O setor manteve ampla presença geográfica, com vendas para a África, Américas, Oriente Médio e Europa. Em particular, a África respondeu por 43% do total exportado de produtos lácteos e registrou um aumento interanual de 26%, consolidando-se como uma região-chave para o setor.
No nível dos países, o Brasil manteve-se como o principal destino, com US$ 31 milhões e uma participação de 36%, após crescer 50% em relação a maio de 2025. A Argélia ficou em segundo lugar, com US$ 28 milhões e uma participação de 33%, além de um crescimento interanual de 12%. Juntos, esses dois destinos representaram quase 70% das vendas externas do setor no mês. Também se destacaram Nigéria, Arábia Saudita e Mauritânia, com embarques de US$ 3 milhões cada um e participações de 4%, 4% e 3%, respectivamente.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações de lácteos totalizam US$ 346 milhões e crescem 1% em comparação com o mesmo período do ano passado. A Argélia ocupa a primeira posição no ranking (32%), com compras de US$ 110 milhões (-2%), seguida de perto pelo Brasil (30%), com US$ 104 milhões (estável). Completa o pódio o México (4%), com compras de US$ 14 milhões (+43%).
Recuperação do valor médio
Depois de ter atingido um piso de US$ 3.550 por tonelada em abril para o valor médio de exportação, em maio houve uma recuperação, alcançando um preço médio de US$ 3.710 por tonelada. O valor médio da tonelada de leite em pó integral, principal produto de exportação, ficou em US$ 3.720 por tonelada em maio.
O Brasil pagou um valor de US$ 3.830 por tonelada, bastante acima do valor pago pela Argélia (US$ 3.590 por tonelada), embora tenha sido semelhante ao pago pela Nigéria e pela Mauritânia (US$ 3.850 e US$ 3.870 por tonelada, respectivamente). Como quinto mercado em maio também apareceu a Venezuela, com a compra de cerca de 550 toneladas a um valor médio de US$ 3.800 por tonelada, segundo dados da Aduana.
As informações são do Tardáguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.
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