A iniciativa partiu do desejo da Scala de rejuvenescer sua marca e explorar novas formas de consumir queijo. A inspiração veio de tendências internacionais, nas quais a proteína ganha espaço nos lanches rápidos, impulsionada pela busca por saudabilidade, naturalidade e conveniência. Nesse cenário, o queijo parmesão surgiu como alternativa para atender à demanda por snacks proteicos feitos com ingredientes reconhecíveis: o produto leva apenas parmesão, sem ser um snack com sabor de queijo.
Outro diferencial é a possibilidade de distribuição fora da cadeia refrigerada, ampliando os canais e as situações em que o produto pode ser encontrado. “Conseguimos colocar o parmesão na farmácia”, destacou Otto, ao ilustrar como a parceria levou o queijo a espaços de consumo pouco convencionais para a categoria.
Para a +Mu, cuja atuação em collabs estava mais concentrada em empresas de alimentos doces, a parceria também representou uma oportunidade de entrar no segmento salgado. A estratégia de lançamento envolveu a rede de influenciadores da marca, com conteúdos que exploraram diferentes possibilidades de consumo, do snack à utilização em saladas. Segundo Otto, a iniciativa também reforça a importância de oferecer pautas relevantes aos criadores de conteúdo, para além da divulgação pontual de um lançamento.
A parceria, no entanto, trouxe desafios. Como se tratava de uma nova categoria, não havia histórico consistente para orientar o planejamento de demanda. Maria destacou as dificuldades de previsão, enquanto os executivos ressaltaram que a comunicação também exigiu atenção: um lançamento precisa disputar espaço com as demais mensagens das marcas, e o consumidor nem sempre sabe onde encontrar o produto — assim como o varejo pode ter dúvidas sobre em qual gôndola posicioná-lo.
Os ganhos, segundo os palestrantes, foram compartilhados. A Scala encontrou uma oportunidade de rejuvenescimento da marca, aproximação com novos públicos e distribuição em canais alternativos. Já a +Mu ampliou sua atuação para o universo dos alimentos salgados, com um produto associado diretamente à identidade do parmesão Scala. A iniciativa também contribui para apresentar o queijo em novos contextos de consumo, aproximando a categoria de atributos como proteína, naturalidade e praticidade.
A principal lição, segundo os executivos, é que o trabalho não termina no lançamento. Em categorias novas, é preciso educar o consumidor, orientar o varejo e sustentar a comunicação ao longo do tempo. Afinal, como resumiram na apresentação, enquanto o “rouba-monte” apenas muda o monte de mãos, a inovação pode fazer o monte crescer — criando oportunidades para as marcas e para toda a categoria de queijos.
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