Brasil avança e Argélia perde espaço
A mudança mais expressiva ocorreu na distribuição dos destinos das exportações. No terceiro trimestre de 2025, a Argélia respondia por 39,5% do faturamento das exportações uruguaias de lácteos, enquanto o Brasil representava 24%. Um ano depois, o cenário se inverteu: entre julho e setembro de 2026, o Brasil concentrou 39,7% das receitas, enquanto a participação argelina caiu para 10,6%.
A mudança evidencia o fortalecimento do mercado brasileiro como destino dos produtos lácteos uruguaios e a redução do peso de um comprador historicamente importante, especialmente para o leite em pó. Outros países africanos continuam entre os principais destinos, como Nigéria, África do Sul e Mauritânia.
Mais toneladas, mas menor faturamento
Outro destaque dos dados do INALE é a diferença entre o crescimento das exportações em volume e o desempenho financeiro. O leite em pó integral, principal produto exportado pelo Uruguai, movimentou aproximadamente US$ 460 milhões entre janeiro e setembro, respondendo por cerca de dois terços das receitas do setor.
Embora o volume exportado desse produto tenha crescido 7%, seu faturamento caiu 2%, reflexo da redução de 8% no preço médio acumulado em relação a 2025. A manteiga também apresentou aumento de volume, de 16%, mas queda de 3% na receita. Em contrapartida, o leite em pó desnatado registrou crescimento de 15% no faturamento.
As informações são do Instituto Nacional de la Leche (INALE)¹².
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