Vazio forrageiro eleva custos, mas chuvas ajudam a sustentar a produção de leite no RS

O vazio forrageiro segue pressionando os sistemas de produção, levando os produtores a intensificarem o uso de suplementação, principalmente com silagem, para manter os níveis produtivos. Essa estratégia, embora necessária, eleva os custos. Por outro lado, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das pastagens de inverno, permitindo o início do pastejo em diversas regiões.

Publicado por: MilkPoint

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O vazio forrageiro impacta a produção leiteira no Rio Grande do Sul, levando produtores a aumentar a suplementação com silagem, o que eleva os custos. Recentes chuvas melhoraram as pastagens, permitindo o início do pastejo. A produção varia por região: em Bagé, há leve recuperação; em Caxias do Sul, a produção é estável; em Erechim, o uso de silagem e concentrados aumenta. Apesar de boas condições gerais, a umidade traz desafios sanitários. No geral, o bem-estar animal é favorecido, mas os custos permanecem altos.
O vazio forrageiro segue pressionando os sistemas de produção leiteiros, levando os produtores de leite gaúchos a intensificarem o uso de suplementação, principalmente com silagem, para manter os níveis produtivos. Essa estratégia, embora necessária, eleva os custos. Por outro lado, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das pastagens de inverno, permitindo o início do pastejo em diversas regiões.

Na região de Bagé, após uma queda significativa na produção em abril, já se observa leve recuperação na Campanha gaúcha. Esse movimento está associado ao aumento da oferta de pastagens de aveia, que contribuem com volume e qualidade na dieta das vacas. Com isso, foi possível reduzir parcialmente o uso de silagem — importante considerando que os estoques foram bastante utilizados em abril e ainda serão necessários nos próximos meses. As condições climáticas também favoreceram a qualidade do leite, com baixa contagem bacteriana e níveis adequados de sólidos, garantindo bonificações no preço.

Em Caxias do Sul, a produção se mantém estável, sustentada pela suplementação com silagem de milho. Os animais apresentam boa condição corporal, beneficiados pelas temperaturas mais amenas. O estado sanitário é adequado, apesar de alguns casos de mastite e presença de ectoparasitas, que estão sendo controlados. Sistemas confinados e semiconfinados utilizam feno, pré-secado e silagem, enquanto propriedades a pasto também recorrem à silagem como complemento. A qualidade do leite permanece dentro dos padrões exigidos.

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Na região de Erechim, os rebanhos seguem em boas condições gerais. Produtores têm reduzido o acesso ao pasto e ampliado o uso de silagem e concentrados. Em sistemas confinados, há maior conforto térmico, mas também maior incidência de problemas de casco e lesões, especialmente em free stall. A umidade elevada aumenta os desafios sanitários, com maior risco de mastite e lesões.

Em Frederico Westphalen, a situação das pastagens é variável: algumas áreas preocupam, enquanto outras apresentam boa oferta, favorecida pelas chuvas. O clima mais ameno contribui para o bem-estar animal. Na região de Ijuí, a produção está estável, com melhora na qualidade do leite devido à redução de casos de leite instável não ácido (LINA). No entanto, a alta umidade tem causado mais barro, dificultando a higiene durante a ordenha.

Em Passo Fundo, houve intensificação do uso de silagem para compensar a menor oferta de pasto. O rebanho apresenta boa condição corporal e produtividade. Também foi registrada redução na incidência de moscas e carrapatos, além do início do pastejo de aveia e azevém.

Na região de Pelotas, há tendência de estabilidade ou leve queda na produção, influenciada pelo vazio forrageiro e pela sazonalidade. Do ponto de vista sanitário, há presença de carrapatos, moscas e risco de tristeza parasitária bovina. Em Porto Alegre, os rebanhos mantêm boas condições nutricionais graças à suplementação. No entanto, a infestação por carrapatos continua elevada, exigindo atenção constante.

Na região de Santa Maria, as condições nutricionais são adequadas, mas o fim do ciclo das pastagens de verão tem reduzido a produção e o escore corporal, podendo elevar custos com suplementação. O controle de moscas e carrapatos segue em andamento.

Em Santa Rosa, aumentou o uso de silagem, feno, pré-secado e concentrados para sustentar a produção. A sanidade continua sendo monitorada, com foco no controle de carrapatos e prevenção da tristeza parasitária. A qualidade do leite é, em geral, satisfatória, com bons índices de contagem bacteriana. Porém, há maior dificuldade em manter a contagem de células somáticas dentro dos padrões, exigindo maior atenção ao manejo e à rotina de ordenha.

De forma geral, as condições climáticas têm favorecido o bem-estar animal, mas o período de transição entre pastagens segue elevando os custos de produção.

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As informações são do Informativo Conjuntural da Emater/RS, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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