Os resultados do teste foram expressivos, resultando na redistribuição de mais de 200 toneladas de alimentos, o que equivale a quase meio milhão de refeições. Esse esforço beneficiou cerca de 94 mil pessoas através de uma rede de quase 800 instituições de caridade e grupos comunitários, incluindo parceiros logísticos como FareShare e The Felix Project. Além do impacto social, a tecnologia provou ser um trunfo econômico: o excedente recuperado possui um valor de varejo estimado em mais de 1 milhão de libras, otimizando recursos que antes eram considerados perdas inevitáveis no processo industrial.
Tecnicamente, a IA da Zest atua mapeando gargalos na linha de produção e conectando dados anteriormente isolados a uma rede logística de redistribuição. Durante o piloto, a ferramenta conseguiu reduzir pela metade o tempo gasto em análises manuais de resíduos e quadruplicou a quantidade de excedentes identificados para doação. Um exemplo notável foi a conversão de 4,8 toneladas de alimentos que seriam destinados à ração animal em produtos para consumo humano, o que gerou um retorno financeiro 15 vezes maior sobre esse material específico.
De acordo com Claire Antoniou, executiva da Nestlé UK & Ireland, a iniciativa permitiu que a empresa transformasse dados brutos em ações sustentáveis concretas, fortalecendo a economia circular dentro das fábricas. Para o setor de laticínios e alimentos em geral, o sucesso deste projeto sinaliza um caminho promissor para atingir metas ambientais e reduzir emissões de carbono, provando que a inteligência artificial é uma aliada essencial para conciliar a lucratividade industrial com a responsabilidade social e o combate à fome.
As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pelo MilkPoint.
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