Produzir muito leite é um objetivo comum entre os pecuaristas. Produzir por muitos anos, mantendo saúde, fertilidade e desempenho, é o que diferencia os rebanhos de excelência. Foi justamente essa combinação de produtividade e longevidade que ganhou destaque durante a Premiação dos Criadores Destaques da Raça Holandesa 2025, promovida pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), em Carambeí.
Entre os animais reconhecidos na categoria de produção vitalícia, três vacas se destacaram pelos resultados alcançados ao longo de suas vidas produtivas, demonstrando o elevado padrão genético dos rebanhos paranaenses e a eficiência dos sistemas de produção adotados pelos criadores.
O primeiro lugar com a MAIOR PRODUÇÃO VITALÍCIA de LEITE e SÓLIDOS 2025 ficou com a vaca “RCH JANNY 1010 IGNITER SHOTTLE TE”, pertencente ao produtor Raphael Cornelis Hoogerheide, da Chácara Rino, em Carambeí. Além de alcançar quase 200 mil quilos de leite ao longo da vida produtiva, o animal acumulou 14.235,2 quilos de sólidos (gordura e proteína), liderando os rankings nacionais pelo quarto ano consecutivo e consolidando-se como uma das vacas de maior produção da América Latina.
FOTO 1- RCH JANNY 1010 IGNITER SHOTTLE TE
A segunda maior produção vitalícia de leite de 2025 foi conquistada pela vaca “J.D.F. MAMBORE 1888 SUPER”, dos criadores Diego e Vinicius Dijkstra, de Carambeí. O animal acumulou impressionantes 150.668,8 quilos de leite, marca que o coloca entre os maiores produtores da raça Holandesa no Brasil.
FOTO 2 - J.D.F. MAMBORE 1888 SUPER
Outro destaque veio de Castro. A vaca “CONSTENTATION ZENDA ADVENT-RED TE”, dos criadores Alessandro H. Dekkers e Marisa Caus Dekkers, alcançou a terceira maior produção vitalícia de leite e a segunda maior produção de sólidos de 2025. Ao longo de sua trajetória produtiva, o animal registrou 150.301,3 quilos de leite e 10.811,8 quilos de sólidos, somando gordura e proteína.
FOTO 3 - ''CONSTENTATION ZENDA ADVENT-RED TE”
Já na categoria sólidos, a terceira maior produção vitalícia do Paraná foi registrada pela vaca “RÉGIA QUIROPA 2386”, do produtor Marvin Epp, de Palmeira. O animal acumulou 9.677,5 quilos de sólidos e 136.330 quilos de leite, resultado que evidencia não apenas o volume de produção, mas também a qualidade da matéria-prima entregue à indústria.
Foto 4 - RÉGIA QUIROPA 2386
Mais do que volume, um indicador de eficiência
A produção vitalícia é considerada um dos principais indicadores de eficiência na pecuária leiteira moderna. O índice contabiliza todo o leite produzido por uma vaca ao longo de sua vida produtiva e está diretamente relacionado a fatores como genética, manejo, sanidade, reprodução e bem-estar animal.
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Quanto maior a longevidade produtiva do animal, maior tende a ser o retorno econômico da atividade, uma vez que os custos de criação e reposição são diluídos ao longo de mais lactações. Além disso, vacas que permanecem produtivas por mais tempo contribuem para sistemas mais sustentáveis e eficientes.
Segundo a APCBRH, os resultados alcançados pelos animais premiados refletem décadas de investimento em melhoramento genético e no uso de ferramentas técnicas como o Controle Leiteiro, a Classificação para Tipo e os programas de avaliação genética da raça Holandesa.
Os números apresentados durante a premiação reforçam o protagonismo do Paraná na produção leiteira nacional e demonstram a capacidade dos criadores do Estado de combinar alta produtividade, qualidade do leite, longevidade e rentabilidade — características cada vez mais valorizadas pela cadeia produtiva.
Promovida anualmente pela APCBRH, a Premiação dos Criadores Destaques da Raça Holandesa reconhece produtores e animais que atingem resultados de excelência em produção, genética e conformação, valorizando o trabalho desenvolvido por famílias que, há gerações, contribuem para o fortalecimento da pecuária leiteira brasileira.
No mesmo evento, também foram homenageados diversos produtores reconhecidos como Criadores Supremos, além de vacas paranaenses que alcançaram recordes nacionais de produção, evidenciando o elevado nível técnico e genético dos rebanhos do Estado.