O resultado representa uma desaceleração em comparação com os meses anteriores. Segundo levantamento da Blasina y Asociados, o crescimento registrado em setembro foi o menor percentual de alta observado ao longo de 2026.
Em março, por exemplo, a expansão interanual havia alcançado 14%, mostrando uma diferença significativa em relação ao ritmo registrado no início da primavera uruguaia. Apesar da desaceleração, setembro estabeleceu um novo máximo histórico de captação de leite para o mês, mantendo a trajetória de crescimento da produção entregue às indústrias.
Captação acumula 1,69 bilhão de litros no ano
Entre janeiro e setembro de 2026, as entregas de leite às indústrias uruguaias somaram 1,688 bilhão de litros, crescimento de 8,2% em comparação com o mesmo período de 2025. Os números mostram que, embora o ritmo de expansão tenha diminuído em setembro, o desempenho acumulado do setor permanece positivo.
Considerando os 12 meses encerrados em setembro de 2026, a captação alcançou 2,342 bilhões de litros, contra aproximadamente 2,156 bilhões de litros nos 12 meses anteriores. Segundo o INALE, isso representa um crescimento de 8,7% no volume entregue às indústrias. O indicador considera o período de outubro de 2025 a setembro de 2026 e permite observar a evolução da captação para além das variações mensais.
Volume de sólidos do leite também aumenta
Além do crescimento em litros, o relatório do INALE aponta avanço na quantidade de sólidos entregues às indústrias. Em setembro de 2026, o volume de gordura e proteína somou 17,3 milhões de quilos, aumento de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
No acumulado de janeiro a setembro, a quantidade de sólidos alcançou 134,5 milhões de quilos, crescimento de 10%. Já nos 12 meses encerrados em setembro, foram registrados 184,2 milhões de quilos de gordura e proteína, aumento de 10,6% em relação ao período anterior. Os resultados mostram que a expansão na quantidade de sólidos do leite superou, em termos percentuais, o crescimento do volume captado pelas indústrias nos três períodos analisados.
Setembro registra menor crescimento do ano
A desaceleração observada em setembro contrasta com o desempenho dos primeiros meses de 2026, quando a captação uruguaia apresentou aumentos interanuais mais expressivos. Mesmo assim, o resultado permanece positivo, com volume superior ao registrado em setembro de 2025.
Os dados divulgados pelo INALE mostram, portanto, dois movimentos simultâneos: a redução no ritmo mensal de crescimento e a manutenção de um volume acumulado de captação significativamente superior ao do ano passado.
Com 1,688 bilhão de litros entregues às indústrias entre janeiro e setembro, a cadeia leiteira uruguaia encerrou os nove primeiros meses de 2026 com expansão de 8,2%, apesar da desaceleração registrada no último mês analisado.
As informações são do Instituto Nacional do Leite (INALE) e do Blasina y Asociados.
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