Confira os destaques mais recentes:
Preços internacionais: o 404º leilão da Global Dairy Trade (GDT) registrou variação positiva de 0,6% no GDT Price Index, com o preço médio global dos produtos comercializados fixado em USD 4.198/tonelada. Este resultado indica um cenário de estabilidade para o mercado internacional de lácteos após oscilações intensas em edições anteriores, impulsionado por um menor volume disponibilizado ao mercado devido à desaceleração sazonal da produção na Nova Zelândia. No total, foram transacionadas 12.972 toneladas, o que representa uma retração de 5,6% no volume frente ao leilão anterior, contando com a participação de 154 compradores.
Conseleite: os valores de referência divulgados pelos Conselhos Paritários Produtores/Indústrias de Leite apontaram quedas generalizadas para a matéria-prima a ser paga em junho na região Centro-Sul, com a exceção do valor registrado no Mato Grosso, que indica o valor pago em maio. O Conseleite/PR registrou a maior retração do período com recuo de 6,65%, projetando o preço de referência em R$ 2,5076/litro para o leite a ser pago em junho. O Conseleite/SC apresentou queda de 4,31%, passando para R$ 2,5091/litro, seguido pelo Conseleite/RS, que recuou 3,38% para R$ 2,4478/litro, e pelo Conseleite/MG, com baixa de 2,90%, situando o valor de referência em R$ 2,7589/litro. O Conseleite/MT apontou aumento de 10,70% para o leite que foi pago em maio, fechando em R$ 2,6422/litro.
Leite spot: o mercado doméstico de leite spot na segunda quinzena de maio estendeu o movimento de baixa observado no período anterior, porém registrando quedas mais suaves. A média Brasil recuou para R$ 2,873/litro, o que representa uma redução de R$ 0,097/litro em comparação com a quinzena anterior. Esse movimento reflete um ambiente de maior cautela e menor fluidez nas operações de comercialização de matéria-prima entre as indústrias de laticínios, com informantes relatando dificuldades na evolução das negociações entre compradores e vendedores.
Leite UHT: o mercado de leite UHT apresentou uma recuperação na terceira semana de maio, com os preços registrando avanços. Informantes do mercado afirmaram que as negociações mostraram maior firmeza no período, interrompendo a sequência de recuos observada nas semanas anteriores. Os preços médios estaduais ficaram localizados na faixa de R$ 4,13 a R$ 4,64/litro, com destaque para o Nordeste (R$ 4,64) e São Paulo (R$ 4,47) com os maiores valores médios, enquanto o Rio Grande do Sul registrou a menor cotação média (R$ 4,13). As altas mais significativas em relação à quinzena anterior foram observadas em São Paulo (+R$ 0,12) e Goiás (+R$ 0,10).
Muçarela: a muçarela seguiu em movimento de queda e apresentou um recuo de ajuste nas cotações nesta terceira semana de maio. Os preços médios variaram entre R$ 31,6/kg (RS) e R$ 34,5/kg (RJ), com retrações médias mais acentuadas identificadas em Minas Gerais (-R$ 0,5/kg) e Santa Catarina (-R$ 0,5/kg). Apesar disso, o Paraná (+R$ 0,1/kg) e Goiás (+R$ 0,1/kg) apresentaram pequenas variações pontuais ou suporte nas cotações. Segundo os informantes, relatos de vendas mais aquecidas na ponta final têm contribuído diretamente para desacelerar a intensidade das quedas nos preços praticados.
Leite em pó: o mercado de leite em pó apresentou comportamento de relativa estabilidade na última semana. O leite em pó integral (LPI) em São Paulo operou em queda, recuando R$ 0,2, para R$ 25,6/kg, refletindo um ambiente onde apresentou demanda mais enfraquecida. Em direção oposta, o leite em pó desnatado (LPD) registrou um leve avanço de R$ 0,1, fechando a R$ 23,3/kg. O leite em pó fracionado (LPF) também registrou um ligeiro incremento de R$ 0,2 na média de São Paulo, alcançando R$ 30,1/kg e aumento de R$ 0,1 alcançando R$ 30,3 na média do Nordeste. O movimento como um todo reflete dinâmicas comerciais diferenciadas, pois de acordo com os informantes, o produto integral passou por uma procura mais retraída, ao passo que o desnatado obteve uma maior procura no mesmo período.
Milho: o milho recuou na quinzena, pressionado pelo avanço do plantio e clima favorável nos EUA, além da queda do petróleo na CBOT. No Brasil, o recuo do dólar e a proximidade da safrinha limitaram as cotações na B3 e no mercado físico, que seguiu travado e com compradores abastecidos. A média fechou em R$ 65,60/saca, registrando queda de 3,4% frente ao último mês.
Soja: a soja continuou oscilando na última quinzena. A pressão inicial do avanço do plantio americano foi revertida na reta final por tensões geopolíticas, alta do petróleo e valorização do dólar. Esse cenário recuperou os preços nos portos e os futuros na B3. A média fechou em R$ 129,30/saca, alta de 1,4% frente ao mês passado.
Oferta: a oferta de leite segue condicionada pela sazonalidade típica da entressafra, mantendo a disponibilidade de matéria-prima menor no campo. Com menor volume disponível, a captação da indústria permanece limitada, reforçando o ambiente de menor oferta no curto prazo.
Demanda: do lado da demanda, o varejo continua repassando os preços e limitando o ritmo de consumo na ponta final. Contudo, a forte correção de baixa, que vinha ocorrendo após as altas intensas dos últimos meses, começou a perder força. O mercado caminha para um cenário de correções pontuais, com alguns relatos de possível pausa nos recuos vistos.
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