Conab e Dieese apontam nova alta da cesta básica com leite integral em alta nas 27 cidades do Brasil

Custo da cesta básica de alimentos teve alta nas 27 capitais na variação entre março e abril, como mostra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos; já se considerarmos os últimos 12 meses, o preço registrou queda em nove das capitais pesquisadas.

Publicado por: MilkPoint

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A Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pela Conab e Dieese, mostra que o custo da cesta aumentou em todas as 27 capitais brasileiras em abril de 2026. As principais altas foram observadas em Porto Velho, Fortaleza e Cuiabá. O leite, batata e tomate tiveram aumentos de preço, enquanto o café apresentou queda em 22 cidades. Entre abril de 2025 e abril de 2026, 18 capitais tiveram aumento nos custos da cesta. A coleta de dados foi ampliada, reforçando políticas de segurança alimentar.
A edição de maio da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos já está disponível. Divulgado nesta última segunda-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o levantamento indica que o custo da cesta ficou maior no mês passado em relação a março deste ano nas 27 capitais brasileiras.

De acordo com análise da Superintendência de Gestão da Oferta da Companhia, as variações de preços dos combustíveis, consequência da guerra entre Irã e Estados Unidos, também trazem impactos nos preços dos produtos no varejo.  “No entanto, essa influência varia de acordo com a cadeia produtiva a ser analisada. Cada setor tem suas particularidades e a influência que os combustíveis exercem na composição dos preços pode variar. Ainda assim, foi verificado aumento no custo nas operações de remoção dos produtos”, explica o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Companhia, Gabriel Rabello.

O estudo também mostra que ao considerarmos o período de abril de 2025 a abril de 2026, o preço do conjunto de alimentos básicos caiu em 9 das capitais pesquisadas. Já na análise mensal, entre março e abril deste ano, as principais altas ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%). Ainda assim, São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 906,14), seguida por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).

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Dentre os produtos analisados, o leite integral registrou variação positiva em todas as 27 cidades. De acordo com a pesquisa, a redução da oferta no campo, devido à entressafra, elevou os preços dos derivados lácteos. O preço da batata também aumentou em todas as cidades do Centro-Sul, onde as cotações do alimento são pesquisadas, e a restrição de oferta do tubérculo pelo final da safra explica a elevação verificada no varejo.

O valor médio de comercialização do feijão no varejo ficou mais elevado em 26 cidades, registrando queda apenas em Belo Horizonte (-1,07%). A demanda sustentou o preço do feijão carioca e impactou também o valor comercializado do grão preto. No caso do tomate, o aumento foi verificado em 25 cidades, com taxas entre 1,75%, em Recife, e 25,58%, em Fortaleza. Assim como para a batata, a menor quantidade de tomate no mercado, influenciada pelo período de entressafra, reflete em cotações mais elevadas. 

O quilo do pão francês e o preço da carne bovina de primeira subiram em 22 capitais pesquisadas. O trigo em grão seguiu com oferta restrita e alta demanda, o que provocou aumento do custo das farinhas, refletindo nos valores praticados para o pão. Já para as carnes, as altas no varejo foram sustentadas pela demanda aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate. Mesmo com o início da colheita do grão, a Conab e o Dieese também verificaram alta nos preços do arroz em 21 cidades, uma vez que o orizicultor disponibilizou poucos lotes de arroz para venda, à espera de melhores preços, o que diminuiu o volume comercializado.

Por outro lado, o valor do quilo do café em pó ficou menor em 22 das 27 cidades, com as reduções mais expressivas em Cuiabá, -4,56% e Rio Branco, -3,80%. A proximidade da safra, o menor volume exportado e as incertezas mundiais reduziram os preços do grão também no varejo.

Análise dos últimos doze meses

A pesquisa também mostra que entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta ficou maior em 18 capitais e menor em outras nove. As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já as quedas variaram entre -4,84%, em São Luís, e -0,34%, em São Paulo. Dentre os produtos analisados, os preços do arroz e do açúcar caíram em todas as praças pesquisadas nos últimos 12 meses. No caso do café e da manteiga, a queda foi registrada em 24 das 27 capitais. 

Parceria Conab e Dieese

A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Para acessar informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais, consulte a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente aos preços praticados em abril de 2026 no site da Conab e no portal do Dieese.

As informações são da Assessoria de Imprensa da Conab.

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