Após quase dois meses de ter sido notícia por quase passar capital para mãos estrangeiras, a gigante do setor de lácteos da Argentina, Mastellone Hnos, obteve lucros relativos de 42,8 milhões de pesos (US$ 11,14 milhões) no último trimestre, depois de praticamente três anos de perdas contínuas.
Em seu último balanço, a empresa, que apresenta resultados negativos desde o primeiro trimestre de 2006, atribuiu a boa performance do último período "aos melhores preços de venda no mercado interno e a um menor crescimento nos custos".
Embora o semestre tenha fechado com 26,9 milhões de pesos (US$ 7,00 milhões) de perdas, esse valor conseguiu melhorar o vermelho de 68,99 milhões de pesos (US$ 17,97 milhões) do primeiro trimestre. Se continuasse com aquele nível de perdas, a empresa poderia fechar o ano com 275 milhões de pesos (US$ 71,63 milhões) em perdas, o que aproximaria o resultado de 2009 ao de 2008, o pior da historia da empresa. Em 2008, a Mastellone perdeu 265 milhões de pesos (US$ 69,03 milhões).
Para conseguir essa melhora, a firma que concentra 75% das vendas de lácteos na capital argentina e Grande Buenos Aires, re-destinou matéria-prima para a elaboração de produtos de maior valor agregado, que podem ser vendidos fora dos preços fixados pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno.
A empresa confirmou que um grande volume de matéria-prima antes destinada à fabricação de leite integral ultra-pasteurizada foi dirigida à produção de leite com cálcio extra. Assim, para cada litro de leite vendido ao mercado interno, o resultado bruto da empresa passa de 1,4% para 5,4% no leite extra-cálcio. Essa estratégia fez com que hoje o leite incluído no acordo oficial já não seja vendido com a marca La Serenísima, mas sim, só com a marca Rodriguense.
Outra estratégia da Mastellone foi produzir no primeiro semestre do ano 70% mais queijos que no mesmo período de 2008. Com esse destino, foi utilizado grande parte do excedente de leite que entrou no período em comparação com a primeira metade de 2008, quando o conflito entre o campo e o Governo ocasionou paralisação de comercializações que afetaram fortemente a entrada de matéria-prima.
Fontes da empresa explicaram que outro motivo da melhora foi o aumento do preço internacional do leite em pó, que passou de US$ 2.000 a tonelada para US$ 2.200 durante o exercício.
Em 17/08/09 - 1 Peso Argentino = US$ 0,26050
3,83875 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
A reportagem é do El Cronista Comercial, adaptada e traduzida pela Equipe MilkPoint.
ARG: La Serenísima registrou primeiro lucro desde 2007
Após quase dois meses de ter sido notícia por quase passar capital para mãos estrangeiras, a gigante do setor de lácteos da Argentina, Mastellone Hnos, obteve lucros relativos de 42,8 milhões de pesos (US$ 11,14 milhões) no último trimestre, depois de praticamente três anos de perdas contínuas.
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