quanto das grandes empresas transnacionais.

No Brasil, o tema ganhou grande relevância recentemente com a publicação do Decreto 11.075 de 19/05/2022, que estabelece os procedimentos para a elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação das Mudanças Climáticas e institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa, criando as bases para o estabelecimento do mercado regulado de carbono no Brasil, com foco na exportação de créditos de carbono, especialmente para países e empresas que precisam compensar emissões para cumprir com seus compromissos de neutralidade.

Como um dos setores a serem regulados é a Agropecuária, esse mercado trará grandes perspectivas para uma mudança nos modelos de produção, que passariam a contar com uma opção de monetização das boas práticas de manejo em sistemas produtivos mitigadores.

Globalmente, as emissões de GEE devido às ações humanas somam em torno de 50 bilhões de toneladas de CO2-eq por ano, segundo compilações do WRI (World Resources Institute). Destes, aproximadamente três quartos derivam do uso de energia para os diferentes fins (industrial, transporte, consumo doméstico e comercial, etc).

Por sua vez, o setor denominado de Agricultura, Floresta e Uso da Terra (AFOLU) gera cerca de 18% das emissões, dos quais 6% são provenientes da pecuária, sendo 2,2% atribuídos à produção de leite, de acordo com estimativas recentes do IFCN (Rede Internacional de Comparação de Fazendas).

No Brasil, existe uma inversão de padrão em relação à média global devido à parte importante de fontes renováveis na sua matriz energética e, de acordo com o Observatório do Clima, o setor “Agricultura, Floresta e Mudança de Uso da Terra” é o que mais emite GEE no país. Com 939 milhões de toneladas de CO2-eq em 2020, o setor respondeu por 61% das emissões líquidas. Desse montante, 577 milhões de toneladas de CO2-eq (38%) corresponderam a atividade agropecuária, sendo que a pecuária de corte foi responsável por 65,9% e a de leite por 9,3% das emissões do agro. Assim, a produção de leite respondeu por pouco mais de 3% das emissões de GEE do Brasil em 2020.
 

Imagem 1 - Emissões líquidas de GEE no Brasil em 2020

Figura 1

Diversos estudos tem apontado quais são as principais fontes de emissões na produção de leite dentro da porteira da fazenda e identificado práticas de manejo mitigadoras. Os principais gases envolvidos são o metano (CH4), o dióxido de carbono (CO2) e o óxido nitroso (N2O) que derivam principalmente da fermentação no sistema digestivo dos animais (fermentação entérica), do manejo do esterco produzido e do uso de fertilizantes nitrogenados para a produção de alimentos.

Externamente, a aquisição de alimentos como silagem, concentrados, soja e milho e também de combustíveis fósseis, entre outros insumos, carreiam para o sistema as emissões geradas durante a sua produção.

Continua depois da publicidade O futuro da produção!

O metano proveniente da fermentação entérica é o que mais contribui para emissões de GEE na produção de leite, sendo responsável por 40 a 58% do total, seguido da produção de alimentos para os animais e o manejo dos dejetos.

Assim, práticas mitigatórias para reduzir as emissões de GEE da produção de leite devem focar nesses fatores, tais como:

  • Aumento da produtividade: O uso de diversas práticas como a seleção de animais, o manejo adequado da nutrição, a promoção do bem-estar, etc que promovam o aumento da produtividade por animal e por área tem grande potencial mitigatório, uma vez que, para uma mesma quantidade de leite produzido, menos recursos serão utilizados e menos GEE serão emitidos, reduzindo-se assim a intensidade de emissões.
     
  • Redução da fermentação entérica: Como mencionado, cerca de metade de toda emissão de GEE é proveniente da fermentação entérica. Por sua vez, a digestibilidade da dieta ofertada ao rebanho é o fator que mais influencia a produção de metano pela fermentação na digestão dos animais. Assim, uma dieta balanceada, com alta digestibilidade, tem o potencial de reduzir substancialmente as emissões de metano. Além disso, o uso de aditivos alimentares, muitos ainda em fase de pesquisa, podem reduzir de forma significativa a produção do metano entérico.
     
