Justiça coloca SanCor à venda por US$ 52 milhões após falência da cooperativa

O processo prevê a venda das plantas industriais e das marcas da empresa por meio de licitação pública, com preço mínimo estabelecido em US$ 52,1 milhões.

Publicado por: MilkPoint

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A Justiça de Santa Fe, Argentina, colocou à venda a cooperativa láctea SanCor, que faliu há dois meses. A licitação pública inclui plantas industriais e marcas, com preço mínimo de US$ 52,1 milhões. Os ativos estão divididos em dois grupos: plantas avaliadas em US$ 27,4 milhões e ativos intangíveis em US$ 24,7 milhões. Seis grupos empresariais, incluindo o francês Savencia e a Adecoagro, demonstraram interesse na aquisição. A venda será dividida em sete lotes.
A Justiça da província de Santa Fe, na Argentina, colocou oficialmente à venda a cooperativa láctea SanCor, cuja falência foi decretada há dois meses. O processo prevê a venda das plantas industriais e das marcas da empresa por meio de licitação pública, com preço mínimo estabelecido em US$ 52,1 milhões.

A decisão foi formalizada por meio de resolução assinada pelo juiz de Direito Civil e Comercial de Rafaela, Marcelo Gelcich, responsável por decretar a falência da cooperativa em abril, após um pedido apresentado pela própria empresa. De acordo com o documento divulgado nos últimos dias, a venda foi estruturada em dois grandes grupos de ativos. O primeiro reúne as seis plantas industriais e instalações que pertenciam à SanCor no momento da falência — três localizadas na província de Santa Fe e três em Córdoba, além de suas estruturas adjacentes. O segundo contempla os ativos intangíveis da cooperativa, incluindo marcas e linhas de produtos.

As fábricas receberam avaliação mínima conjunta de US$ 27,4 milhões. A unidade de maior valor é a planta de Devoto, avaliada em US$ 7 milhões, onde eram produzidos leite em pó, manteiga e creme de leite. Na sequência aparece a planta de Gálvez, com valor base de US$ 5,5 milhões, dedicada ao fracionamento e embalagem de produtos lácteos.

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As plantas de La Carlota e Balnearia ocupam a terceira e quarta posições entre os ativos mais valiosos, ambas avaliadas em US$ 5 milhões. Já a unidade de San Guillermo, especializada na produção de queijos, recebeu avaliação de US$ 2,5 milhões. A planta de Sunchales, que sofreu um incêndio recentemente, foi estimada em US$ 2,4 milhões.

Os ativos intangíveis, por sua vez, tiveram valor mínimo fixado em US$ 24,7 milhões. Desse total, US$ 18,7 milhões correspondem à marca principal SanCor, enquanto os US$ 6 milhões restantes referem-se às submarcas da companhia, como Mendicrim, Tolem e Quesabores, entre outras. A licitação pública será dividida em sete lotes: seis correspondentes às plantas industriais e um destinado ao conjunto de marcas da cooperativa.

Interessados acompanham o processo

No fim de maio, o juiz Gelcich promoveu uma reunião informativa na sede central da SanCor, em Sunchales, para apresentar detalhes do processo a potenciais interessados na aquisição da cooperativa ou de parte de seus ativos. Participaram representantes de seis empresas ou grupos empresariais que avaliam entrar na disputa.

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Segundo fontes próximas ao encontro, estiveram presentes executivos de dois importantes grupos do setor lácteo. Um deles foi o grupo francês Savencia, proprietário na Argentina das marcas Milkaut, Adler, Santa Rosa e Ilolay. O outro foi a Adecoagro, controladora das marcas Las Tres Niñas, Apóstoles e Angelita.

Também participaram representantes da Punta del Agua SA, especializada na produção de queijos; da Elcor SA, responsável pela marca La Tonadita, reconhecida principalmente por seus produtos à base de manteiga e creme de leite; e da La Tarantela, outra empresa focada no segmento de queijos. Houve ainda uma ausência registrada previamente: a do empresário Gustavo Scaglione, que atua fora do setor lácteo e atualmente controla a emissora Telefe.

As informações são do Clarín, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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