Esta é a primeira medição realizada pela consultoria após a quebra da patente da semaglutida no Brasil e traz um retrato inicial da categoria entre consumidores de maior poder aquisitivo, em um cenário de alto conhecimento, interesse e transformação do ambiente competitivo.
“Os resultados reforçam a relevância que os GLP-1 já conquistaram entre os consumidores das classes A e B. É um público com maior capacidade de acesso à categoria e que nos ajuda a observar tendências que podem ganhar novas dimensões conforme esse mercado evolui. Para a Worldpanel, esse acompanhamento também complementa as análises que já fazemos sobre os reflexos desse comportamento nas escolhas de consumo e na dinâmica das cestas”, afirma Rafael Couto, Diretor de Advanced Analytics da Worldpanel by Numerator Brasil.
Conhecimento chega a 96,7% e intenção sinaliza potencial de expansão
O conhecimento sobre a categoria é praticamente universal entre os consumidores das classes AB: 96,7% afirmam conhecer as canetas para perda de peso.
Além disso, 9,5% dizem que alguém em seu domicílio considera começar a utilizar esses medicamentos. Entre esse grupo, 58,2% classificam como alta ou muito alta a probabilidade de iniciar o uso nos próximos seis meses – 31,1% consideram a probabilidade muito alta e 27%, alta.
“Temos uma categoria que já alcançou um nível muito elevado de conhecimento e que ainda apresenta um contingente relevante de potenciais novos usuários. Como esta é uma leitura inicial após uma mudança importante no ambiente competitivo, as próximas medições serão fundamentais para entendermos o ritmo dessa evolução e como ela se manifesta no comportamento do consumidor”, explica Couto.
Mounjaro lidera entre as marcas mencionadas
Entre os respondentes das classes A e B que afirmam que alguém no domicílio utiliza ou já utilizou esses medicamentos, Mounjaro é a marca mais mencionada, com 41,3%, seguido por Ozempic (28,7%) e Wegovy (10,1%). Outras marcas mencionadas são Victoza (5,7%), Saxenda (4,9%), Trulicity (4,5%), Rybelsus (2,8%) e Zepbound (2,4%).
A medição ocorre em um momento de transformação do mercado, após a quebra da patente da semaglutida no Brasil. A mudança adiciona um novo elemento ao ambiente competitivo, ao lado da presença de diferentes marcas e princípios ativos e do elevado interesse dos consumidores pela categoria.
Farmácias brasileiras são o principal canal de acesso
As farmácias no Brasil aparecem como o principal meio de obtenção entre os consumidores das classes A e B que reportam uso atual ou passado: 49,8% afirmam que o medicamento foi comprado nesse canal.
Outros 30,4% dizem que o produto foi adquirido ou recebido por meio de amigos, familiares ou conhecidos. Compras em farmácias durante viagens internacionais representam 8,5% das respostas, enquanto 7,3% mencionam compras pela internet.
“Estamos diante de um mercado que muda rapidamente, tanto do ponto de vista da oferta quanto do consumidor. Por isso, mais importante do que atribuir esse movimento a um único fator é acompanhar sua evolução. A continuidade das medições vai nos ajudar a entender como acesso, marcas e intenção de uso se transformam nesse novo cenário”, conclui Couto.
Sobre o estudo
Os dados fazem parte de um levantamento inicial da Worldpanel by Numerator, realizado entre julho e agosto de 2026 com 1.282 respondentes das classes A e B no Brasil. Esta é a primeira medição da consultoria sobre a categoria após a quebra da patente da semaglutida no país. A pesquisa investiga conhecimento, presença atual e passada nos domicílios, intenção de uso, marcas e formas de obtenção de medicamentos injetáveis e canetas para perda de peso. Os resultados apresentados neste comunicado referem-se exclusivamente ao recorte de consumidores das classes A e B.
As informações são da Worldpanel by Numerator, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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