O crescimento é atribuído principalmente à expansão da área destinada ao cultivo de grãos, projetada em 83,5 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional deve permanecer estável, estimada em 4.311 quilos por hectare.
Entre as principais culturas, o milho tem produção estimada em 141,7 milhões de toneladas, alta de 0,4% em relação ao ciclo anterior. A primeira safra está praticamente concluída, com produção prevista de 29,6 milhões de toneladas. Na segunda safra, a colheita alcança 38,9% da área cultivada, abaixo da média dos últimos cinco anos. A Conab estima uma produção de 109,4 milhões de toneladas para essa etapa, favorecida pelas boas condições climáticas em Mato Grosso, embora veranicos registrados em Goiás, Minas Gerais e Piauí tenham limitado o potencial produtivo. A terceira safra deve somar 2,7 milhões de toneladas, mas enfrenta impactos da baixa ocorrência de chuvas, principalmente em Sergipe e Alagoas.
A soja, cuja colheita já foi concluída, deve alcançar 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% sobre a safra passada. O resultado reflete o aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao uso de tecnologias e às condições climáticas favoráveis durante o ciclo.
Para o algodão, a expectativa é de produção de 4,06 milhões de toneladas de pluma. Apesar da redução de 3,2% na área plantada, o ganho de 2,8% na produtividade compensou a queda, favorecido pelo bom desenvolvimento das lavouras.
Já o arroz tem produção estimada em 11,1 milhões de toneladas, retração de 13,1% em relação à safra anterior, devido à redução da área cultivada. No caso do feijão, a estimativa é de 3 milhões de toneladas, volume 1,4% inferior ao do ciclo passado. Segundo a Conab, mesmo com a redução, a produção segue suficiente para abastecer o mercado interno.
Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta a maior queda projetada. A produção está estimada em 6 milhões de toneladas, redução de 23,5%, reflexo da menor área semeada e da expectativa de queda na produtividade das lavouras.
A Conab também atualizou as projeções de oferta e demanda. Para o milho, o estoque de passagem da safra 2025/26 foi revisado para 14,5 milhões de toneladas ao fim de janeiro de 2027. No algodão, a expectativa é que as exportações alcancem 3,38 milhões de toneladas, com estoque final estimado em 2,67 milhões de toneladas. Já para a soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, diante do aumento previsto no processamento interno e das exportações, estimadas em 116,3 milhões de toneladas.
As informações são da Conab, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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