MDA estuda compra de leite em pó de cooperativas

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) negocia a possibilidade de comprar leite em pó das cooperativas que vendem leite cru refrigerado no mercado spot por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da mesma forma que ocorreu no segundo semestre de 2008. A ideia é que as cooperativas terceirizem o processo de secagem do leite e, dessa forma, possam vender o leite em pó para o PAA na modalidade compra direta ou se capitalizem na modalidade formação de estoques.

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O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) negocia a possibilidade de comprar leite em pó das cooperativas que vendem leite cru refrigerado no mercado spot por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da mesma forma que ocorreu no segundo semestre de 2008. A ideia é que as cooperativas terceirizem o processo de secagem do leite e, dessa forma, possam vender o leite em pó para o PAA na modalidade compra direta ou se capitalizem na modalidade formação de estoques. Com esta medida, a intenção é evitar a queda de preço ao produtor. A iniciativa abrangerá, em um primeiro momento, os estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Segundo o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Arnoldo de Campos, a preocupação dos agricultores não é em vão, afinal, houve uma queda expressiva nos preços pagos ao produtor no mesmo período do ano passado. A média nacional caiu de R$ 0,76 em junho para R$ 0,59 em dezembro de 2008, o que representou uma diminuição de 22%, tendo sido ainda mais expressiva em alguns Estados como Goiás, por exemplo, onde a queda foi de 27%.

Campos explica que é observada uma tendência de volta da queda, já havendo uma redução significativa dos preços desde o final de julho de 2009 nos quatro estados (Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul). "Diante disso, o Ministério iniciou uma discussão com cooperativas desses quatro estados para verificar a real necessidade de uma intervenção do governo federal, por meio da compra institucional de leite em pó", afirma.

O diretor destaca que esta ação está inserida no âmbito da Política Setorial do Leite (PSL) do MDA, que tem como objetivo ampliar e qualificar a participação das famílias agricultoras na cadeia produtiva do leite e derivados. A Política está sendo implementada por meio de ações específicas para cada região do País nas áreas de crédito, seguro de renda, apoio à comercialização, assistência técnica e extensão rural, capacitação de técnicos, agricultores e lideranças, além de ações no mercado internacional.

As informações são do MDA, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
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Moacy Guilherme Botelho Coelho
MOACY GUILHERME BOTELHO COELHO

PINHEIROS - ESPÍRITO SANTO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 16/09/2009

Ótima notícia é o que torcemos que aconteça! Pois não temos mais fôlego. Agora é só dar uma controlada nesta desenfreada importação, e podemos programar nossa produção. Sei que o pessoal do MDA, sabe da capacidade de produção dos nossos produtores, mas não custa lembrá-los, que no norte do Esp. Santo, já tem produtores com 110 litros de leite hectare dia! ou seja: 39.600 litros hectare ano. Isto é produção de primeiro mundo. Já pensou expandir-mos isso a nível de Brasil! Haja mundo para consumir nossos produtos, não acha!

O que estamos precisando com urgência também! É a normativa entrar de vez. Pois todo leite que for captado, pode ir para o consumo interno e para exportação! Sem nenhuma retaliação por conta de países chamados desenvolvidos. Nós estamos aptos e prontos para produzir o que as "nações" mais precisa. ALIMENTOS COM QUALIDADE E QUANTIDADE QUE O SER HUMANO PRECISA

MOACY BOTELHO
Ivon Correa
IVON CORREA

ANÁPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/09/2009

Antes tarde do que nunca!
O produtor goiano encontra-se asfixiado, suas contas não fecham, a preocupação é constante. Entra ano e sai ano e a historia se repete: esperam que o produtor esteja agonizando para esboçarem alguma ajuda.
Não queremos ajuda, queremos ter a traquilidade para planejar o futuro e nas atuais regras, ou falta delas, estamos apenas nos movendo sobre areia movediça.
Dentro do agronegócio somos dos maiores geradores de emprego e vetores de fixação do homem no campo. Quando será que nossos governantes vão enxergar isso? Mexam-se!
Qual a sua dúvida hoje?