EMATER/RS: manejo melhora, mas clima e custos impactam produção

A EMATER/RS destaca manejo e suplementação eficazes no RS, mas os desafios climáticos e o alto custo prejudicam a rentabilidade da atividade leiteira

Publicado por: MilkPoint

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Os rebanhos recebem manejo adequado, e houve suplementação alimentar à base de silagens e rações, garantindo bom escore corporal e o início da recuperação da produção após o vazio forrageiro. A redução de carrapatos e moscas-dos-chifres contribuiu para o bem-estar animal. Apesar da melhora nas condições produtivas, os custos seguem elevados, impactando a rentabilidade da atividade.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as chuvas regulares e em volumes moderados, nas últimas duas semanas, beneficiaram os campos nativos e as forrageiras cultivadas, mantendo, de forma geral, condições de piso apropriadas para o acesso aos piquetes, para a sala de ordenha e para a área de alimentação.

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Na de Caxias do Sul, a sanidade das vacas leiteiras foi satisfatória, e houve necessidade de controle de ectoparasitas (berne, miíases e carrapatos). Diminuíram as infestações de moscas em razão dos períodos mais frios.

Na de Erechim, as chuvas e o ambiente mais úmido aumentaram os desafios relacionados às mastites clínicas. Apesar dos dias mais curtos e das temperaturas mais amenas, algumas propriedades relatam alta incidência de carrapatos.

Na de Frederico Westphalen, a produção de leite se reduziu devido à antecipação do vazio forrageiro e à influência das altas temperaturas.

Na de Ijuí, a qualidade do leite produzido continua muito boa. O clima mais seco tem contribuído para a melhor higienização dos animais e das instalações.

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Na de Passo Fundo, o preço do leite apresentou variações conforme a qualidade do produto e o canal de comercialização. No entanto, os custos elevados continuam pressionando a rentabilidade da atividade leiteira.

Na de Porto Alegre, segue a atenção sanitária voltada ao controle de carrapatos. Os agricultores estão realizando a declaração anual do rebanho. O pastejo ocorre em áreas de campo nativo e de pastagens perenes de verão, considerando o encerramento do ciclo das anuais. Continuam as práticas de implantação das pastagens de inverno.

Na de Santa Maria, o vazio forrageiro se prolongou devido à falta de chuvas, comprometendo o crescimento das pastagens implantadas. Como consequência, houve queda significativa na produtividade e na captação de leite, além de relatos sobre distúrbios, como acidose ruminal, leite ácido, baixa higroscopia e ocorrência de leite instável não ácido (LINA), todos associados à escassez de forragem e à ausência de suplementação volumosa adequada.

Na de Santa Rosa, as condições favoráveis de umidade do solo nos últimos dias proporcionaram o rápido desenvolvimento inicial das pastagens de inverno, principalmente de aveia, que já permite pastejo nas primeiras áreas implantadas.

Na de Soledade, as condições climáticas reduziram o crescimento das pastagens perenes e limitaram o desenvolvimento das pastagens de inverno. Diante disso, os bovinocultores de leite recorrem a alimentos conservados, com destaque para silagem de milho, além de feno, pré-secado, ração e suplementos minerais, a fim de garantir a nutrição do rebanho.

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