  • Manejo do rebanho: um rebanho bem manejado, com bons índices zootécnicos e genética melhorada, tem potencial de mitigação das emissões de GEE pois ampliam a proporção de animais em produção no total do rebanho.

    Animais não produtivos ou de baixa produtividade emitem grandes quantidades de GEE para sua manutenção sem apresentarem uma contrapartida correspondente em termos de leite produzido.
     
  • Recuperação de pastagens: Apesar do balanço de carbono no solo ainda não ser contabilizado nos inventários nacionais de emissões e, portanto, não ser computado para a verificação do cumprimento das metas climáticas pelo Brasil, o solo tem um enorme potencial de remoção e estocagem de C.

    Enquanto as pastagens degradadas são as principais fontes de emissões do solo, as pastagens bem manejadas são capazes de sequestrar enormes quantidades de CO2. Assim, recuperação e a manutenção de pastagens em boa qualidade e com alta produtividade de forragens tem um grande potencial mitigatório, capturando grandes quantidades de carbono da atmosfera e estocando-os no solo.
     
  • O uso de sistemas integrados Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): Assim como as pastagens bem manejadas, os sistemas ILPF têm um grande potencial de sequestrar o CO2 atmosférico e estocar o C no solo.

    Além disso, quantidades substanciais de carbono também podem ser fixadas na biomassa das árvores por meio da fotossíntese nos sistemas que incluem o componente florestal, desde que a madeira seja usada na forma sólida (móveis, estruturas para construção civil não descartáveis, etc) e não ser queimada como carvão ou destinada à produção de papel e celulose.

Emissões de GEE pelo solo no Brasil
 

  •  Manejo adequado de dejetos: Os dejetos são uma das principais fontes de emissões de metano e de óxido nitroso na produção de leite. Assim, boas práticas de manejo, evitando-se as lagoas abertas e favorecendo a digestão anaeróbia e o retorno frequente dos dejetos para as áreas de pastagens e de produção de alimentos reduz as emissões de GEE pelo sistema.
     
  • Uso racional de adubos nitrogenados: Uma fração importante dos adubos nitrogenados, especialmente a ureia, que são aplicados nas pastagens e nas áreas de lavoura, emitem quantidades substanciais de N2O, um gás com potencial de aquecimento global 273 vezes maior do que o CO2.

    Assim, o uso racional de adubos nitrogenados, favorecendo fontes de N que emitem menos óxido nitroso, o fracionamento das aplicações e o uso desses fertilizantes em momentos de maior demanda pelas pastagens e as culturas reduz as emissões derivadas da adubação nitrogenados.
     
  • Ampliar o uso de fontes renováveis de energia: Apesar do Brasil possuir uma matriz energética mais limpa do que a média mundial, ainda existem ganhos que podem ser conquistados em termos de mitigação de GEE pelo meio de fontes renováveis de energia como pelo uso de painéis solares ou de biodigestores, tanto para a geração de eletricidade quando para a produção do biometano que, potencialmente, pode ser usado como combustível na propriedade.

    Além disso, a ampliação no uso de biocombustíveis como o etanol e o biodiesel reduz as emissões diretas provocadas pela sua combustão, bem como as indiretas, derivadas do processo de extração do petróleo, transporte, refino e produção do combustível.
     
  • Favorecer a produção local de alimentos e o aproveitamento de subprodutos: No Brasil, uma fração importante da soja e do milho usados na produção animal é proveniente de áreas de fronteira agrícola e carregam consigo uma alta taxa de emissões de C derivadas do desmatamento, contribuindo para elevar a intensidade de emissões do leite produzido.

