Reprodução e genética

Melhorando a reprodução de vacas leiteiras e mantendo alta produção de leite - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Melhorando a reprodução de vacas leiteiras e mantendo alta produção de leite - Parte 1

A seleção genética com ênfase somente em produção de leite e dos componentes do leite até o meio dos anos 1990 foi responsabilizada como um grande componente do declínio histórico na fertilidade do gado leiteiro nos EUA e em outras partes do mundo. Sabe-se que as características reprodutivas são negativamente correlacionadas com as características de produção, e a ênfase em produção de leite e componentes lácteos provavelmente aumentou o pool de genes que são deletérios para a reprodução adequada.

Aproveitamento comercial de machos oriundos de cruzamentos entre raças leiteiras
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Aproveitamento comercial de machos oriundos de cruzamentos entre raças leiteiras

Os acasalamentos nas propriedades leiteiras tendem obviamente a serem orientados para a produção de fêmeas de reposição para a produção de leite. Porém, é salutar refletir que grande parte dos machos nascidos são, na sua maioria, descartados, sacrificados ao nascer ou criados sob condições precárias, apresentando altos índices de morbidade e mortalidade (NETO et al., 2004). Estes mesmos autores ainda registram que esses animais não interessam aos invernistas, uma vez que não apresentam bom desempenho em criações extensivas.

Exemplo de uma fazenda que está aproveitando as vantagens da seleção genômica
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Exemplo de uma fazenda que está aproveitando as vantagens da seleção genômica

As fazendas Ruann and Maddox Dairy possuem o maior rebanho registrado de gado Holandês dos EUA. Já produziram mais de 1500 vacas classificadas como excelente e mais de 10.000 classificadas como muito boas. Nos últimos três anos, 100% das bezerras nascidas são avaliadas genomicamente. Até agora já foram identificadas mais de 400 fêmeas com TPI genômico maior que 2.500, e 100 com TPI genômico maior que 2.700.

Uso efetivo da seleção genômica em rebanhos leiteiros comerciais
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Uso efetivo da seleção genômica em rebanhos leiteiros comerciais

A genômica revolucionou a cruzamento de gado leiterio. Nos dias de hoje, touros jovens testados genomicamente representam a vasta maioria do sêmen disponível no mercado. Notavelmente esses touros jovens apresentam mérito genético médio maior do que os touros provados. Assim sendo, fazendas comerciais tem a oportunidade de aproveitar os benéficos do uso dos touros jovens superiores provados genomicamente.

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 2

Se a vaca não fica gestante na primeira inseminação, o menor intervalo para a segunda inseminação é o melhor cenário (Giordano et al., 2013). Se a vaca não gestante não é observada no cio de retorno, aproximadamente cinco semanas são perdidas entre a IA e o diagnóstico de gestação (35 dias) e um tempo adicional é perdido com o protocolo de ressincronização. Se a gestação pudesse ser diagnosticada mais cedo, isso poderia salvar tempo.

Facilidade de parto em animais oriundos de cruzamento de raças leiteiras
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Facilidade de parto em animais oriundos de cruzamento de raças leiteiras

O nascimento de terneiros grandes como consequência da busca por animais maiores, com maior capacidade de produção através dos programas de melhoramento animal, tornou a distocia cada vez mais comum nos rebanhos leiteiros (MEE, 2008). Segundo Pizzol (2012), nos casos de parto de extrema dificuldade, aumenta-se muito a mortalidade de bezerros, assim como de vacas. O mesmo autor ressalta que a dificuldade de parto ou distocia se refere a um parto que transcorre de forma anormal, devido a problemas de desproporção feto-pélvica em função do tamanho do bezerro e/ou indevido posicionamento fetal no momento do parto.

