Preços internacionais: o 407º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou queda de 4,9% no GDT Price Index, com preço médio de USD 3.793/tonelada. O resultado foi marcado por reajustes mais acentuados em diversas categorias e reforça um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos no curto prazo. Devido à entrada da safra de leite da Nova Zelândia e a ampliação da disponibilidade de produtos no mercado internacional, o volume negociado totalizou 26.316 toneladas, aumento de 103,7% em relação ao leilão anterior.
Leite spot: o mercado de leite spot registrou uma nova valorização na primeira quinzena de julho com a média Brasil a R$ 3,229, um aumento de R$ 0,170. Esse ajuste positivo nas cotações foi impulsionado pelo giro das vendas de derivados em patamares confortáveis e pelos preços mais elevados, o que resultou em maior demanda por leite fresco. Esse aumento, alinhado à oferta mais restrita de leite no campo, contribuiu para a alta generalizada do leite spot.
Muçarela: a muçarela voltou a apresentar alta nas cotações, refletindo o movimento do leite UHT. O cenário de estoques reduzidos e menor disponibilidade de leite seguiu dando suporte aos preços no período. A variação dos preços esteve entre R$ 33,7 (RS) e R$ 37,1 (RJ), com variações positivas em todos os estados avaliados: Santa Catarina (+R$0,9), Minas Gerais (+R$0,8), Goiás (+R$0,6), Paraná e Rio Grande do Sul (+R$0,5), Rio de Janeiro (+R$0,4) e São Paulo (+R$0,3).
Leite em pó: o mercado de leite em pó apresentou comportamento variado entre os segmentos. O leite em pó integral seguiu com negociações mais fracas e menor movimentação, registrando queda de R$0,3 em São Paulo e totalizando R$24,9. Por outro lado, o leite em pó desnatado encontrou sustentação em estoques mais baixos, registrando ajuste negativo de R$0,1 e totalizando R$22,4 em São Paulo. No leite em pó fracionado, houve a manutenção de estabilidade com variações positivas em São Paulo (R$29,9, alta de R$0,1) e no Nordeste (R$29,4, alta de R$0,2).
Milho: o milho apresentou valorização na quinzena, influenciado pelas preocupações com as condições climáticas nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, a alta foi limitada pelo avanço da colheita da safrinha e pelo aumento da disponibilidade do cereal. A média fechou em R$ 64,20/saca, alta de 0,8% em relação ao mês anterior.
Soja: a soja avançou na quinzena, acompanhando a valorização das cotações internacionais diante das preocupações com o clima nos Estados Unidos. O ritmo firme das exportações brasileiras do grão e do farelo também contribuiu para sustentar os preços no mercado interno. A média passou de R$ 131,80 para R$ 137,70/saca, alta de 4,5% em relação ao mês anterior.
Oferta: a produção de leite segue limitada pelas condições típicas da entressafra, mantendo a disponibilidade de matéria-prima em níveis mais baixos. No Sul, porém, o início da recuperação sazonal da produção começa a trazer sinais de aumento da oferta.
Demanda: a procura por derivados segue em crescimento, acompanhada pelo aumento do volume de vendas nos supermercados. Esse movimento tem contribuído para sustentar a valorização dos preços no mercado.
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