Mais leite, menos desafios

O prejuízo da lactação pode começar antes mesmo do parto. No período de transição, queda de consumo, vacas debilitadas e maior risco de doenças metabólicas podem comprometer produção, reprodução e rentabilidade. Entenda por que o pré e o pós-parto exigem atenção especial e como decisões simples de manejo podem fazer diferença no resultado do rebanho. Na fazenda prevenir custa menos do que corrigir

Publicado por: MilkPoint

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O período de transição é uma das fases mais críticas da pecuária leiteira, compreendendo as três semanas antes e as três semanas após o parto. Nesse intervalo, a vaca passa por intensas adaptações hormonais, metabólicas e fisiológicas, saindo do estado gestacional para o início da lactação. Essa mudança brusca aumenta significativamente a demanda por energia, minerais e nutrientes, ao mesmo tempo em que ocorre redução no consumo de matéria seca, favorecendo o balanço energético negativo e predispondo o animal a diversas doenças metabólicas e infecciosas.

Entre as principais enfermidades associadas a esse período estão a hipocalcemia, cetose, deslocamento de abomaso, retenção de placenta e redução da imunidade, além de impactos diretos na produção de leite e na eficiência reprodutiva. Nesse cenário, estratégias isoladas de manejo muitas vezes não são suficientes, tornando essencial a adoção de protocolos integrados que combinem nutrição, suporte metabólico e sanidade.

O manejo adequado continua sendo a base do sistema, com atenção especial ao escore de condição corporal, conforto animal e formulação de dietas que favoreçam o consumo de matéria seca e reduzam o impacto do balanço energético negativo. No entanto, mesmo com boas práticas nutricionais, o desafio fisiológico do periparto exige suporte adicional para otimizar a resposta metabólica e imunológica das vacas.

Dentro dessa abordagem integrada, o suporte mineral desempenha papel fundamental no momento do parto e do início da lactação, especialmente no metabolismo de cálcio, fósforo e magnésio, diretamente relacionados à contração muscular, função neuromuscular e início adequado da produção de leite.

Nesse contexto, o CALCIOFarm MIX PRO atua como um suplemento injetável à base de cálcio, fósforo e magnésio, associado a vitaminas essenciais como A, D3, E, B12 e minerais como zinco e selênio, auxiliando na manutenção do equilíbrio mineral e no suporte fisiológico durante o período de maior exigência metabólica. O C-M-22 é um estimulante orgânico à base de borogluconato de cálcio, magnésio, glicose, cafeína e vitamina B12 indicado em casos de hipocalcemia, hipomagnesemia de vacas, na tetania de transporte, tetania de pastagens, tetania dos bezerros, febre do leite e acetonemia.

Além do suporte mineral, o pós-parto exige atenção especial à recuperação metabólica e ao estímulo das funções orgânicas, uma vez que a vaca se encontra em intensa mobilização energética. O ORGANOVIT é composto por vitaminas, aminoácidos essenciais e minerais, atuando como suporte ao metabolismo hepático, energético e imunológico, contribuindo para melhor recuperação pós-parto, manutenção do apetite e maior eficiência produtiva no início da lactação.

Outro ponto crítico no desempenho do rebanho leiteiro é o controle de parasitas internos e externos, que afetam silenciosamente a produtividade, a conversão alimentar, a imunidade e a eficiência reprodutiva das vacas. O controle inadequado dessas infestações resulta em perdas econômicas importantes, muitas vezes subestimadas dentro dos sistemas de produção.

Nesse cenário, o EPREMIUM5%, à base de eprinomectina 5%, atua como um endectocida indicado para o controle de parasitas gastrointestinais e ectoparasitas em bovinos, com destaque para carrapatos, bernes e mosca-dos-chifres. Seu principal diferencial é o fato de permitir o tratamento de vacas em lactação sem necessidade de descarte de leite, o que representa uma importante vantagem econômica e operacional para o produtor.

Dessa forma, a eficiência do período de transição não depende apenas de um fator isolado, mas sim da integração entre manejo, suporte metabólico e controle sanitário. Protocolos estruturados e bem planejados permitem reduzir a incidência de doenças, melhorar a adaptação fisiológica no início da lactação e aumentar a produtividade e a rentabilidade do sistema leiteiro como um todo, reforçando a importância de estratégias completas no portfólio de soluções aplicadas à pecuária moderna.

 

 

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