Doce de leite Dom Coimbra: uma trajetória premiada que agora mira novos mercados

Marca de doce de leite da Zona da Mata mineira começou de forma pequena e conquistou o pódio nacional ainda no início da trajetória; agora, aposta em novos produtos, canais e mercados.

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Em 2016, o doce de leite da marca Dom Coimbra, fundada por Ailton Campos Lourenço, conquistou o segundo lugar no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, destacando seu potencial. A empresa, localizada em Coimbra (MG), utiliza 650 litros de leite por dia de produção local e foca na qualidade e identidade mineira. Em 2024 e 2026, voltou a receber prêmios. A Dom Coimbra planeja expandir seu portfólio e fortalecer a presença comercial, mantendo seu compromisso com a qualidade e a tradição.
Em 2016, quando o Dom Coimbra ainda dava os primeiros passos e sequer tinha chegado de forma estruturada ao mercado, seu fundador, Ailton Campos Lourenço, decidiu inscrever o produto no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, realizado pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT/EPAMIG). O resultado veio antes mesmo de a marca ganhar corpo comercial: o doce de leite conquistou o segundo lugar na categoria.

A premiação ajudou a mostrar que havia potencial naquele projeto. Dez anos depois, o reconhecimento continua fazendo parte da trajetória da marca, que voltou ao pódio em 2024 e, em 2026, repetiu o resultado no 48º Concurso Nacional de Produtos Lácteos.

Para o Dom Coimbra, mais do que acumular troféus, a sequência de resultados representa a consistência de um produto que mantém como pilares a qualidade do leite, o cuidado na fabricação e a identidade mineira. “Hoje, olhar para essa trajetória e perceber que continuamos conquistando premiações nos dá a certeza de que estamos no caminho certo”, afirma Ailton.

A empresa familiar está localizada em Coimbra, na Zona da Mata Mineira, e atualmente trabalha com cerca de 650 litros de leite por dia, utilizados na fabricação de seu portfólio. A matéria-prima vem da produção local, o que, segundo Ailton, permite acompanhar mais de perto sua qualidade até a transformação na fábrica.

Essa relação com o leite também está no centro da proposta do doce. Em vez de apostar em uma receita excessivamente açucarada, a empresa trabalha com menos açúcar, buscando deixar o sabor da matéria-prima mais perceptível. “Queremos um doce cremoso, saboroso e que não seja excessivamente doce”, explica.

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O resultado é construído a partir da combinação entre a matéria-prima, o processo de fabricação e uma receita que, segundo a empresa, procura preservar o protagonismo do leite. O cuidado se estende aos demais produtos, já que o Dom Coimbra também fabrica iogurtes, Queijo Minas Frescal e Queijo Minas Padrão.

doce de leite dom coimbra

Do empório à expansão

A marca já chega aos consumidores por meio de revendedores e das vendas pela internet, mas mantém uma relação particularmente próxima com quem visita a região por meio do Empório Dom Coimbra, instalado em frente à fábrica.

No espaço, o consumidor encontra o doce de leite e os demais produtos da marca, em uma experiência que aproxima fabricação e consumo. A empresa pretende fortalecer esse canal ao mesmo tempo em que amplia sua presença comercial.

empório dom coimbra

As premiações, segundo Ailton, também ajudaram a despertar o interesse de consumidores de outras cidades e estados. Agora, o objetivo é ampliar a rede de revendedores e alcançar novos mercados sem avançar além da capacidade produtiva. No digital, um dos próximos projetos é a criação de um site próprio, que deve reunir informações sobre a marca, o portfólio e as vendas pela internet.

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Crescer sem aumentar o portfólio a qualquer custo

O doce de leite é comercializado nas versões tradicional e café, mas a expansão do portfólio está nos planos. Entre os projetos está o desenvolvimento de uma versão zero lactose, além de novos sabores, formatos e outros derivados de leite.

A empresa, no entanto, afirma que a inovação deve seguir um critério: não lançar produtos apenas para aumentar a quantidade de itens disponíveis. “Tudo aquilo que levar a marca Dom Coimbra precisa ter qualidade e fazer sentido dentro da identidade que estamos construindo”, destaca Ailton.

A lógica também vale para o crescimento da empresa. Custos de produção, energia, embalagens, logística e mão de obra estão entre os desafios enfrentados pelo setor, enquanto o consumidor está cada vez mais atento à qualidade, aos ingredientes, à origem e à história por trás dos produtos.

Nesse cenário, a origem do Dom Coimbra funciona como parte da própria estratégia da marca. A empresa pretende ampliar produção, estrutura fabril e distribuição, mas sem perder a proximidade com o leite e o cuidado que marcaram sua trajetória. “Nosso desafio é conseguir crescer preservando exatamente isso.”

A próxima fase, portanto, combina expansão comercial e produtiva com a manutenção de uma identidade construída desde o início. De um projeto que começou de forma quase artesanal e chegou ao pódio nacional antes mesmo de ganhar escala comercial, o Dom Coimbra agora busca transformar os reconhecimentos conquistados em novos consumidores. "O Dom Coimbra nasceu pequena, familiar e premiada”, resume Ailton. “Queremos continuar crescendo dessa maneira: levando não apenas um doce de leite, mas a qualidade e a tradição dos produtos lácteos mineiros do Dom Coimbra para cada vez mais consumidores.”

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Material escrito por:

Raquel Maria Cury Rodrigues

Raquel Maria Cury Rodrigues

Head do MilkPoint e Zootecnista pela UNESP de Botucatu

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