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Futuro da reprodução dos rebanhos leiteiros - Parte 1

Radar Reprodução: "As pesquisas nos próximos 100 anos vão focar na melhoria das tecnologias já existentes, para torná-las mais efetivas, mais acessíveis e fáceis de serem usadas em grandes fazendas. Importantes áreas para pesquisas vão buscar melhorar a fertilidade das vacas e do sêmen; a sincronização de cio; a detecção de cio; as tecnologias de produção de embriões e o diagnóstico precoce de gestação. A seleção genética vai buscar vacas de alta produção e com alta fertilidade e agora é o momento para se identificar as características que definem alta fertilidade das vacas leiteiras", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 4
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 4

As novilhas de reposição são um dos maiores custos para os produtores comerciais, de modo que manter as novilhas erradas é um investimento perdido. Os animais que não possuem potencial genético não ficam gestantes e não permanecem no rebanho o suficiente para recuperar seus custos. Nem todas as novilhas representam uma melhoria genética. Então, quais animais eu mantenho ou compro e quais são os que eu devo descartar? Por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Cruzamentos entre raças leiteiras: aspectos sobre saúde e longevidade - Parte 2
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Cruzamentos entre raças leiteiras: aspectos sobre saúde e longevidade - Parte 2

Silva et al. (2008) salientam que há evidências de que a taxa de descarte nas propriedades de manejo extensivo, com animais mestiços, é menor quando comparada com a de criatórios de manejo intensivo e com raças puras. Ao analisar a incidência de doenças e as frequências de descartes de fêmeas de primeira cria da raça Holandesa e de fêmeas F1 do cruzamento da raça Norueguesa Vermelha com Holandês (Figura 1), em diversas propriedades localizadas em Ontário, Cartwright et al. (2015) concluiu que a adoção dos cruzamentos poderia se traduzir em aumento da resistência a doenças e sobrevivência em animais mestiços.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 3
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 3

Seção Reprodução: "Desenvolvido pelo USDA, o Mérito Líquido Vitalício (NM $) estima o lucro da vida combinando os rendimentos e as despesas de cada característica em uma medida precisa do lucro global relevante para os produtores de leite. O NM $ utiliza características economicamente relevantes relacionadas ao rendimento, saúde, longevidade e facilidade de parto", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 2

"A taxa de prenhez das filhas (DPR) permite que os gerentes das fazendas meçam a rapidez com que suas vacas ficam gestantes novamente depois do parto, e é definida como a porcentagem de vacas não gestantes que ficam gestantes durante cada período de 21 dias. Um DPR de valor 1 implica que as filhas de um determinado touro são 1% mais propensas a ficarem gestantes durante esse ciclo estral do que as filhas de um touro com uma avaliação de valor 0", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Cruzamentos entre raças leiteiras: aspectos sobre saúde e longevidade - Parte 1
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Cruzamentos entre raças leiteiras: aspectos sobre saúde e longevidade - Parte 1

Melhoramento Genético: "Já discutimos nos textos anteriores os impactos da adoção de diferentes cruzamentos entre raças leiteiras em características importantes na bovinocultura de leite como fertilidade, resistência a mastites, rusticidade e adaptabilidade aos ambientes tropicais e subtropicais. Retomando esta discussão, vamos abordar agora alguns estudos que avaliaram a sobrevivência, a saúde, as taxas de descarte e desta forma, a longevidade de matrizes puras e oriundas de cruzamento", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Informação genômica para aumentar a fertilidade das vacas de leite - Parte 1

Seção Reprodução: "A avaliação genética e a seleção no gado leiteiro se concentraram principalmente em características de produção, como a produção de leite e proteínas, durante muitos anos. A seleção genética resultou em uma vaca Holandesa norte-americana, nascida em 2014, que produz na media 14 mil quilos de leite em uma lactação a mais do que seus ancestrais nascidos em 1960. No entanto, a fertilidade e a saúde das vacas leiteiras não podem ser incluídas nessas histórias de sucesso, pelo menos ainda não. Entre 1960 e seu ponto baixo em 2000, a fertilidade fenotípica do gado leiteiro diminuiu 14,7 pontos percentuais, enquanto a fertilidade genética diminuiu 15,1 pontos percentuais", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Resistência a mastite em animais oriundos de cruzamento entre raças leiteiras
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Resistência a mastite em animais oriundos de cruzamento entre raças leiteiras

