Setor leiteiro do Paraná planeja ações para aumentar competitividade e exportações

Iniciativa liderada por Ocepar e Sindileite/PR busca alinhar produtores, indústrias e pesquisa para fortalecer o mercado e ampliar as exportações paranaenses.

Publicado por: MilkPoint

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Representantes da cadeia produtiva do leite no Paraná se reuniram para discutir o Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite. O grupo abordou produção, mercado e indústria, buscando convergência de ações. Um panorama da cadeia leiteira no Brasil foi apresentado, destacando a necessidade de valorização dos sólidos do leite e oportunidades no mercado de queijos. O próximo passo é elaborar um esboço do plano e coletar sugestões para o texto final.

Representantes de entidades ligadas à cadeia produtiva do leite no Paraná estiveram reunidos na sede da Ocepar, em Curitiba, para a 4ª reunião do Grupo Técnico responsável pela elaboração do Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná (PDCL). "Em nossas reuniões temos trabalhado alguns eixos. O primeiro foi o da produção, o segundo o do mercado e agora tratamos da indústria", salientou Elias Zydek, que coordena o grupo. Ele preside o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite/PR) e está à frente da Frimesa Cooperativa Central.

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Em razão do tema, representantes de indústrias de laticínios e produtos derivados do estado foram convidados a apresentar as respectivas empresas e apontar os desafios enfrentados por cada uma delas. O analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar e coordenador técnico do GT, Alexandre Monteiro, disse que o objetivo é a construção de um plano orientador da cadeia leiteira. “Reunimos as entidades para construir essa bússola a quatro mãos, a ideia não é inventar necessariamente coisas novas, apesar de algumas coisas novas terem surgido nas últimas reuniões, mas queremos convergência, convergir as ações, tentar somar aquilo que a gente tem discutido para a cadeia do leite”, ressaltou.

Panorama leiteiro    

O convidado para falar de forma online foi o engenheiro agrônomo Valter Galan, da MilkPoint Ventures e MilkPoint Mercado. Ele apresentou um panorama da cadeia leiteira no Brasil, que mostrava, em 1990, a região Sudeste com 47,8% da produção, o Sul com 22,5%, o Nordeste com 14,1%, o Centro-Oeste com 11,7% e o Norte com 3,8%. Esse perfil se alterou e, em 2024, o Sul passou a ter 33,6%, o Sudeste, 33%, o Nordeste, 17,8%, o Centro-Oeste, 10,7% e o Norte, 4,9%. O Paraná, com 13% da produção, fica atrás de Minas Gerais, que produz 27%.

Indústria discute formulação de Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná

Foto: Sistema Ocepar

Galan acentuou que há margem para o Brasil melhorar o preço de seus produtos, valorizando os sólidos do leite, principalmente os teores de proteína e gordura. Os percentuais desses sólidos permanecem basicamente os mesmos que se tinha há 20 anos. Para ele, esse é um desafio que se apresenta ao mercado como um todo, em que produtores e industriais estão entre os principais personagens. “Não é falta de tecnologia ou sinalização sobre o que se quer em qualidade do leite, mas é um dos grandes desafios em que o mercado precisa agir junto”, disse.

Ele apresentou alguns nichos que podem ser explorados pela cadeia. Entre eles, o mercado de queijos é uma das oportunidades. Os dados apontam que o consumo por pessoa na França é de 21,7 quilos de queijo por ano, nos Estados Unidos fica em 19,1 quilos e na Argentina, em 12 quilos. Enquanto isso, o Brasil consome 6,5 quilos. Se o Brasil se propuser a igualar o consumo da Argentina, isso exigirá mais 11 bilhões de litros de leite ao ano. “É um grande mercado”, afirmou.

Indústria discute formulação de Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná

Foto: Sistema Ocepar

Plano

O coordenador do Grupo Técnico, Elias Zydek, disse que o próximo passo é preparar o esboço do Plano de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Paraná e convocar um foro com todos os atores da cadeia para coletar novas sugestões para o texto final, que seja defendido por todos. “O plano precisa ser apresentado como trabalho da cadeia produtiva e que sirva de diretriz para os órgãos que coordenam a produção, os que fiscalizam, os que atuam nas pesquisas e para as indústrias otimizarem os ativos”, destacou. “Queremos que a cadeia leiteira do Paraná seja competitiva e tenha competência para exportar cada vez mais.”

As informações são do Sistema Ocepar, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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