    Assim, a produção de alimentos para os animais dentro da propriedade e/ou a sua aquisição de áreas consolidadas (onde não ocorre desmatamento) reduz as emissões secundárias do sistema de produção. Além disso, subprodutos agroindustriais como o resíduo úmido de cervejaria, a polpa cítrica, subprodutos das indústrias de milho e mandioca são alternativas de baixa intensidade de emissões que podem ser utilizadas na alimentares dos animais.
  • Continua depois da publicidade GlobalGen

Em conclusão, há uma gama de alternativas de manejo que podem ser combinadas para se reduzir as emissões de gases de efeito estufa na produção de leite. E com a criação do mercado regulado de carbono no Brasil, existe uma perspectiva de que muitas dessas práticas possam monetizadas, ampliando-se e diversificando-se as fontes de renda para o produtor brasileiro.
 

Gostou do conteúdo? Deixe seu like e seu comentário, isso nos ajuda a saber que conteúdos são mais interessantes para você.
 

Autores 

Inácio de Barros - Embrapa Gado de Leite
Vanessa Romário de Paula - Embrapa Gado de Leite

 
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

CADASTRE-SE ENTRAR
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 5
O futuro da produção!

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Ourofino

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Mais visualizadas de Produção de leite

27/07/2026

Especial Técnicos: veterinário do Sul da Bahia destaca mente aberta como diferencial no leite

28/07/2026

Embrião terapêutico: a história por trás de uma das técnicas que marcaram o leite

30/07/2026

Raio-X da mastite: o que 76 respostas revelam sobre o conhecimento do setor leiteiro

21/07/2026

Especial Técnicos: veterinária mostra como a assistência técnica transforma fazendas...e vidas!

31/07/2026

Os EUA podem estar prestes a dominar a próxima década da produção global de laticínios

17/06/2026

El Niño 2026: o que o aquecimento no Pacífico pode significar para a produção de leite no Brasil?

Dsm

Destaques de hoje

Preço do leite avança em junho e encerra semestre com valorização de 33%
Giro de Notícias

Preço do leite avança em junho e encerra semestre com valorização de 33%

Vendavais causam devastação no RS: prejuízo em uma propriedade ultrapassa R$ 500 mil
Giro de Notícias

Vendavais causam devastação no RS: prejuízo em uma propriedade ultrapassa R$ 500 mil

Hemoderivados como alternativa para tornar a produção de leite mais eficiente. Parte 1
Marina A. Camargo Danés

Hemoderivados como alternativa para tornar a produção de leite mais eficiente. Parte 1

Onda de calor na Europa gera escassez de leite e amplia disputas por preços
Giro de Notícias

Onda de calor na Europa gera escassez de leite e amplia disputas por preços

Raio-X da mastite: o que 76 respostas revelam sobre o conhecimento do setor leiteiro
Produção de leite

Raio-X da mastite: o que 76 respostas revelam sobre o conhecimento do setor leiteiro

Governo abre avaliação de interesse público sobre antidumping no leite em pó argentino e uruguaio
Giro de Notícias

Governo abre avaliação de interesse público sobre antidumping no leite em pó argentino e uruguaio

Assine nossa newsletter gratuitamente

E fique por dentro de todas as novidades do MilkPoint diretamente no seu e-mail.

Logo do site MilkPoint Logo do site MilkPoint Ventures

MilkPoint é um produto da rede MilkPoint Ventures

NOTÍCIAS & MERCADOGIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESSPREÇOS & PRODUÇÃOCOLUNASMILKPLAYARTIGOSPRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHAEVENTOSMILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOSTOP 100EMPRESASCEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROSMILKIACONTATONEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Copyright © 2026 MilkPoint - Todos os direitos reservados

MilkPoint Ventures Serviços de Inteligência de Mercado LTDA. - CNPJ 08.885.666/0001-86

Avenida Cezira Giovanoni Moretti, nº 905, sala 11A - Loteamento Santa Rosa, Inova Park - Torre A - Piracicaba/SP - CEP: 13.414-157

Usamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência em nossos serviços, personalizar anúncios e oferecer conteúdo relevante. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso dessas tecnologias. Confira nossa Política de Privacidade para mais detalhes sobre como protegemos seus dados.

Qual a sua dúvida hoje?