Inteligência artificial deve impulsionar nova fase da cadeia leiteira no Rio Grande do Sul

Especialistas apontam a inteligência artificial como aliada para uma nova fase da cadeia leiteira no RS. Investimentos em tecnologia e pesquisa buscam ampliar a produtividade, melhorar a qualidade do leite e fortalecer a renda dos produtores, com monitoramento desde a fazenda até o consumidor.

Publicado por: MilkPoint

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Especialistas discutem o futuro da cadeia leiteira no painel Conecta GZH, destacando a importância da inteligência artificial para melhorar a qualidade do leite no Rio Grande do Sul. A UPF investiu R$ 2,8 milhões em equipamentos para análises de leite e reprodução animal, visando estruturar um centro de inteligência artificial. Apesar da redução no número de produtores, os que permanecem investem em tecnologia para aumentar a produtividade. A Emater apoia os produtores, buscando melhores condições de mercado.
O futuro da cadeia leiteira deve ter a inteligência artificial como aliada. É o que apontam os especialistas do setor que participaram do painel Conecta GZH, nesta última quarta-feira (11) na Expodireto, em Não-Me-Toque.

Com o tema "Do campo ao consumidor: como a tecnologia pode elevar a qualidade do leite gaúcho", o debate contou com a presença do professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Carlos Bondan, do presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, e do gerente de prestação de serviços da UPF, Clóvis Tadeu Alves. 

Conforme Bondan, a metade norte do Estado é responsável pela maior produtividade de leite do RS, com 70% do volume total. Nesse contexto, a UPF investiu aproximadamente R$ 2,8 milhões para a aquisição de equipamentos que permitem análises mais completas e ágeis do leite e da reprodução animal.

"A atividade leiteira é uma das que tem o maior potencial de geração de recursos financeiros e de distribuí-los dentro de uma cidade e região. Diante disto, a UPF criou o laboratório do leite e queremos dar um novo passo com outros equipamentos", explicou.

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A partir desses investimentos, a universidade pretende estruturar um centro de inteligência artificial para monitorar a qualidade do leite em todas as etapas produtivas — desde a fazenda até o consumo final.

"Nosso objetivo é tornar o RS o Estado que mais produz leite no Brasil" projeta o professor.

Inteligência artificial deve impulsionar nova fase da cadeia leiteira no RS

Produtores investem em tecnologia

Um acompanhamento feito pela UPF mostra que, desde 1997, o setor leiteiro tem apresentado redução no número de produtores. Porém, segundo o gerente de prestação de serviços da universidade, quem fica na área investe em mais animais, focando no aumento da produtividade.

"Nas últimas décadas, tivemos exclusão de produtores, mas inclusão de animais. Ou seja, para se manter nessa cadeia, tem que ter volume de produtividade. Quem fica na atividade tem alto volume e consegue controlar o custo" pontuou Clóvis Tadeu Alves. 

Neste cenário, o apoio ao produtor prestado pela Emater é essencial. De acordo com o presidente da entidade, o trabalho desenvolvido acompanha de perto as pesquisas e extensões das universidades.

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"Passamos por uma crise aprofundada pelo preço do leite. A Emater tem trabalhado junto para que o produtor se mantenha estruturado. Para que, no futuro, encontremos melhores condições de preço, valorização do produto e capacidade de produção quando o mercado assim oferecer" destacou Claudinei Baldissera.

Entre as apostas a longo prazo estão os equipamentos modernos para análise de leite e o sistema de análise espermática, ideal para pesquisas sobre reprodução animal. Essas tecnologias têm potencial de aumentar a produtividade e, consequentemente, a renda.

"Sempre que surge uma tecnologia, o produtor vai ter que fazer o investimento", resume o gerente de prestação de serviços da UPF.

As informações são do GZH, adaptadas pela equipe Milkpoint.

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