No centro dessa movimentação financeira e gastronômica está o setor de lácteos. O leite e seus derivados se destacam como ingredientes transversais nas receitas mais tradicionais do período, desempenhando um papel essencial que vai desde o preparo do mungunzá (ou canjica) e da pamonha até os doces mais elaborados, como o pé de moça e sobremesas que demandam grande volume de leite condensado.
O desempenho da categoria ganha um impulso extra com a chegada do inverno. O clima frio registrado em boa parte do país nas primeiras semanas de junho altera o comportamento do consumidor e eleva a demanda por pratos ricos em lácteos. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), as temperaturas mais baixas provocam um aumento de 15% a 20% no consumo de queijos, o que exige um planejamento logístico rigoroso e o aumento da produção nacional nos meses que antecedem as festividades para garantir o abastecimento das gôndolas.
Além do fator climático, o aspecto cultural e as particularidades regionais ditam o sucesso de vendas de itens específicos no período. Um exemplo emblemático é a popularidade do Queijo do Reino na região Nordeste, onde o produto se tornou um item indispensável nas mesas juninas, demonstrando como a indústria de lácteos consegue capturar oportunidades de negócios ao se alinhar perfeitamente às tradições locais do país.
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