Mesmo com a queda de 2,07% em agosto, São Paulo manteve a cesta básica mais cara entre as capitais analisadas, a R$ 973,93. Rio de Janeiro veio na sequência, com R$ 959,22. Na outra ponta, Belo Horizonte permaneceu com o menor valor, a R$ 753,32, apesar da alta no mês.
Comportamento acumulado no semestre
Entre março e agosto de 2026, Manaus apresentou a maior alta acumulada, de 5,15%, seguida por Brasília (+3,24%), Belo Horizonte (+3,18%) e Fortaleza (+3,17%). São Paulo acumulou alta de 2,13%, enquanto Curitiba teve avanço de apenas 0,38%. Salvador (-0,61%) e Rio de Janeiro (-1,83%) foram as únicas capitais a encerrar o período com queda acumulada. No Rio, a cesta passou de R$ 977,14 em março para R$ 959,22 em agosto.
Leite UHT e arroz ganham protagonismo
Arroz e leite UHT assumiram o protagonismo das altas em agosto, em uma inversão do padrão observado nos meses anteriores, quando feijão e legumes exerciam maior pressão sobre os preços. O leite UHT teve alta de 5,59% em Brasília, a maior variação individual entre os itens que subiram no levantamento. O produto também avançou em Curitiba (+3,81%), Salvador (+3,73%), Fortaleza (+3,60%) e Belo Horizonte (+3,32%). Em São Paulo, a alta foi de 1,12%, enquanto Rio de Janeiro registrou aumento de 1,04%. Manaus foi a exceção: o leite UHT recuou 0,82% na capital amazonense.
O arroz também apresentou altas relevantes, com destaque para Brasília (+5,23%), Belo Horizonte (+2,63%), Fortaleza (+2,17%) e São Paulo (+2,09%). Na contramão, os legumes foram o principal fator de alívio para a cesta básica. O item recuou em todas as capitais, com quedas de 24,21% em Salvador, 22,05% em Curitiba e 20,96% no Rio de Janeiro. São Paulo (-19,59%) e Fortaleza (-17,62%) também tiveram retrações expressivas.
O feijão contribuiu para a moderação na maioria das cidades, enquanto ovos e suíno também registraram quedas em boa parte das capitais. Curitiba e Rio de Janeiro foram exceções para o feijão, com altas de 2,85% e 1,86%, respectivamente.
A manteiga e o óleo tiveram comportamento mais heterogêneo. A manteiga subiu 3,19% em Belo Horizonte e 2,78% em Brasília, enquanto o óleo teve sua maior alta em Manaus (+4,75%). Já as massas alimentícias secas apresentaram variações mais estreitas, entre -1,65% e 0,83%.
Destaques por capital
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Belo Horizonte: leite UHT (+3,32%) e legumes (-15,67%)
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Brasília: leite UHT (+5,59%) e legumes (-9,76%)
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Curitiba: leite UHT (+3,81%) e legumes (-22,05%)
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Fortaleza: leite UHT (+3,60%) e legumes (-17,62%)
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Manaus: óleo (+4,75%) e suíno (-18,62%)
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Rio de Janeiro: farinha de mandioca (+2,90%) e legumes (-20,96%)
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Salvador: leite UHT (+3,73%) e legumes (-24,21%)
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São Paulo: farinha de mandioca (+2,17%) e legumes (-19,59%)
Cesta ampliada
Na cesta ampliada, que inclui outros produtos além dos itens básicos, o comportamento também foi marcado por diferenças regionais. Molho de tomate e amaciante para roupas apareceram entre os principais vetores de alta em agosto. Em Brasília, o molho de tomate avançou 6,75%, maior alta individual do levantamento, enquanto o amaciante subiu 4,89% em Belo Horizonte. Curitiba também registrou altas relevantes nos dois produtos, de 4,59% e 4,30%, respectivamente.
No acumulado de agosto, o Rio de Janeiro manteve o maior custo da cesta ampliada, de R$ 2.207,46, seguido por São Paulo, com R$ 2.122,51. Curitiba apresentou o menor valor, de R$ 1.789,77.
Nova dinâmica de preços
Os dados de agosto mostram uma inversão no padrão observado nos meses anteriores. Legumes, feijão e outros itens de hortifrúti, que vinham pressionando os preços, passaram a contribuir para a moderação, enquanto arroz e leite UHT ganharam espaço entre os itens de maior alta. Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, o cenário reforça a importância de acompanhar as oscilações de preços e de ajustar abastecimento e reposição de acordo com os movimentos de oferta e demanda.
As informações são da Neogrid, resumidas pela Equipe MilkPoint.
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