Recorde em sêmen e embriões impulsiona exportação e internacionalização do Girolando

O cruzamento entre as raças aumenta a produtividade, pois o animal holândes é exigente em relação ao clima, à temperatura e à alimentação, enquanto o Gir não apresenta as mesmas necessidades, mas perde em produtividade.

Publicado por: MilkPoint

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O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lacerda, afirmou que o cruzamento entre as raças aumenta a produtividade do gado, especialmente em climas tropicais. O Brasil exporta material genético do Girolando, com vendas recordes de sêmen e embriões. O país é autossuficiente em leite, com 80% da produção oriunda dessa raça. Minas Gerais concentra a maioria dos associados, e a raça se adapta bem a condições adversas, especialmente no Nordeste.
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lacerda, explica que o cruzamento entre as raças Gir e Holandesa resulta em animais mais produtivos e adaptados às condições tropicais. A combinação genética equilibra desempenho leiteiro com maior rusticidade, favorecendo a eficiência dos sistemas de produção em ambientes desafiadores.

Internacionalização do Girolando

Segundo o dirigente, o Brasil exporta material genético do Girolando para países tropicais com base em um programa genômico desenvolvido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Nesse programa, são mapeadas mais de 34 características da raça, incluindo produtividade, resistência ao carrapato e aspectos relacionados à emissão de metano.

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“No ano passado, batemos o recorde de vendas de sêmen de Girolando no Brasil, ultrapassando 1,3 milhão doses comercializadas. Da mesma forma, a comercialização de embriões cresce muito, o que agiliza o melhoramento genético. Junto às entidades, buscamos estabelecer protocolos com outros países para liberar exportações de material genético e de animais. As barreiras são difíceis e longas, mas o Brasil tem tudo para ser um grande exportador de genética e, quem sabe no futuro, de produtos lácteos. Queremos trabalhar muito na internacionalização do Girolando”, revelou. 

Autossuficiência

Alexandre destacou que o Brasil já é autossuficiente na produção nacional de leite: 80% do leite produzido no Brasil vêm da raça Girolando. Ele salientou que, em 2025, o animal, em média, produziu 7.500 kg de leite. 

“Evoluímos muito. Há 25 anos, a produção média no Brasil era de 1.700 kg por animal por lactação (que dura de 9 a 10 meses). Nos Estados Unidos, esse número é maior, então ainda temos espaço para crescer. O produtor trabalha muito, de sol a sol, pois a vaca não tira férias. Produzimos leite todo dia para alimentar a população com uma proteína essencial”, afirmou. 

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Ainda segundo o presidente, o girolando está em todo o Brasil. A associação tem 4,5 mil associados, com Minas Gerais concentrando 40% deles, além de crescimento nos mercados de Rondônia e do Nordeste.  “No Nordeste, o animal mostra sua rusticidade, sendo alimentado com palma (cacto) no sertão e produzindo muito leite mesmo em condições adversas. É uma raça eficiente e produtiva”, completou. 

As informações são do Correio Braziliense, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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Guilherme Koerich
GUILHERME KOERICH

CHOPINZINHO - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/05/2026

Qual a fonte desses 80% do leite brasileiro vindo da raça girolando? Na região sul a participação da raça é praticamente irrelevante, então certamente este número (80%) está extremamente fora da realidade
Qual a sua dúvida hoje?