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Gestão de processos na indústria de laticínios

POR PAULO HENRIQUE RODRIGUES JÚNIOR

INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 16/06/2021

4 MIN DE LEITURA

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Você certamente já ouviu falar em gestão de qualidade. E não é pra menos. A gestão da qualidade é fator-chave dentro da indústria de laticínios. Você também deve conhecer a gestão de pessoas, cada vez mais importante nos ambientes organizacionais. Mas você já ouviu falar sobre gestão de processos?

Neste artigo, vou abordar um pouco desse modelo de gestão, que é pouco difundido entre as indústrias de laticínios, mas possui grande potencial para seus resultados.

 

Primeiramente, os conceitos! O que é gestão?

Antes de ir para os processos, é interessante entender o que está por trás de um modelo de gestão. E para isso, nada melhor que explorar o conceito de gestão. Essa palavra vem do latim gestio,onis, que remete a ideia de administrar ou direcionar algo.

Um gestor ou administrador é o responsável por tomar conta de algo, empregando os recursos à disposição de forma estratégica, visando sempre entregar esse algo na melhor forma possível. O conceito está intimamente ligado ao que se deseja administrar. Por isso, a palavra sempre vem acompanhada (Gestão: de qualidade, de produção, de processos, de grupo etc).

Sendo assim, podemos partir para a definição de processo. A palavra processo vem do latim procedere, verbo que exprime a ideia de avançar, ir para a frente. Ela possui várias conotações que se aplicam em diversas áreas, mas todas têm basicamente o mesmo sentido: uma sucessão de etapas que levam de um estado inicial até o estado final.

Então, a gestão de processos pode ser resumida como as atividades realizadas para controlar e otimizar os processos dentro da indústria.

 

Quais são os processos nas indústrias de laticínios?

Pela definição, já podemos identificar alguns processos que existem nas fábricas de laticínios. Os processos de fabricação são bons exemplos. São várias etapas de produção que levam à transformação do leite em queijo, iogurte e outros. Você pode estar pensando agora: “Mas isso já é gerenciado! Eu já fazia gestão de processos e não sabia!?”

Mais ou menos. Quando olhamos para um processo de fabricação de iogurte, estamos na maioria das vezes considerando apenas a tecnologia de fabricação ou com foco na produção. Lembra que o foco da gestão são os processos? Então, não são apenas esses os processos que existem em uma fábrica. Na verdade, os processos produtivos podem ser a minoria deles.

Vamos avaliar este exemplo mais a fundo. Se um processo precisa ter um início e um fim, onde começa e onde termina o processo de produção do iogurte? Começa no envio do leite para a fermenteira e termina quando o produto está dentro da garrafa? Se avaliarmos apenas a produção, sim, mas o processo mesmo começa antes.

O leite não vai sozinho para a fermenteira. Alguém tem que transferi-lo, seja por bombas e válvulas, ou por balde. Esse alguém, provavelmente, não começa a produzir por conta própria. Ele precisa da ordem de um supervisor ou ele recebe alguma programação. O início desse processo então é a ordem de produção.

Os processos levam em conta o que acontece de fato. Na fábrica, a própria geração de demandas da equipe de Planejamento e Controle da Produção (PCP) é um processo. Assim como a tomada de decisão de um supervisor. A empresa em si é constituída basicamente de processos, todos eles interagindo entre si.

 

Quais os benefícios da gestão de processos?

À primeira vista, parece querer complicar o que já acontece na indústria. Mas é justamente o contrário. Gerir processos tem a ver com entender como as atividades estão estruturadas, para assim poder otimizá-las.

Assim, como para gestão de qualidade ou pessoas, isso é feito com método. É preciso analisar, mapear e medir os processos. Não é algo que ocorre da noite para o dia. Precisa de uma equipe, de mão-de-obra especializada e de tempo.

Mas é o tempo o principal ganho para uma gestão de processos. Isso porque as empresas costumam gastar muito tempo, seja para reunir dados estratégicos, ou avaliar o que fazer com um produto não conforme. E elas não veem isso justamente porque os processos não são medidos. Exemplos de tempo perdido:

  • Ter que ligar para 10 pessoas para saber o que vai produzir;
  • Necessitar a aprovação de 3 diretores e do papa para comprar um parafuso;
  • Isso pode ser resolvido com a estruturação de processos.

E esse tempo pode ser medido. E convertido, afinal, Tempo é Dinheiro.

Mas não para por aí. A gestão de processos torna as atividades mais claras. As vantagens são um maior nível de assertividade e também um melhor aproveitamento da mão-de-obra, uma vez que se sabe o que cada um tem que fazer. Isso tudo em conjunto resulta em maior qualidade de produtos e serviços.

 

Quais são os desafios para o futuro da gestão de processos?

Como deu para perceber, a gestão dos processos não se limita ao chão de fábrica. Isso porque todos os processos estão interligados de alguma forma. O processo de contratação de novos colaboradores interfere diretamente na rotina da fábrica, assim como o processo de acompanhamento dos produtores. Todos os setores devem ser mapeados.

Ser gestor de processos envolve também uma série de competências. As de nível técnico, entendendo como funcionam os processos e as particularidades do setor lácteo, mas principalmente de nível comportamental, afinal os processos são feitos de pessoas.

Não é uma tarefa fácil, mas frente ao aumento da competitividade do setor, essa deverá ser uma ferramenta de grande valor para as indústrias.

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Atenção, leitores! Em breve teremos um PodCast sobre Gestão de Processos nos laticínios, com dicas e insights de como as indústrias podem gerir seus processos de forma eficaz. Fiquem ligados!

*Fonte da foto do artigo: Freepik

PAULO HENRIQUE RODRIGUES JÚNIOR

Bacharel em Laticínios e Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela UFV. Atuo no setor de P&D e Processos na indústria desde 2015. Consultor e Fundador do Blog "Proelementar".

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