Chuvas extremas atingem o país: estragos no fim de semana e como ficará o clima

Vendavais que ultrapassaram a marca dos 100 km/h deixaram um morto no interior paulista e comprometeram a infraestrutura no Sul, enquanto a instabilidade meteorológica avança para outras regiões ao longo da semana.

Publicado por: MilkPoint

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Ventos extremos e chuvas intensas causaram destruição em várias regiões do Brasil no fim de semana. Em Araçatuba, SP, rajadas de 112 km/h resultaram na morte de um servidor público e danos a um supermercado. Outros municípios paulistas enfrentaram colapsos estruturais e destelhamentos. No Paraná, ventos de até 140 km/h causaram apagões e danos em várias cidades. Minas Gerais registrou inundações. Previsões indicam continuidade de chuvas fortes, especialmente no Sudeste e Sul, enquanto o Nordeste enfrenta ar seco.
Ventos extremos e chuvas volumosas marcaram o fim de semana em diversas regiões brasileiras, deixando rastros de destruição e vítimas. Em Araçatuba, no interior paulista, as rajadas chegaram a 112 km/h e provocaram o desabamento de parte do teto de um supermercado. Cinco pessoas foram retiradas dos escombros pelo Corpo de Bombeiros, sendo confirmada a morte de um servidor público municipal de 54 anos. 

Outros municípios do estado de São Paulo enfrentaram emergências estruturais devido à tempestade. Votuporanga registrou o colapso de parte da estrutura em construção do Hospital Materno-Infantil, afetando setores administrativos e ambulatoriais. Em Presidente Prudente, a força do vento arrancou a cobertura de uma escola municipal. Situações semelhantes ocorreram em Cândido Mota, Flora Rica e Junqueirópolis, onde houve destelhamentos de dezenas de residências, além de danos à rede elétrica, com a interrupção no fornecimento de energia e bloqueios parciais em rodovias estaduais.

Chuvas extremas atingem o país: estragos no fim de semana e a como ficará o clima

Foto: Arquivo pessoal

Mais ao sul do país, o cenário de destruição foi agravado por correntes de ar que alcançaram 140 km/h em Nova Prata do Iguaçu, no Paraná. Cascavel, Laranjeiras do Sul e Foz do Iguaçu figuraram entre as cidades mais castigadas, com o colapso de uma marquise metálica de supermercado na região central de Laranjeiras do Sul e a queda de uma torre de transmissão de rádio em Assis Chateaubriand. Segundo dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel), os desligamentos afetaram 308,7 mil unidades no estado, concentrando o maior volume na região Sudoeste (91,6 mil), seguida pelo Oeste (64,8 mil) e Norte (52,6 mil). Londrina destacou-se como o município com mais clientes sem luz, somando 22,2 mil interrupções. 

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Minas Gerais sentiu igualmente os reflexos dessa frente de instabilidade, com destaque para a cidade de Montes Claros, onde os bombeiros atenderam 21 chamados associados a inundações, desabamentos e queda de granizo. A força da água destruiu parte do muro e alagou as instalações de uma escola local. Durante os trabalhos de resgate, as equipes ainda precisaram socorrer uma pessoa que havia ficado ilhada em meio à inundação.

Como ficará o clima do Brasil durante a semana

Para os próximos dias, as previsões indicam a persistência de condições adversas, começando pela região Sudeste. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a formação de um novo sistema de baixa pressão próximo à costa mantém o risco elevado de chuvas fortes, raios e ventanias, especialmente em áreas como o Triângulo Mineiro e o sul fluminense.

No Sul do Brasil, a influência do fenômeno El Niño propicia um excesso histórico de precipitações, com modelos apontando que algumas localidades paranaenses podem acumular entre 100 e 200 milímetros de chuva (dobro da média histórica para todo o mês de outubro) em apenas uma semana. O Paraná segue sob alerta de perigo extremo para temporais, enquanto o Rio Grande do Sul intercala momentos de instabilidade severa com o avanço de uma massa de ar polar, garantindo temperaturas amenas em meio aos temporais sucessivos.

Avançando pelo território nacional, a região Centro-Oeste concentra suas maiores preocupações no estado de Mato Grosso do Sul, onde a combinação de aquecimento térmico e umidade gera previsão de acumulados hídricos, principalmente na faixa oeste e sul. Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal também lidarão com pancadas isoladas de chuva forte associadas ao calor.

Em contraste, o Nordeste brasileiro continuará sob forte domínio de uma massa de ar seco, registrando índices de umidade relativa bastante baixos (entre 12% e 20%) no interior do Piauí, Maranhão e Bahia, com chuvas passageiras restritas à faixa litorânea. Por fim, a região Norte apresenta instabilidades concentradas no Amazonas, Acre e Rondônia, enquanto o Pará e o Tocantins mantêm dias de temperaturas elevadas e sensação de abafamento, compondo um panorama de extremos climáticos espalhados por todo o país.

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Foto: Inmet

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