Estatísticas e tendências da produção de leite da Nova Zelândia

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A produção de leite cresce de forma contínua na Nova Zelândia desde 1993, acompanhando o aumento do tamanho médio das fazendas. Esta descoberta está contida no documento 2002-2003 Dairy Statistics, divulgado pela entidade Livestock Improvement.

Os dados coletados para as estatísticas são provenientes de várias fontes, incluindo a Base de Dados do Rebanho Nacional da Livestock Improvement e as companhias de lácteos neozelandesas.

Os principais dados sobre a última estação produtiva foram:

1) 1,19 bilhão de quilos de sólidos do leite foram processados, representando 3,4% de aumento a partir de 1,15 bilhão de quilos processados na estação anterior. O aumento da produção é atribuído a ganhos genéticos - melhora do tipo de vacas ordenhadas nas fazendas neozelandesas;

2) Decréscimo do número de rebanhos (menos 509, de 13,65 mil para 13,14 mil);

3) Aumento contínuo do tamanho médio dos rebanhos (285), mais de duas vezes a média de 20 anos atrás;

4) O número de vacas continuou aumentando, de 3.692.703 para 3.740.367;

5) Queda no pagamento médio pelo leite em relação aos níveis de 2000/01, ficando em NZ$ 3,66 (US$ 2,35, na cotação de 27 de novembro), comparados com os NZ$ 5,35 (US$ 3,43) o quilo de sólidos do leite pagos no ano anterior;

6) O preço médio de venda de fazendas leiteiras excedeu o valor de NZ$ 1 milhão (US$ 642,7 mil). Os valores das terras por hectare dobraram nos últimos 20 anos e continuam aumentando;

7) 10% dos rebanhos tinham 500 ou mais vacas leiteiras;

8) Os rebanhos entre 550 e 599 vacas registraram maior produção de leite por vaca;

9) Um terço de todas as fazendas leiteiras da Nova Zelândia está localizado na região de South Auckland (incluindo os distritos de Waikato Norte e Sul, Coromandel e Matamata/Piako, Waipa e Otorohanga);

10) 0,5 milhão de vacas estão localizadas somente em Taranaki e o distrito de South Taranaki tem a maioria dos rebanhos (1,27 mil) e das vacas (302,81 mil);

11) A região de South Island é líder em crescimento;

12) North Canterbury obteve a maior produção média de leite por vaca, de 376 quilos de sólidos do leite;

13) A maior produção média por fazenda por hectare foi registrada em South Canterbury, com 211,27 mil quilos de sólidos do leite por fazenda e 1,08 mil por hectare efetivo;

14) As raças cruzadas Holandesa-Friesian/Jersey continuam sendo as de maior valor de produção (118,2) de todas as raças;

Obs: O valor da produção avalia a capacidade das características individuais (mérito genético) em converter alimento em lucro, através das descendentes. O valor da produção representa a renda líquida por unidade de alimento, com a melhoria de cada unidade genética na característica individual.

15) O leite das vacas Holandesa-Friesian tem maior mérito genético referente a kg de gordura, proteína e volume;

Obs: A avaliação do mérito genético (breeding values) para valores individuais, inclui kg de gordura, kg de proteína, volume (litros), peso vivo (kg), fertilidade (%) e longevidade (dias). O mérito genético é expressado em relação a base zero (vacas nascidas em 1985). Um mérito genético de +10 kg de proteína indica um touro que tem filhas que são geneticamente superiores a 5 kg de proteína por lactação, acima das vacas-base (um touro pode passar ½ de seu peso vivo, em média, para a prole).

16) Mais da metade das vacas da Nova Zelândia é desta raça.

17) Cerca de um terço (37%) dos produtores são "sharemilkers" (parceiros)

18)Cerca de 64% de todos os parceiros trabalham com a proporção de 50/50


Tendência no número de rebanhos e no tamanho médio dos rebanhos desde 1974/75


Tendência na produção de sólidos do leite por vaca desde 1992/93


Distribuição dos tamanhos dos rebanhos nas três últimas estações produtivas


Distribuição regional dos rebanhos leiteiros na Nova Zelândia em 2002/03


Fonte: Livestock Improvement, adaptado por Equipe MilkPoint
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marcelo yunomae
MARCELO YUNOMAE

TUPÃ - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 20/08/2010

Nós tempos atuais na produção da cadeia do leite inumeras raçãs que vierão para melhorar a nossa genética como americana e canadense.
Agora com a chegada da genética da Nova Zêlandia os produtores terão oportunidade de usar em seus rebalhos para aumentar os sólidos no leite.
José Felipe Warmling Spricigo
JOSÉ FELIPE WARMLING SPRICIGO

LAGES - SANTA CATARINA - PESQUISA/ENSINO

EM 21/11/2008

Sou estudante de Medicina Veterinaria em Lages, SC, achei o artigo muito valido. Estou no oitavo periodo e pretendo fazer meu estagio final na N.Z, compartilho a mesma opinião, devemos seguir o rumo deste país.

Obrigado por esse "mapa leiteiro" da NZ.
Roberto Jank Jr.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/12/2003

Para a elaboração de cenários domésticos futuros, as estatísticas apresentadas são um ótimo rumo para o Brasil mais profissional e menos amador. Devemos e podemos ter a mesma trajetória da N.Z. nos próximos dez anos.
Qual a sua dúvida hoje?