Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país

Regime de chuvas e índice de vegetação sustentam bom desempenho, com variações regionais na umidade do solo e impactos para o milho segunda safra

Publicado por: MilkPoint

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O Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab, divulgado em 24 de abril, indica condições favoráveis para o desenvolvimento da soja no Brasil, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, onde ocorreram as maiores chuvas. Embora a umidade do solo tenha beneficiado a segunda safra de milho, algumas áreas enfrentaram déficit hídrico. No Centro-Oeste e Sudeste, a umidade se manteve, mas houve redução na reserva hídrica. No Sul, a irregularidade das chuvas afetou a colheita em alguns estados, mas o Índice de Vegetação (IV) é promissor.
O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no dia 24 de abril. O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

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No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

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O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, também há progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores. 

As informações são do Boletim de Monitoramento Agrícola, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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