Synlait e Nestlé firmam parceria com produtores para reduzir emissões de metano na Nova Zelândia

Uma nova parceria está ajudando produtores de leite da região de Canterbury, na Nova Zelândia, a adotar uma tecnologia que promete reduzir em mais de 90% as emissões de metano provenientes das lagoas de dejetos das fazendas.

Publicado por: MilkPoint

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Uma parceria entre 40 produtores de leite da Nova Zelândia, a processadora Synlait e a Nestlé visa reduzir em mais de 90% as emissões de metano de lagoas de dejetos. A iniciativa inclui o uso do EcoPond, tecnologia que diminui emissões e melhora a biodiversidade. Os produtores também plantarão 90 mil árvores nativas e utilizarão ferramentas digitais para aumentar a eficiência. Até agora, 75% das fazendas adotaram o EcoPond, resultando em uma redução de 2.500 toneladas de CO² equivalente.
Uma nova parceria está ajudando 40 produtores de leite da região de Canterbury, na Nova Zelândia, a adotar uma tecnologia que promete reduzir em mais de 90% as emissões de metano provenientes das lagoas de dejetos das fazendas.

Os produtores estão trabalhando com sua processadora, Synlait, e com a Nestlé, para reduzir emissões ao mesmo tempo em que melhoram a biodiversidade nas propriedades.

A parceria irá ampliar o uso de ferramentas digitais para aumentar a eficiência das fazendas, promover o plantio de até 90 mil árvores nativas e viabilizar a implementação inicial do EcoPond — uma inovação de Canterbury que reduz em mais de 90% as emissões de metano das lagoas de dejetos da pecuária leiteira.

Synlait e Nestlé firmam parceria com produtores para reduzir emissões na Nova Zelândia

O diretor de receita da Synlait, Hamish Yates, afirmou que o crescimento da parceria demonstra como empresas podem trabalhar juntas para gerar impacto real no planeta.

“O EcoPond é uma solução comprovada cientificamente e praticamente óbvia, e os ganhos de eficiência são impressionantes, mostrando que os produtores podem reduzir emissões enquanto mantêm e até melhoram a rentabilidade.”

Yates disse que foi “revelador” observar o nível de comprometimento da Nestlé em ajudar os produtores neozelandeses a reduzir suas emissões. “É uma abordagem guiada por valores que beneficia todos os envolvidos e o meio ambiente.”

A parceria também abriu oportunidades comerciais para a Synlait trabalhar com a Nestlé e está permitindo que os produtores melhorem seu desempenho ambiental. Além disso, ajudará ambas as empresas a atingirem suas metas de redução de emissões. Yates destacou que o EcoPond já está fazendo diferença.

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“Esse é um dos motivos pelos quais estamos entusiasmados com essa tecnologia: seu efeito é imediato. As fazendas já tratadas resultaram em uma redução de 2.500 toneladas de CO² equivalente, o que equivale a retirar cerca de 1.200 carros das ruas em menos de um ano.”

Enquanto isso, a Nestlé busca atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050 e reconhece a importância de reduzir as emissões no setor lácteo para alcançar esse objetivo.

A chefe global de sustentabilidade em nutrição da Nestlé, Katja Seidenschnur, afirmou que parcerias desse tipo são fundamentais para que todas as partes atinjam suas metas de emissões.

“Os laticínios estão no centro dos negócios da Nestlé e também no centro do nosso desafio climático. Reduzir emissões em escala exige parceria ao longo de toda a cadeia de valor e dentro das fazendas. Por isso, estamos trabalhando de perto com nossos fornecedores e produtores de leite para transformar ambição em ação, por meio de abordagens práticas voltadas ao clima, ao metano e à agricultura regenerativa.”

Os produtores têm a opção de escolher entre diferentes soluções para mitigação de emissões, adotando aquelas que melhor se adequam ao sistema de suas fazendas.

Entre as opções está o EcoPond, um serviço de tratamento simples e eficaz que reduz em mais de 90% as emissões de metano das lagoas de dejetos. Essa tecnologia central foi desenvolvida pela Lincoln University em parceria com a Ravensdown.

Esse processo de tratamento intercepta os resíduos efluentes enquanto eles se deslocam do galpão até a lagoa, onde um sistema automatizado em linha, geralmente controlado por uma unidade móvel de dosagem, adiciona uma quantidade pré-determinada de sulfato férrico. Esse composto altera o ambiente químico da lagoa, tornando-o inadequado para os microrganismos metanogênicos, reduzindo assim as emissões.

Todo o sistema opera de forma praticamente autônoma, exigindo pouca ou nenhuma intervenção dos funcionários da fazenda, com manutenções realizadas aproximadamente a cada seis semanas.

Synlait e Nestlé firmam parceria com produtores para reduzir emissões na Nova Zelândia

Os projetos de eficiência nas fazendas incluem o uso de uma ferramenta que cria um “gêmeo digital” da propriedade, permitindo comparar sustentabilidade, rentabilidade e produção com outras fazendas.

A ferramenta também permite simular o impacto de mudanças no manejo ou da adoção de novas tecnologias.

Ao todo, 90 mil árvores nativas serão plantadas nas propriedades ao longo dos próximos cinco anos, como parte do programa Whakapuawai da Synlait, que já distribuiu mais de 327 mil mudas nativas desde 2019. Até o momento, 75% das fazendas participantes da parceria optaram pelo EcoPond e estão entre as primeiras do país a adotar a tecnologia.

O gerente geral do EcoPond, Elliot Mercer, afirmou que o apoio da Synlait e da Nestlé foi crucial para viabilizar o desenvolvimento e a implementação da tecnologia. “Esse suporte ajudou a transformar a versão mais recente do EcoPond de um protótipo em uma solução que já está reduzindo emissões de metano nas fazendas da Nova Zelândia hoje. Estamos trabalhando para que o EcoPond seja oficialmente reconhecido como uma ferramenta aprovada de redução de metano no inventário de gases de efeito estufa do governo, o que seria um marco importante.”

As informações são do Farmers Weekly, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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