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Fabricantes buscam alternativas a embalagens PET

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 03/12/2020

3 MIN DE LEITURA

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O aumento das preocupações com a destinação de resíduos plásticos tem levado empresas de água mineral a investir em embalagens alternativas às garrafas PET.

A Ambev foi a primeira a vender água em lata de alumínio, com a marca AMA. “A embalagem em alumínio é mais sustentável, já que além de contribuir para a redução do uso de plástico, conta com um material 100% e infinitamente reciclável. Além disso, a cadeia de reciclagem do alumínio é fonte de renda para muitas famílias brasileiras”, disse Carlos Pignatari, gerente de impacto social da Ambev.

A companhia tem como meta chegar a 2025 com todos os seus produtos vendidos em embalagens retornáveis ou feitas de material 100% reciclado. No caso do plástico, 37% da produção de garrafas PET têm material reciclado como principal componente.

Ambev lançará primeira água mineral em lata do Brasil até fim de 2019 -  Money Times

O Grupo Edson Queiroz, dono da Minalba, lançou no início deste ano também a água em latas de alumínio. Para Antônio Vidal, CEO da Minalba Brasil, o alumínio é reciclável e gera percepção de valor para o produto.

Água em lata de alumínio - ISTOÉ DINHEIRO

“Essa inovação também possibilita a produção de lotes menores alusivos a temas alinhados com nossa estratégia”, disse. Vidal afirmou que a água em lata tem sido distribuída para canais de vendas específicos e eventos.

Outras empresas de menor porte têm investido na água feita em embalagem cartonada. A Cia. de Bebidas Poty, de Potirendaba (SP), lançou neste mês a A9, marca de água envasada em embalagens cartonadas de 500 ml da Tetra Pak. “Um diferencial é que a embalagem cartonada é feita de matéria-prima renovável, como o papel e o plástico verde. As embalagens PET são de material fóssil”, disse José Luiz Franzotti, presidente da Poty.

A Água na Caixa, startup fundada pelos primos Fabiana Szwarcgun Tchalian e Rodrigo Gedankien, também desenvolveu um projeto em embalagem cartonada da Tetra Pak. “Existe um público no Brasil preocupado com o meio ambiente. São pessoas ansiosas por inovações que sejam sustentáveis. Esse é nosso público alvo”, afirmou Fabiana.

A startup tem previsão de lançamento em São Paulo em janeiro. Rodrigo disse que a meta inicial é atingir 1 mil pontos de venda. A operação começa com uma capacidade instalada de 50 milhões de unidades por ano. 

Outra empresa que planeja lançar água em caixa é a Tecpolpa Indústria e Comércio de Sucos, de Dobrada (SP). Allan Colletto, gerente comercial, disse que deve lançar a produto com a marca Simply Water no primeiro trimestre de 2021. A ideia é entrar na categoria premium, mas com preço de até R$ 5 o litro. “A Just Water, que é uma concorrente americana, é vendida no Brasil a R$ 15 a garrafa de 500 ml. Nossa ideia é ser um intermediário entre essas águas importadas e a água nacional em PET”

Grandes indústrias, por sua vez, têm investido no desenvolvimento de embalagens PET com menos plástico. Pedro Rios, vice-presidente de novas bebidas da Coca-Cola Brasil, observou que a empresa lançou a primeira garrafa de água mineral feita 100% com PET reciclado.

Para produzir as novas garrafas, a marca Crystal deixará de utilizar 14 mil toneladas de plástico virgem, que seriam consumidas na produção de 700 milhões de embalagens de Crystal, até o fim de 2021. A mudança nos demais fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil acontece em 2021.

A Danone, dona da marca Bonafont, anunciou na semana passada a meta global de recolher e reciclar 100% do plástico que coloca no mercado até 2025, chegando a cerca de 1 bilhão de garrafas a menos no ambiente.  Para alcançar essa meta, a empresa vai reduzir o uso de plástico virgem nas garrafas PET em 50% até 2025 e em 100% até 2030. A empresa também lançou no Brasil uma garrafa de água Bonafont 100% reciclada. 

Carlos Alberto Lancia, presidente da Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (Abinam), disse que o setor fará um esforço conjunto para aumentar a reciclagem do plástico. Um grupo de 57 associações, incluindo segmentos de leite, água e café, vai lançar um programa nacional de reúso e reciclagem. 

Hoje, 60% do volume de água vendida já é em embalagens retornáveis. Além disso, o setor vem reduzindo o peso das garrafas há cinco anos”, afirmou Lancia. A garrafa de 1,5 litro, que antes pesava 33 gramas, hoje é encontrada no mercado com 18 gramas. A garrafa de 500 ml, que antes tinha 18 gramas de plástico, agora tem 9 gramas. 

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As informações são do Valor Econômico. 

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MARISTELA NICOLELLIS

ITAPETININGA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 04/12/2020

O assunto de embalagens sustentáveis é de suma importância para um planeta com 8 bilhões de habitantes. Ou se descobre uma alternativa, ou vamos acabar cobertos de plástico.
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