Pesquisa trimestral do leite: captação formal de leite atinge recorde histórico

Com estabilidade climática e maior formalização, Brasil registra crescimento de 9,4% na captação de leite, totalizando 6,5 bi de litros no 2º trimestre.

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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No segundo trimestre de 2025, a captação formal de leite no Brasil alcançou 6,502 bilhões de litros, um aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2024, sendo o maior volume já registrado. Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina foram os principais estados contribuintes. O crescimento foi impulsionado pela rentabilidade dos produtores e pela formalização da produção, além de condições climáticas favoráveis. Espera-se continuidade no aumento da captação no próximo trimestre, embora com variações percentuais menores.

De acordo com a Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE, a captação formal no Brasil totalizou 6,502 bilhões de litros no segundo trimestre de 2025, avanço de 9,4% em relação ao mesmo período de 2024 — resultado superior ao já expressivo número divulgado na prévia da pesquisa. Na comparação com o trimestre anterior, houve ainda leve alta de 0,17%, movimento atípico para esta época do ano, geralmente marcada pela entressafra e pela redução da oferta devido às condições climáticas mais secas.

Gráfico 1. Evolução do 2º trimestre da Captação de leite no Brasil 

 

Esse desempenho fez do segundo trimestre de 2025 o maior volume já registrado para o período na série histórica acompanhada pelo IBGE.

Gráfico 2. Captação Mensal de Leite - Brasil

 

Desempenho mensal

Tabela 1. Captação total mensal de leite no Brasil 

Fonte: IBGE - elaborado pelo MilkPoint Mercado

Os estados que mais contribuíram para o resultado nacional foram Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Minas Gerais manteve a liderança, com 1,55 bilhão de litros no trimestre, crescimento de 5% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O Paraná aparece em seguida, com pouco mais de 1 bilhão de litros e alta expressiva de 13,4%. Santa Catarina, por sua vez, registrou 824 milhões de litros, incremento de 8% na mesma base de comparação.

Gráfico 3. Captação de Leite - Minas Gerais 

 

Em termos proporcionais, o destaque ficou com o Ceará, que apresentou expansão de 22% frente ao mesmo trimestre de 2024, alcançando 124,7 mil litros de leite captados no trimestre. 

Gráfico 4. Variação percentual da Captação Formal (2º trimestre: 2025 vs 2024)

 

Entre as regiões, o Sul liderou em volume absoluto, com 2,6 bilhões de litros no trimestre, crescimento de 13%. Na sequência, o Nordeste apresentou avanço de 9,9%, impulsionado principalmente por Ceará (22%), Piauí (21,8%), Rio Grande do Norte (15,3%) e Sergipe (13,4%).

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As demais regiões também registraram resultados positivos: Centro-Oeste (+9,5%), Sudeste (+6%) e Norte (+4,5%). Esse desempenho evidencia a recuperação generalizada da produção nacional no período.

 

O que influenciou no aumento da captação?

O crescimento expressivo da captação no segundo trimestre de 2025 pode ser explicado por um conjunto de fatores. Entre eles, destaca-se a rentabilidade ao produtor ainda em patamares satisfatórios, que tem estimulado investimentos em tecnologia e manejo, inclusive confinamentos, favorecendo a diminuição dos efeitos típicos da entressafra. 

Outro ponto relevante é a maior formalização da produção, também associada à melhora da rentabilidade, que tem reduzido a participação de volumes comercializados de forma irregular e ampliado o registro oficial da captação.

Adicionalmente, a ausência de adversidades climáticas significativas colaborou para o desempenho positivo. Diferentemente de 2024, quando enchentes no Sul prejudicaram a atividade, o segundo trimestre de 2025 foi marcado por maior estabilidade climática, o que favoreceu a produção em diferentes regiões do país.

 

Expectativas para o próximo trimestre

As expectativas para o próximo trimestre apontam para a continuidade do aumento na captação de leite, uma vez que o terceiro trimestre, historicamente, coincide com o início período das águas e com a safra no Sul, principal região produtora do país. A coleta deve se manter aquecida, sustentada por indicadores de rentabilidade ainda favoráveis ao produtor ao longo desse período. No entanto, a variação percentual tende a ser menos expressiva, já que a base comparativa do segundo trimestre de 2025 frente a 2024 é impactada pelas enchentes ocorridas no Sul, que reduziram a produção no ano anterior.

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Material escrito por:

Vivian Batista Padilla

Vivian Batista Padilla

Zootecnista pela FZEA USP e Analista Jr. de Inteligência de Mercado no MilkPoint Mercado.

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