Seção Melhoramento Genético: "Sobre os efeitos dos cruzamentos, em pesquisa conduzida por Knob (2015), em propriedade situada no estado Santa Catarina com animais da raça Holandesa e produtos F1 (Holandês x Simental), observaram que a sanidade da glândula mamária através do escore de células somáticas (ECS) em vacas mestiças apresentaram índices menores (2,81) aos das vacas puras (4,46)", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 2
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 2

Seção Reprodução: "O ambiente endócrino e metabólico da vaca em lactação afeta a capacidade da mesma para reconceber no pós-parto. Há uma ampla evidência de que os hormônios responsáveis pelos mecanismos homeorréticos que suportam o início da lactação também podem atuar sobre o ovário e o útero, afetando sua função antes e durante o período reprodutivo", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Rusticidade e adaptabilidade de animais oriundos de cruzamento de raças leiteiras - Parte 2
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Rusticidade e adaptabilidade de animais oriundos de cruzamento de raças leiteiras - Parte 2

Seção Melhoramento Genético: "O cruzamento entre taurinos e zebuínos tem evidenciado vantagem para várias características econômicas nas condições de criação dos países localizados nas regiões tropicais (LEDIC e TETZNER, 2008). Puros ou emprestando rusticidade e genética própria para os cruzamentos com raças de origem europeia, os zebuínos vêm transformando a história da pecuária de leite no Brasil (LEMOS, 2006)", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 1
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Nutrição, metabolismo e saúde uterina em vacas leiteiras pós-parto - Parte 1

Seção Reprodução: "O aumento do equilíbrio energético e da taxa de entrada de glicose no início da lactação coordenam os mecanismos homeorréticos (mudanças coordenadas no metabolismo para conseguir suprir novos estados fisiológicos, que normalmente não sofrem influência da nutrição ou fatores externos). Esses mesmos mecanismos podem afetar o sistema reprodutivo que está sendo submetido a restauração durante os primeiros 30 dias pós-parto", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 3
José Luiz M.Vasconcelos e Ricarda Maria dos Santos

Estratégias nutricionais para otimizar a eficiência reprodutiva - Parte 3

Seção Reprodução: "Alguns aminoácidos são limitantes para produção de leite, como evidenciado por aumento do rendimento de leite, proteína e porcentagem de proteína no leite depois da suplementação com aminoácidos específicos, protegidos da ação ruminal. Geralmente, os três primeiros aminoácidos na dieta de vacas leiteiras que são limitantes para a produção de leite são a metionina (Met), lisina (Lys) e histidina (His). Além disso, muitos aminoácidos podem ter efeitos positivos sobre processos fisiológicos independente de seus efeitos sobre a síntese de proteínas", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.

Cruzamento em bovinos leiteiros: aspectos sobre a fertilidade
Nathã Carvalho e Emmanuel Veiga de Camargo

Cruzamento em bovinos leiteiros: aspectos sobre a fertilidade

Seção Melhoramento Genético: "Pesquisas antigas e atuais apontam para uma maior eficiência reprodutiva nas vacas cruzadas em relação às vacas puras. Uma delas publicada por Sorensen et al. (2008), apontaram que pode ser esperada uma heterose de aproximadamente 10% para fertilidade em sistemas de cruzamento entre raças leiteiras especializadas. Estudos de metanálise dos dados de fazendas e experimentos realizados nos Estados Unidos demonstram índices reprodutivos superiores em matrizes leiteiras oriundas de cruzamentos entre diferentes raças leiteiras", por Nathã S. de Carvalho e Emmanuel V. de Camargo, do Instituto Federal Farroupilha, campus Alegrete/RS.

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