CCGL investe R$ 700 milhões na modernização do terminal graneleiro do Porto de Rio Grande

Modernização do terminal da CCGL em Rio Grande deve ser concluída em janeiro; veja o que falta.

Publicado por: MilkPoint

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As obras de modernização do terminal graneleiro da CCGL no Porto de Rio Grande, com investimento de R$ 700 milhões, estão quase concluídas e devem terminar em janeiro de 2027. O projeto visa aumentar a capacidade de movimentação de grãos e permitir a operação de navios maiores. A capacidade de expedição de grãos aumentará de 30 mil para 120 mil toneladas por dia. A modernização também deve gerar mais empregos e demanda por qualificação profissional.
As obras de modernização do terminal graneleiro da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) no Porto de Rio Grande entraram na reta final. Com investimento estimado em R$ 700 milhões, o projeto do Termasa tem previsão de conclusão em janeiro de 2027, três meses depois do prazo inicialmente previsto, que era outubro de 2026.

Figura 1

A modernização busca ampliar a capacidade de movimentação de grãos, atualizar a estrutura logística e permitir o atendimento a navios de maior porte. Conforme o cronograma apresentado pela CCGL, estruturas como o armazém e o prédio administrativo estão entre 76% e 99% concluídas, com entrega prevista para dezembro. O píer também está nessa faixa de execução e deve chegar a 100% em janeiro.

As obras começaram após os danos provocados pela colisão de um navio contra o píer do terminal, em 6 de maio de 2024, durante o período mais crítico das enchentes no Rio Grande do Sul. "Em 2024, o Termasa foi atingido pela colisão de um navio e, a partir daí, começamos o projeto para recolocá-lo em operação, mas aos moldes de 2026, aumentando sua capacidade de carregamento de navios, de recepção de caminhões e modernizando as instalações", afirma o vice-presidente da CCGL e dos terminais, Guillermo Dawson Júnior.

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A colisão comprometeu a estrutura e levou à paralisação das operações do terminal, que movimentava, em média, dois milhões de toneladas por ano. Durante o período, os cerca de 300 trabalhadores foram mantidos, com transferência das atividades para o Tergrasa, outro terminal da cooperativa. As etapas finais se concentram na conclusão das estruturas e dos sistemas logísticos. O projeto inclui ainda a instalação de cinco novos tombadores rodoviários, melhorias na logística ferroviária, uma nova subestação de energia e a modernização das instalações do terminal.

Capacidade de carregamento será quadruplicada

A principal mudança será na capacidade de expedição de grãos. Segundo os dados apresentados pela CCGL, o terminal passará de 30 mil para 120 mil toneladas por dia, com aumento da taxa de carregamento de 1,5 mil para seis mil toneladas por hora. Os indicadores consideram um dia operacional de 20 horas.

A ampliação também permitirá receber navios maiores. Antes da modernização, o Termasa atendia embarcações do tipo Panamax, com capacidade de até 60 mil toneladas. Após a conclusão do projeto, poderá operar com navios do tipo Capesize, de até 150 mil toneladas. A capacidade de descarga rodoviária passará de 12,6 mil para 48 mil toneladas por dia. Na operação ferroviária, a previsão é ampliar a descarga de seis mil para 12 mil toneladas diárias. Já a capacidade estática de armazenagem aumentará de 280 mil para 400 mil toneladas. A nova subestação de energia elevará a capacidade instalada de 13,6 mil para 69 mil quilowatts.

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O conjunto de melhorias busca aumentar a eficiência operacional, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a competitividade do agronegócio gaúcho no mercado internacional. "O Termasa torna-se e repete o pioneirismo de quando foi o primeiro terminal graneleiro a ser construído no Brasil. Retorna hoje com capacidade máxima para atender às necessidades do Estado do Rio Grande do Sul e de todos os produtores", afirma Dawson Júnior.

Ampliação deve aumentar demanda por profissionais

Com o aumento da capacidade operacional, a expectativa da CCGL é fortalecer o Porto do Rio Grande como corredor de exportação de soja. A expansão também deve ampliar o número de trabalhadores envolvidos nas operações e a demanda por qualificação profissional. "Essa operação do terminal também aumentará o número de pessoas que vão estar trabalhando aqui. Isso também traz a necessidade de qualificação dos profissionais que virão trabalhar nos terminais", projeta Dawson Júnior.

A unidade de logística da CCGL é responsável pela operação dos terminais graneleiros Termasa-Tergrasa no Porto do Rio Grande. A cooperativa central reúne 28 cooperativas associadas, que representam 171 mil produtores.

As informações são da Gaúcha ZH, adaptadas pela Equipe MilkPoint. 

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