A produção alcançou 30,1 milhões de toneladas em 2025. A União Europeia e os Estados Unidos foram responsáveis por 64,4% da produção e consumiram 60,2% dos queijos nos 48 mercados. As exportações superaram as importações em cerca de 565.000 toneladas, volume destinado a países não incluídos no banco de dados.
O valor de varejo ao consumidor, ou seja, a parcela do consumo vendida no varejo a preços regulares de gôndola, atingiu US$ 199,6 bilhões em 2025. Em dólares americanos, houve um salto de 41,4% entre 2020 e 2025, impulsionado conjuntamente pelo aumento do volume, pela inflação dos alimentos e pelas taxas de câmbio. O consumo per capita varia de 0,11 kg ao ano na Índia a 23,11 kg na Suíça. É exatamente dessa disparidade que o crescimento atual se origina.
Gráfico 1. Consumo de queijos por região, 2019 a 2030
Crescimento até 2030 se volta para o Oriente
O consumo nos 48 mercados crescerá 2,3 milhões de toneladas entre 2025 e 2030, representando uma taxa de crescimento anual composta de 1,60%. A União Europeia (+492.000 toneladas) e os Estados Unidos (+487.000 toneladas) continuam liderando o acréscimo de volume, respondendo juntos por 42,3% da nova demanda, seguidos por Rússia, México e Turquia.
O ritmo de crescimento mais acelerado ocorre em mercados onde, atualmente, o consumo de queijo é baixo. A Índia cresce a 7,90% ao ano, seguida por Indonésia, China, Vietnã e Tailândia; ao todo, oito mercados apresentam crescimento superior a 5% ao ano. A região da Ásia-Pacífico detém 6,2% do consumo total no banco de dados, mas contribuirá com 14,2% do seu crescimento até 2030.
As importações crescem a um ritmo superior ao da demanda: 3,02% ao ano contra 1,60% do consumo, devendo atingir 4,0 milhões de toneladas em 2030. A demanda sobe mais rapidamente justamente onde a produção nacional é menor. O Japão é o único mercado no banco de dados com previsão de queda no consumo entre 2025 e 2030.
Gráfico 2. Os mercados de queijo com crescimento mais rápido até 2030
Queijos frescos lideram, enquanto os fundidos desaceleram
Os queijos frescos (incluindo a muçarela, amplamente consumida no Brasil) formam a maior categoria, com 9,7 milhões de toneladas, ou 34,5% do consumo total, e também a que mais cresce, com taxa de 2,39% ao ano até 2030. Os queijos duros e semiduros (como prato, parmesão e provolone) vêm em seguida, com 7,6 milhões de toneladas, crescendo 1,22% ao ano. Os queijos fundidos (como os processados e requeijões) apresentam desaceleração, passando de 2,23% ao ano (2020 a 2025) para 0,83% ao ano até 2030. Já os queijos com mofo (como gorgonzola, roquefort, brie e camembert), a menor categoria com 0,5 milhão de toneladas, crescem 0,43% ao ano.
Segundo Akos Petri, Diretor Geral, Zenith Global Commercial, "a demanda por queijos continua avançando nos mercados maduros, mas o ritmo agora é ditado pela Ásia, onde o consumo médio não chega a meio quilo por pessoa. As importações crescem quase duas vezes mais rápido que o consumo; portanto, os próximos cinco anos favorecerão os exportadores (incluindo laticínios brasileiros que buscam novos mercados) que consolidarem suas posições nessas regiões desde já."
As informações são da Zenith Global Commercial, Global Cheese Database 2026.
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