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International Food Tech Forum: "se o mundo muda rápido, precisamos ser mais ligeiros ainda"

POR RAQUEL MARIA CURY PEREIRA

RAQUEL MARIA CURY RODRIGUES

EM 07/06/2019

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No dia 04/06 participei da 1ª edição do International Food Tech Forum. O evento ocorreu no Centro Canagro “José Coral”, na sede da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (COPLACANA), na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo.

O tema foi “Empreendedorismo e Inovação: como criar um ecossistema de Food Tech de excelência no Brasil” e teve a frente grandes especialistas globais em tecnologia de alimentos como James Clark, professor da Universidade de York (Inglaterra), Roger van Hoesel, CEO do Foodvalley (Holanda) e Jonathan Berger, CEO do The Kitchen (Israel).

Segundo Paulo Silveira, do Food Tech Hub Brasil, no Brasil temos uma das maiores biodiversidades do mundo, universidades de classe mundial em tecnologia de alimentos, e centros de excelência como o Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

“Também possuímos uma indústria de alimentos que historicamente responde por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e uma indústria de venture capital se formando e sendo um pilar cada vez mais importante para alavancar startups”.

Com sede no AgTech Garage em Piracicaba, o Food Tech Hub Brasil foi lançado para reunir diversas competências nas áreas acadêmica, industrial, comercial e, principalmente, de inovação para identificação e apoio na aceleração de startups ligadas à tecnologia de alimentos, embalagens, ingredientes e cadeia de distribuição.

De uma maneira bem objetiva, James Clark, que iniciou as palestras do evento, disse para sermos os mais sustentáveis possíveis. Ele - que compõe o Centro de Excelência em Química Verde da Universidade de York, na Inglaterra – frisou que não podemos continuar fazendo químicas como estávamos fazendo há 20 anos. “Já estamos mudando muito e vamos continuar nos transformando no século XXI. Tudo precisará estar baseado em recursos renováveis. Garanto para vocês que a bioeconomia é o futuro do mundo”.

Inserido no mundo das startups e inovações, Jonathan Berger, da “The Kitchen – Food Tech Hub”, localizada em Israel, comentou sobre o trabalho do empreendimento. “Aproveitamos a renomada capacidade de inovação de Israel para enfrentar os desafios alimentares globais. Nosso objetivo é alimentar empreendimentos promissores na área food e que possam impactar o sistema alimentar global, tornando-o mais produtivo, mais acessível, mais sustentável e mais saudável”, disse Israel.

A Kitchen foi fundada pelo Strauss-Group, uma empresa israelense que desempenha um papel de liderança no mercado global de alimentos. “Temos uma compreensão única das necessidades do mercado. Temos acesso incomparável a conhecimentos e know-how que são críticos para os empreendimentos de food tech. Nós abrimos portas - localmente e em todo o mundo”, completou.

Já de acordo com Roger Van Hoesel, que faz parte do time da holandesa Foodvalley, os alimentos são mais do que uma indústria, pois também precisam se extrapolados para as áreas sociais e de saúde. A Foodvalley é o principal ecossistema agroalimentar intensivo nos Países Baixos e é caracterizada por muitas soluções inovadoras de produtos agroalimentares e alimentares de classe mundial e pela cooperação entre empresas, instituições de ensino e conhecimento e governos. Ela oferece uma plataforma de recursos e oportunidades para uma rede de negócios nacional e internacional para acelerar a inovação e a introdução no mercado. E para atrair potenciais parceiros e investidores, estimula a economia e realiza ambições na região e muito além. Desde a sua criação em 2004, a Foodvalley construiu uma visão profunda dos desafios da indústria agroalimentar e de uma vasta rede de empresas e instituições de conhecimento que podem ajudar a enfrentar estes desafios de maneira eficaz.

A partir de sua base em Wageningen, Holanda, a Foodvalley trabalha todos os dias para acelerar o desempenho de inovação das empresas, tanto as da Holanda, quanto as do exterior.

“Nossa equipe experiente faz isso de uma maneira que se adapta às demandas de maneira rápida, direta e prática. Além disso, temos o Foodvalley Acceleratorm que é um programa da Foodvalley NL e da ScaleUp Company para apoiar a missão de capacitar startups com as ferramentas, responsabilidade e rede para crescer e florescer após a fase inicial”.

O evento também falou sobre as tendências alimentares e que os consumidores buscam atualmente por saudabilidade, mas, ao mesmo tempo, querem produtos que também sejam gostosos ao paladar e aos olhos, inclusive, vêm demandando indulgências com esse perfil.

A palestrante Natasha Padua, Diretora da Innova Markets Insights, mostrou ao público produtos de marcas brasileiras que vêm se reinventando no mercado para atingir um público cada vez mais exigente e também, algumas novidades nas categorias vegetariana e vegana. Ela também falou sobre o movimento de grandes corporações em adquirirem empresas menores ou startups que trabalham com alimentos saudáveis, como foi o caso da Univeler, que comprou a Mãe Terra em 2017.

Nessa linha, é interessante apontar que a Nestlé divulgou nesta semana que está lançando no Brasil a marca Nature´s Heart, da Terrafertil, com o intuito de competir no mercado brasileiro de alimentos naturais e orgânicos. O objetivo é buscar a liderança no mercado de alimentos naturais embalados. Segundo dados da Euromonitor Internacional as vendas produtos naturais, orgânicos e funcionais movimentaram R$ 93,9 bilhões no Brasil em 2018, com um crescimento médio de 8,8% ao ano.

Por meio do fórum ficou claro que as pesquisas na área de alimentação em todo o mundo estão cada dia mais intensas e precisas em busca de itens que agreguem a cesta dos consumidores de uma maneira ampla. Elas estão sendo impulsionadas por vários fatores, como: sustentabilidade, saudabilidade, sabor, acessibilidade e história do produto. E claro, no mundo dos lácteos, há várias oportunidades para serem ‘abocanhadas’ nesse contexto. Não precisamos ir muito longe para encontrar exemplos nacionais e internacionais de sucesso para nos inspirarmos. Se o mundo muda rápido, precisamos ser mais ligeiros ainda! Avante!

RAQUEL MARIA CURY PEREIRA

Zootecnista pela FMVZ/UNESP de Botucatu e Coordenadora de Conteúdo do MilkPoint.

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