O melhoramento genético do rebanho leiteiro como estratégia para ampliar a produtividade, aumentar a renda e estimular a permanência das famílias no campo foi tema da primeira apresentação técnica da manhã no Milk Summit Mercosul, em Ijuí, Rio Grande do Sul.
Os secretários municipais da Agricultura das cidades gaúchas de Panambi, Hugo Hartemink, e de Novo Xingu, Sérgio Celso Tasso, apresentaram experiências dos dois municípios aos mais de 750 participantes do evento. “São iniciativas que podem ser replicadas pelas administrações municipais como estratégia para fortalecer quem está na atividade leiteira, garantindo ampliação da renda e desenvolvimento para as comunidades beneficiadas”, assinalou Darlan Palharini, coordenador do Milk Summit Mercosul 2026 e secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).
Foto: Jardine Comunicação / Carolina Jardine
Em Panambi, o programa de melhoramento genético começou em 2022 e busca elevar a qualidade do rebanho e ampliar a renda dos 70 produtores que integram a inciativa. Até o momento, 211 fêmeas foram inseminadas. O trabalho começa com o mapeamento genético dos animais, a partir da coleta de amostras encaminhadas para análise nos Estados Unidos.
Os resultados permitem identificar características genéticas e selecionar o sêmen mais adequado para cada animal. “Com o melhoramento genético, é possível produzir um volume maior de leite por animal, aumentando a produção”, destacou Hugo Hartemink. Segundo o secretário, outra vantagem é a otimização do trabalho, reduzindo a mão de obra.
A tecnologia também é vista como um caminho para aproximar os jovens da produção rural. “Hoje, os jovens buscam trabalhar com tecnologia e não querem depender exclusivamente de atividades que exigem esforço físico intenso. O programa de melhoramento genético oferece justamente essa possibilidade de incorporar inovação à produção rural”, afirmou. O município pretende ampliar o trabalho para o gado de corte, com o objetivo de melhorar o potencial produtivo dos animais.
Foto: Jardine Comunicação / Carolina Jardine
Já em Novo Xingu, o programa municipal de melhoramento genético funciona desde 2002 e integra uma política ampla de apoio à atividade rural. O município oferece inseminação artificial gratuita, realizada por quatro técnicos da prefeitura, além de custear o transporte, o armazenamento do sêmen e os materiais utilizados no procedimento.
A proposta é ampliar o acesso às tecnologias de reprodução e seleção genética, especialmente para pequenos produtores. “Se nós investimos em melhoramento genético, precisamos também dar suporte ao nosso produtor e à nossa produtora”, ressaltou Sérgio Celso Tasso ao acrescentar que o incentivo à genética precisa estar acompanhado de assistência técnica.
As informações são do Sindilat.
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