Confira os destaques mais recentes:
Preços internacionais: O 405º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou preço médio dos produtos negociados de USD 4.021/tonelada, indicando uma variação negativa de 0,6% no Price Index. Esta oscilação pequena indica uma manutenção dos preços em patamares próximos aos observados anteriormente. Ainda assim, as quedas registradas nos leites em pó e na muçarela trouxeram uma leitura mais cautelosa para o mercado internacional. Quanto ao volume negociado, foram transacionadas 14.364 toneladas, um avanço de 10,7% frente à edição anterior.
Leite spot: os preços oscilaram de forma menos acentuada em todos os índices do país, refletindo uma acomodação relativa do mercado. O cenário de estabilidade também foi refletido nos derivados, onde os preços de leite UHT e muçarela mostraram maior sustentação. Na média Brasil, o valor subiu para R$ 2,889/litro, com alta de R$ 0,016/litro em relação à análise anterior.
Muçarela: a muçarela apresentou alta na primeira semana de junho em relação à semana anterior, em um cenário de maior sustentação para os queijos. Os preços médios variaram entre R$ 31,7 (RS) e R$ 35,0 (RJ). Foram observadas variações positivas em São Paulo/Rio de Janeiro (+R$ 0,6/kg), Paraná (+R$ 0,3/kg) e Rio Grande do Sul (+R$ 0,1/kg). Por outro lado, Minas Gerais apresentou uma leve retração (-R$ 0,1/kg), seguida por Goiás e Santa Catarina que registraram estabilidade em relação à cotação anterior.
Leite em pó: O mercado de leites em pó apresentou um cenário de estabilidade na primeira semana de junho, com ajustes pontuais entre os segmentos monitorados. O LPI e o LPF registraram pequenos reajustes positivos, onde o leite em pó integral registrou aumento de R$ 0,3 em São Paulo (R$ 25,9) e o leite em pó fracionado registrou aumento de R$ 0,2 em São Paulo (R$ 30,3) e estabilidade no nordeste (R$ 29,6). Enquanto isso, o LPD manteve estabilidade novamente, registrando R$ 30,3 em São Paulo.
Milho: O milho recuou na quinzena, pressionado pelas boas condições climáticas e pelo avanço da safra nos Estados Unidos, além do aumento nas estimativas de estoques internacionais. No Brasil, a entrada da safrinha, o avanço da colheita e a maior disponibilidade interna limitaram as cotações, que seguiu com compradores cautelosos. A média fechou em R$64,40/saca, registrando queda de 1,9% frente ao último mês.
Soja: A soja seguiu pressionada na quinzena, refletindo o bom desenvolvimento da safra norte-americana e a expectativa de uma oferta robusta. Apesar da volatilidade gerada pelo petróleo, fatores geopolíticos e pelo relatório do USDA, as quedas em Chicago limitaram uma recuperação mais consistente. No Brasil, a recente valorização do dólar ajudou a sustentar parte dos preços, mas a liquidez permaneceu reduzida no mercado físico. A média fechou em R$130,40/saca, alta de 0,8% frente ao último mês.
Oferta: A disponibilidade de leite no campo segue limitada pela sazonalidade característica da entressafra, mantendo a oferta de matéria-prima em patamares mais baixos. Esse menor volume disponível restringe a captação das indústrias e sustenta um cenário de oferta mais ajustada no curto prazo.
Demanda: pelo lado da demanda, observa-se um aquecimento nas movimentações dos derivados. Dessa forma, o mercado apresenta ajustes positivos, configurando um cenário de pequena recuperação.
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